Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Melodia das Ruínas A melodia ecoa, vem contar o que o tempo, cruel, ia perder. Mistérios de além-mar a guiar, cidades que nasceram e fenecer. Castelos no ar, de pedra e caos, não carne como o homem, nobre animal. Muros sem fé, surdos ao vendaval, enquanto o vento assobia seu ritual. Por ruínas destroçadas, o som vai dançar, dando lugar ao sonho de eternizar. Velha canção repete sem cessar, para paredes que não vão escutar. Carne humana, frágil e mortal, contra a pedra que resiste, mas vai ruir. Babilônia afoga na maré fatal, e a voz insiste hora de abrir, de ouvir. Uma janela surge no muro surdo, para o acordar que o tempo vai me chamar. A melodia persiste, em reflexo profundo, poucas chances restam para ousar. A melodia ecoa, fraca e a chorar, contando o que o tempo devora sem fim. Mistérios de além-mar, perdidos no ar, cidades que nasceram e sumiram no sim. Castelos de fumaç...
Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Morte Na noite escura, onde o destino incerto paira. A morte caminha, silente e fria. Um véu de mistério que se desenha. E ao partir, leva consigo a vida. Em sua dança macabra, ela se revela. O rosto oculto, a segurança desmancha. Leva consigo toda a dor e a tristeza. Numa eterna despedida que não se alcança. Desperta temor, aviva a reflexão. A morte, soberana, com sua decretação. Um agridoce adeus, um enigma a decifrar. Mas na morte enxergo a lembrança. A celebração do tempo que avança. E surge a certeza de um novo despertar. Pois na morte há também renascimento. O ciclo perpétuo da existência. Onde a alma encontra seu merecimento. E a vida finda se torna transcendência. E assim encaro a morte, sublime transição. Um mergulho na eternidade, numa ilusão. Onde a melancolia se encontra com a esperança. Pois na morte, a vida se eterniza. E nas lembranças, a alma revitaliza. Um últ...