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Mostrando postagens de abril, 2026

Saudade é o que Fica

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir! Saudade é o que Fica Saudade não avisa quando chega. Ela só entra — como quem já tem a chave de casa — e se instala onde a memória ainda pulsa. Não pede licença. Toma espaço. Às vezes pesa, noutras vezes aquece. É estranho sentir falta de algo que já não se toca. Mais estranho ainda é como isso pode doer tanto e, ao mesmo tempo, manter a gente de pé. Porque a saudade é ausência viva. É a presença que o tempo não leva por completo. Ela mora no cheiro que a gente reconhece no vento. Na música que toca e faz parar. No silêncio que insiste em dizer o nome de quem já partiu. Há saudades que doem como corte recente. Outras que machucam de leve, como uma lembrança esquecida que volta só pra provar que nunca se foi. Há saudades que sorriem. E há aquelas que rasgam por dentro. Mas todas falam da mesma coisa. Amor que não se acabou, mesmo quando tudo já foi. A gente aprende a conviver com e...

Conto: Entre Mil Fés e um Coração

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: Entre Mil Fés e um Coração Luciano acordou com o peso da solidão e uma inquietação que não cabia em palavras. Sempre sentira que não pertencia a nenhuma religião, e hoje queria caminhar pela cidade que chamavam de CIDADE DAS MIL FÉS, não para rezar, mas para entender por que outros precisavam acreditar. O primeiro passo o levou à velha igreja do centro. O sino soava, profundo e grave, e Luciano sentiu uma pontada de inveja silenciosa daqueles que se apoiavam em dogmas claros. Entrou sem querer, mas o calor da vela e o aroma de incenso penetraram em sua pele. Viu mulheres e homens ajoelhados, rezando com olhos fechados e corações expostos. Ele se sentiu estranhamente deslocado; não tinha fé, não tinha santos, não tinha rituais, apenas um vazio que insistia em ecoar. Na praça, o coral evangélico cantava alto, e a música se espalhava como luz. Luciano ouviu a energia coletiva e q...

Abismo de Mim

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir! Abismo de Mim  Senti a noite engolir minha carne e minha mente, como se o mundo tivesse se dissolvido ao redor e restasse apenas eu, nu em meus desejos e em minhas sombras. Cada respiração queimava, cada batida do coração ecoava como um tambor da ancestralidade chamando para o que eu sempre soube existir dentro de mim.  A fome absoluta da carne, a avidez do ser, a sede de sentir cada pedaço do que sou sem máscaras, sem regras. Olhei para o espelho da minh' alma e me encarei. Ninguém mais ali, só eu, tão inteiro e ao mesmo tempo despedaçado. Minhas mãos tremiam de ansiedade e de poder, ansiosas por tocar, por explorar, por consumir. E quando a primeira centelha do prazer me percorreu, não havia culpa, não havia limites — apenas o calor do meu próprio desejo ardente, incendiando cada nervo, cada vértebra, cada sombra que já me atormentou. No silêncio da noite, ouvi ecos — ...

Conto: O Homem que Tentou Lembrar

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: O Homem que Tentou Lembrar Ele sabia que estava esquecendo. Não era um esquecimento comum. Era como se algo estivesse sendo retirado sem deixar marca. Ele pegou o celular. Abriu as fotos. Ali estava ele. Com pessoas. Sorrindo. Vivendo algo que parecia importante. Mas não sentia nada. Nem reconhecimento. Nem estranhamento. Só uma distância. Ele tentou forçar. ESSA PESSOA DEVE SER IMPORTANTE PRA MIM. Mas a frase caiu no vazio. Tal qual não tivesse onde se apoiar. E então, pela primeira vez ele não tentou lembrar. E naquele momento algo ficou mais leve. Mas ele não soube dizer o quê. Ao longe dali, uma mulher que sentiu primeiro. Ela percebeu antes dos outros. Não porque era especial. Mas porque não conseguiu ignorar. No meio de uma conversa, algo falhou. As palavras da outra pessoa continuavam. Mas não chegavam nela. Era como assistir sem estar envolvida. E então veio a sensação...

Poema: Celacanto

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Celacanto No breu caminho, pressinto o porvir. Sou celacanto, guardião do abismo. Anjo profano em sono a se expandir. O mundo suspira, falta um sismo. Confio no Pai, na mãe que acalenta. A dor que me atormenta. No Espírito Santo, luz que me alimenta. No filho, na chama, na sombra que seduz. Mas nas trevas, a dúvida fascina. A sangue frio, a bomba se cria. Violência veste a paz em agonia. Do futuro venho, aviso a escutar. O réptil rasteja, pronto a atacar. Das profundezas, sombra a espreitar. Anjo traído, mar a chorar. Vejo o amanhã, muro a vigiar. O tempo escoa, o fim a chegar. Não sou Jesus, esqueçam meu nome. Deixem-me repousar, longe do sacrifício e fome. Não sou o redentor, tirem-me da cruz. Sou celacanto no fundo do mar. Um dia serei luz que no universo reluz. É isso! Até a próxima! Autoria: Luciano Otaciano 

Conto: O Dia em que o Céu Desceu

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: O Dia em que o Céu Desceu 1 Ninguém percebeu no início. Não porque não estava acontecendo. Mas porque parecia impossível. O céu estava mais claro. Não azul. Mais claro do que o azul deveria ser. Alguns disseram que era só o calor. Outros nem olharam. A vida continuou. Mensagens. Trânsito. Pequenas preocupações. Até que alguém percebeu. O sol não estava maior. Mas estava mais próximo. Não no espaço. Na sensação. Como se ocupasse mais do que deveria. E então veio o silêncio. Não externo. Interno. Como se, por um instante, todas as distrações tivessem perdido força. E ali — sem explicação — veio o reconhecimento. Não de morte. Mas de fim. Um fim que não seria evitado. E, pela primeira vez, ninguém tentou resolver. Não havia o que fazer. E isso quebrou algo profundo. Porque a humanidade sempre viveu com a ideia de tempo. Planos. Futuro. Continuidade. Mas agora — isso não existia m...

