Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir! Abismo de Mim Senti a noite engolir minha carne e minha mente, como se o mundo tivesse se dissolvido ao redor e restasse apenas eu, nu em meus desejos e em minhas sombras. Cada respiração queimava, cada batida do coração ecoava como um tambor da ancestralidade chamando para o que eu sempre soube existir dentro de mim. A fome absoluta da carne, a avidez do ser, a sede de sentir cada pedaço do que sou sem máscaras, sem regras. Olhei para o espelho da minh' alma e me encarei. Ninguém mais ali, só eu, tão inteiro e ao mesmo tempo despedaçado. Minhas mãos tremiam de ansiedade e de poder, ansiosas por tocar, por explorar, por consumir. E quando a primeira centelha do prazer me percorreu, não havia culpa, não havia limites — apenas o calor do meu próprio desejo ardente, incendiando cada nervo, cada vértebra, cada sombra que já me atormentou. No silêncio da noite, ouvi ecos — ...
Sonho de paz Não me satisfaz Vai e vem como vendavais Se eu fosse você Correria atrás Para felicidade de quem vem lá de trás... Rumo ao infinito sagaz Via láctea tão fugaz Que se retrai Mas não se refaz Entre desejos banais Me vem memórias irreais De você indo além de meus pais Até o horizonte que me atrai Longe de mim não são teatrais Girassóis brilhantes em campos floridos dos pedestais