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Resenha: Dragões de Simir

CONTO: DRAGÕES DE SIMIR ANO DE LANÇAMENTO: 2013 AUTORA: SARA FARINHA EDITORA: INDEPENDENTE  NÚMERO DE PÁGINAS: 21 CLASSIFICAÇÃO: ☆☆☆☆☆ Sinopse: Existe paz para aqueles que vivem na ânsia de uma luta. Não há redenção para os dragões que, como Cole, quase perderam a sua humanidade na guerra. Espalhados pelas cordilheiras montanhosas do planeta, os metamorfos de dragão sobrevivem num complicado equilíbrio entre a metade humana e a animal. Ferozes e apaixonados, são as maiores criaturas do planeta, destinados a conter a sua natureza animal em benefício da sobrevivência da espécie. A temperança do dragão dependente das qualidades morais humanas… Uma ironia trágica. Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de resenha por aqui. Vem conferir! O conto se passa em um universo fantástico onde existem metamorfos — seres que podem se transformar em dragões poderosos. O cenário principal é o Complexo de Treino de Simir, localizado nas Montanhas Rochosas, Canadá, um...
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Conto: O Labirinto das Sombras e Corpos

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: O Labirinto das Sombras e Corpos Ele entrou no labirinto sem medo, pois conhecia o silêncio que cada pedra, cada sombra, carregava. O ar era denso, impregnado de suor, de carne e de memórias ancestrais, e parecia pulsar em sintonia com sua própria respiração. Cada passo era como uma oração silenciosa, cada toque no chão um reconhecimento daquilo que muitos temem enfrentar; a própria essência sombria. Corpos se espalhavam pelo chão, contorcidos, tensos, alguns imóveis, outros tremendo em um ritmo próprio de sofrimento. Ele se aproximava, não com piedade, mas com compreensão absoluta. Tocava cada pele, sentindo o peso de vidas que se perderam em si mesmas. Onde a dor se alojava, suas mãos eram pontes; onde a angústia se escondia, ele liberava um fio de luz que atravessava cada alma. Alguns corpos suspiravam e se erguiam, mas ele permanecia no chão, sábio e silencioso, como se ca...

Ilusão

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão por aqui. Vem conferir! Ilusão  Você não vive na ilusão. Você vive na versão da realidade que consegue manter. A ilusão não é falsa. É incompleta. Você não está enganado. Está parcialmente certo. A ilusão funciona porque resolve o suficiente. Você não quer a verdade. Quer uma versão dela que não te desmonte. A mente não mente. Ela adapta. Você não foge da realidade. Você a reorganiza. A ilusão não esconde. Ela suaviza. E, ao suavizar, mantém tudo no lugar. Você não está preso. Está confortável demais para sair. É isso! Até a próxima! Autoria: Luciano Otaciano 

Conclave: Um novo mistério para Sherlock Holmes

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de divulgação por aqui. Vem conferir! Conclave: Um novo mistério para Sherlock Holmes Sinopse : Roma, 1903. O coração da cristandade pulsa em silêncio sombrio. Fragilizada pela perda dos Estados Pontifícios e sob a crescente onda de secularização que varre a Europa e o Novo Mundo, a Igreja Católica luta para manter sua influência em um mundo em transformação. Nesse cenário, surgem rumores perigosos: o Papa Leão XIII pode ter sido envenenado. A Santa Sé, no entanto, opta pelo silêncio. Para evitar um escândalo global, o colégio de cardeais convoca um conclave às pressas. Mas, antes que qualquer votação ocorra, cinco cardeais – todos favoritos ao papado – são encontrados mortos, vítimas de um veneno sutil e implacável. Sem confiar nas autoridades italianas, o Vaticano quebra séculos de tradição e recorre a um nome estrangeiro: Sherlock Holmes. O célebre detetive britânico é chamado discretamente pelo decano Luig...

Conto: O Oceano Dentro da Sala

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: O Oceano Dentro da Sala A sala era comum à primeira vista. Paredes claras, silêncio doméstico, a luz entrando pela janela como qualquer outra tarde. Havia uma mesa encostada no canto, uma cadeira levemente fora do lugar, e o tipo de poeira que só existe quando o tempo passa sem pressa. Mas o chão, o chão não era mais chão. Ele havia se tornado água. Não de forma abrupta. Não havia ruptura, nem som de vidro quebrando. Era como se a realidade tivesse esquecido de manter sua própria definição ali dentro.  A madeira, o cimento, tudo havia cedido a uma superfície líquida profunda — um oceano inteiro contido dentro de um espaço impossível. E ainda assim, a sala continuava sendo sala. A água não transbordava. Ela respeitava as bordas invisíveis do ambiente como se houvesse uma regra que ninguém explicou, mas que todos obedeciam. O oceano respirava em silêncio. Ondas suaves se mo...

Poema: A Rota

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: A Rota Já não percebo o chão sob meus pés; encontro-me suspenso na ausência da gravidade que antes me ancorava.  O medo, sutil e estranho, instala-se silencioso, e, diante de mim mesmo, sou um estranho — um reflexo que não reconheço. Pelas ruas, vagueio sem direção, buscando um norte invisível, uma bússola interna que me guie. Contudo, a felicidade, discreta e silenciosa, sempre residiu em meu ser, mesmo quando parecia impossível. Nos momentos de silêncio absoluto, quando o mundo se reduz a uma esfera diminuta, os medos se diluem em sombras efêmeras, e a dor se transforma em um sussurro sereno, quase imperceptível. É impossível não sentir o pulsar da vida, impossível resistir à força inexorável do mar interior. Sou um enigma indecifrável, um mistério que se estende para além do tempo e do espaço. Mesmo assim, minha pouca fé, embora frágil, ergue-se irredutível. Meu amor, ...

Conto: Entre Mil Fés e um Coração

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: Entre Mil Fés e um Coração Luciano acordou com o peso da solidão e uma inquietação que não cabia em palavras. Sempre sentira que não pertencia a nenhuma religião, e hoje queria caminhar pela cidade que chamavam de CIDADE DAS MIL FÉS, não para rezar, mas para entender por que outros precisavam acreditar. O primeiro passo o levou à velha igreja do centro. O sino soava, profundo e grave, e Luciano sentiu uma pontada de inveja silenciosa daqueles que se apoiavam em dogmas claros. Entrou sem querer, mas o calor da vela e o aroma de incenso penetraram em sua pele. Viu mulheres e homens ajoelhados, rezando com olhos fechados e corações expostos. Ele se sentiu estranhamente deslocado; não tinha fé, não tinha santos, não tinha rituais, apenas um vazio que insistia em ecoar. Na praça, o coral evangélico cantava alto, e a música se espalhava como luz. Luciano ouviu a energia coletiva e q...