Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de reflexão por aqui. Vem conferir! O Mundo é um Açougue Você nasce com um corpo — carne, osso, vísceras. Parabéns. Agora aguente. Ganha um passado assim que aprende a mijar no vaso sanitário. Uma infância cheia de promessas arruinadas, uma juventude cheia de sonhos banais, tipo promoção de fim de feira. Depois vem a ambição, essa vadia elegante que te dá um tapinha nas costas e sussurra: VAI LÁ CAMPEÃO. E aí você vai. Vai pra onde? Pro mundo. O mundo físico. Essa arena de concreto, carne podre e aluguel vencido. Você pensa que é alguém porque tem um nome, um CPF, uma conta pra pagar e um ego de segunda mão. Mas o mundo, o mundo tá pouco se lixando pra sua biografia. Ele te mastiga de manhã e te cospe à noite. Se você não aprende a jogar esse jogo selvagem chamado vida, ela o esmagará lentamente aos pouquinhos. Se você não transcende a matéria, ela te arrasta — fome, sede, ...
Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Sombras do Café Esquecido O café me deixou ligado, um fio solto no escuro. Você ficou de ligar, mas o silêncio engoliu a voz. A noite se arrastou em inferno cinzento e frio. Desespero de esperar, como cinzas caindo devagar. O passado voltou rasgando as bordas da memória. Você ficou de voltar, antes que a falta me comesse vivo. Antes que o ar rareasse, sufocando o último suspiro. Antes que o vazio se instalasse, eterno e sem fim. O sol voou rasante, bombardeando um coração exausto. Boca que extingue espécies, devagar, sem alarde. Mãos de acelerar partículas, mas tudo desacelera agora. Antenas para radioatividade, captando só barulho morto. Olhos de ler código de barras, frios como um supermercado vazio. Escaneando o que sobrou de nós, linhas sem cor. Se viver fosse sem você, que paz seria essa coisa alguma. Um alívio quieto, como chuva fina em janela embaçada. Mas não dá mais p...