Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir! Saudade é o que Fica Saudade não avisa quando chega. Ela só entra — como quem já tem a chave de casa — e se instala onde a memória ainda pulsa. Não pede licença. Toma espaço. Às vezes pesa, noutras vezes aquece. É estranho sentir falta de algo que já não se toca. Mais estranho ainda é como isso pode doer tanto e, ao mesmo tempo, manter a gente de pé. Porque a saudade é ausência viva. É a presença que o tempo não leva por completo. Ela mora no cheiro que a gente reconhece no vento. Na música que toca e faz parar. No silêncio que insiste em dizer o nome de quem já partiu. Há saudades que doem como corte recente. Outras que machucam de leve, como uma lembrança esquecida que volta só pra provar que nunca se foi. Há saudades que sorriem. E há aquelas que rasgam por dentro. Mas todas falam da mesma coisa. Amor que não se acabou, mesmo quando tudo já foi. A gente aprende a conviver com e...
Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: Entre Mil Fés e um Coração Luciano acordou com o peso da solidão e uma inquietação que não cabia em palavras. Sempre sentira que não pertencia a nenhuma religião, e hoje queria caminhar pela cidade que chamavam de CIDADE DAS MIL FÉS, não para rezar, mas para entender por que outros precisavam acreditar. O primeiro passo o levou à velha igreja do centro. O sino soava, profundo e grave, e Luciano sentiu uma pontada de inveja silenciosa daqueles que se apoiavam em dogmas claros. Entrou sem querer, mas o calor da vela e o aroma de incenso penetraram em sua pele. Viu mulheres e homens ajoelhados, rezando com olhos fechados e corações expostos. Ele se sentiu estranhamente deslocado; não tinha fé, não tinha santos, não tinha rituais, apenas um vazio que insistia em ecoar. Na praça, o coral evangélico cantava alto, e a música se espalhava como luz. Luciano ouviu a energia coletiva e q...