Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: Entre Mundos 1 O vento não se curvava ao tempo ali. Ele soprava através de corredores que não pertenciam a lugar algum, misturando o cheiro de terra úmida com a lembrança de flores que nunca floresceram. Luciano caminhava com passos lentos, sentindo cada pedra sob seus pés como se fossem ossos antigos, memória de vidas que não lembrava ter vivido. À sua frente, uma figura feminina pairava entre a penumbra e a luz — seus cabelos eram como fios de névoa, e os olhos, profundos, continham a mesma densidade do céu antes do amanhecer. Ela sorriu, e o ar tremeu. — Você veio mais rápido do que esperava, disse, a voz um eco que parecia atravessar não apenas o corredor, mas as próprias veias de Luciano. Ele estendeu a mão, mas hesitou. Sentiu que tocar nela seria tocar algo que não pertencia ao mundo que conhecia. E, ainda assim, cada fibra de seu corpo implorava por conexão. 2 Lu...
Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Morte Na noite escura, onde o destino incerto paira. A morte caminha, silente e fria. Um véu de mistério que se desenha. E ao partir, leva consigo a vida. Em sua dança macabra, ela se revela. O rosto oculto, a segurança desmancha. Leva consigo toda a dor e a tristeza. Numa eterna despedida que não se alcança. Desperta temor, aviva a reflexão. A morte, soberana, com sua decretação. Um agridoce adeus, um enigma a decifrar. Mas na morte enxergo a lembrança. A celebração do tempo que avança. E surge a certeza de um novo despertar. Pois na morte há também renascimento. O ciclo perpétuo da existência. Onde a alma encontra seu merecimento. E a vida finda se torna transcendência. E assim encaro a morte, sublime transição. Um mergulho na eternidade, numa ilusão. Onde a melancolia se encontra com a esperança. Pois na morte, a vida se eterniza. E nas lembranças, a alma revitaliza. Um últ...