Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Celacanto No breu caminho, pressinto o porvir. Sou celacanto, guardião do abismo. Anjo profano em sono a se expandir. O mundo suspira, falta um sismo. Confio no Pai, na mãe que acalenta. No Espírito Santo, luz que me alimenta. No filho, na chama, na sombra que seduz. Mas nas trevas, a dúvida seduz. A sangue frio, a bomba se cria. Violência veste a paz em agonia. Do futuro venho, aviso a escutar. O réptil rasteja, pronto a atacar. Das profundezas, sombra a espreitar. Anjo traído, mar a chorar. Vejo o amanhã, muro a vigiar. O tempo escoa, o fim a chegar. Não sou Jesus, esqueçam meu nome. Deixem-me repousar, longe do sacrifício e fome. Não sou o redentor, tirem-me da cruz. Sou celacanto no fundo do mar. Um dia serei luz que no universo reluz. É isso! Até a próxima! Autoria: Luciano Otaciano
Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: O Dia em que o Céu Desceu 1 Ninguém percebeu no início. Não porque não estava acontecendo. Mas porque parecia impossível. O céu estava mais claro. Não azul. Mais claro do que o azul deveria ser. Alguns disseram que era só o calor. Outros nem olharam. A vida continuou. Mensagens. Trânsito. Pequenas preocupações. Até que alguém percebeu. O sol não estava maior. Mas estava mais próximo. Não no espaço. Na sensação. Como se ocupasse mais do que deveria. E então veio o silêncio. Não externo. Interno. Como se, por um instante, todas as distrações tivessem perdido força. E ali — sem explicação — veio o reconhecimento. Não de morte. Mas de fim. Um fim que não seria evitado. E, pela primeira vez, ninguém tentou resolver. Não havia o que fazer. E isso quebrou algo profundo. Porque a humanidade sempre viveu com a ideia de tempo. Planos. Futuro. Continuidade. Mas agora — isso não existia m...