#TAG: Conheça o blogueiro

Olá caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? É incomum eu trazer TAGs pra cá, não por falta de apreciação, mas por não ser o foco, contudo o amigo Emerson do excelente Blog Jovem Jornalista me indicou. Grato pela indicação. Eis minhas respostas leitores. #TAG: Conheça o blogueiro 1- Quando surgiu a ideia de criar seu blog? Para começar, é necessário compartilhar que, ao longo dos anos, inúmeras tentativas de criar blogs se apresentaram a mim, mas, inevitavelmente, cada um deles encontrou um fim prematuro. No entanto, este espaço, mantido desde 2019, resplandece como uma constância em minha caminhada de escritor, e almejo prolongar essa experiência tão agradável enquanto for possível. A concepção deste blog teve início com o desejo de expor resenhas de obras literárias que me cativaram, bem como aquelas que não despertaram meu interesse da mesma maneira, com a esperança de que outros leitores possam conhecê-las. Com o passar do tempo, passei a dedicar este espaço também a me...

Poema: A Ponte Entre Mundos

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: A Ponte Entre Mundos Sou a raiz e o raio. Meu corpo dorme, mas minha alma desperta sob o peso da luz. Há um fio invisível que me ancora à Terra — um cordão de fogo que desce pelo ventre e floresce no umbigo do mundo. Respiro devagar, e o chão respira comigo. Cada inspiração é uma seiva que sobe, cada expiração, um retorno ao que fui antes do nome. Entre mim e o Alto não há distância. Sou o elo entre o mineral e o invisível, entre a lágrima e o Sol. Minha mente se curva em quietude, meu coração é um espelho de água onde o Céu se reconhece. Tudo vibra, tudo fala. Não há língua — há pulsação. Não há palavra — há aparição. E nesse instante suspenso, onde o humano se desfaz em claridade, eu recordo o que sempre fui.  Um viajante do invisível, uma ponte viva entre mundos. É isso! Até a próxima! Autoria: Luciano Otaciano 

Poema: Vibe da Luz e Amor

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Vibe da Luz e Amor Sei que na vibe eu vou. E o breu, enfim, se rompe. A luz que tudo sinalizou. Um só caminho que responde. Sigo a trilha, pulsante, viva. Rio, leve, louco, sem freio. No DNA, respeito almejo. Revolução em cada viagem. Para quem tem essência incomum. Brilho que nunca se apaga. Na cara da alienação, dispara. Escrevendo a própria saga. Menos ódio, mais amor. Na luz que afasta o temor. Inveja e rancor, que o mal desiste. Aos céus peço proteção. Deus, guarda-me na caminhada. A verdade é libertação. Novo amanhecer na estrada. Honrar o legado, ter raiz. Não deixar a chama morrer. Vivo por um triz, mas feliz. Elevando o olhar a ver. Ninguém rouba minha brisa. No caminho do bem sou fiel. Em qualquer esquina, o combate. Sou local, sou centelhas. A ferro e fogo, o mal não vence. Além do impossível vou. Discernimento e visão. No caos que o mundo criou. Iluminar a escuridã...

Lucidez

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir! Lucidez Lucidez não é clareza. É não conseguir mais acreditar totalmente no que te sustentava. Você não se liberta. Você perde o que te prendia sem perceber. A lucidez não resolve. Ela expõe. Você não acorda. Você percebe que nunca esteve dormindo como imaginava. Lucidez não é leve. É estável sem precisar mentir para si. Você não ganha respostas. Você perde certezas. E isso é mais difícil de sustentar. A verdade não transforma. Ela remove o que não se sustenta. Você não precisa entender tudo. Mas não consegue mais não perceber. E, depois disso, não há retorno para a mesma ignorância. Apenas outra forma de continuar. É isso! Até a próxima! Autoria: Luciano Otaciano

Poema: Prece da Noite e do Vento

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Prece da Noite e do Vento Se cai a noite, tudo flui — me leva o vento. Onde ele quiser. Lua, minha guia silente. Me conduz até o sol renascer. Louco, sim, mas não marginal. Faço muito com pouco, sou essencial. Louco, todo mundo tem um pouco. Eu carrego quase cem no meu troco. Sem entorpecer, nasci apressado. Sete meses, um ser acelerado. Mais um comum, mas essa noite é louca. Quero nascer de novo, alma pouca. Do sereno sou, o que a noite traz? Mulheres, histórias, ressacas e paz. Do orvalho sou, o que a noite dá? Perigos, loucuras, vergonhas, sei lá. Se jogar é viver, celebrar, só lazer. Meu caminho a noite sabe guiar. Somos nós outra vez, no ar a voar. Na madrugada, o efeito a pulsar. Se a madrugada obtém o melhor de mim. Estou na fé que me ilumina assim. Tenho o tempo, meu aliado fiel. Saio só quando o sol abrir o céu. Madruga me chama, já sei. Portas se abrem onde eu estive...