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Multidão Contemporânea Descaracterizada

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão por aqui. Vem conferir! Multidão Contemporânea Descaracterizada  Qual é o seu temor? De não se sentir parte deste vasto rebanho ao qual você se habituou a seguir, aguardando o retorno e a validação que lhe são tão caros? O desejo de pertencimento é uma inclinação natural da espécie humana. Contudo, a dependência não emana da essência, mas do temor. Uma condição do ego que se limita a si mesma na busca pela aceitação, aprisionando-se na aparência de algo que não reflete sua verdadeira natureza. Assim, uma falsa identidade se ergue, criada para evitar a invisibilidade. Pergunte a si mesmo. Isso está me moldando em um ser mais autêntico e verdadeiro? Ou está me distanciando da legitimidade da minha alma? A sociedade impõe os critérios do que será aceito e o que será relegado ao exílio. Essa dinâmica de exclusão e isolamento gera um sofrimento profundo. Remete-nos a tempos ancestrais, em que a aceitação...
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Conto: Amnesia

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: Amnesia No início, nada parecia fora do lugar. As cidades continuavam a respirar em ritmos previsíveis, as pessoas atravessavam os mesmos caminhos, e o tempo — ao menos aparentemente — seguia sua sequência intacta. Ele não saberia dizer quando começou. Não houve evento. Nenhuma ruptura. Nenhum instante que pudesse ser apontado como origem. Apenas uma pequena falha. Quase imperceptível. A primeira vez foi enquanto observava uma xícara sobre a mesa. Nada de incomum — exceto pela sensação de que já havia olhado para ela não uma vez, mas inúmeras vezes naquele mesmo momento. Não como lembrança. Mas como repetição sem intervalo. Ele piscou. A sensação cessou. A xícara permaneceu. Nos dias seguintes, algo semelhante começou a acontecer com mais frequência. Conversas que pareciam já ter ocorrido — não no passado, mas ali mesmo, ainda em andamento. Passos que pareciam se completar ant...

O Amor que em Silêncio Ficou

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão or aqui. Vem conferir! O Amor que em Silêncio Ficou Há amores que não terminam com um ponto final. Eles apenas se desfazem devagar, como a última luz do fim da tarde que ninguém percebe que apagou. Ficam ali, suspensos entre o que foi e o que nunca mais será, guardando tudo o que não pôde ser dito. O amor perdido não é sempre aquele que vai embora aos gritos. Às vezes, ele vai aos poucos — no silêncio das mensagens não enviadas, nas mãos que não se procuram mais, nos olhares que já não se encontram. E quando percebemos, não há mais ponte. Só margem. A dor de perder quem se ama não está apenas na ausência. Está, sobretudo, na lembrança. Nos lugares onde a presença dele ainda respira. No cheiro que ficou na roupa. Nas palavras que ecoam quando tudo silencia. Mas o mais difícil, talvez, seja entender que nem todo amor é pra durar. Alguns vêm só pra ensinar. Outros pra mudar a gente. E há aqueles que vêm pra...

O Peregrino de Antares: Wyna, Daqui a Três Estrelas

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de divulgação por aqui. Vem conferir! O Peregrino de Antares: Wyna, Daqui a Três Estrelas A estória narrada no meu livro trata acerca do contato entre um terráqueo que foi escolhido em virtude de suas qualidades especiais e pelo fato de possuir uma mente cósmica e uma belissima, encantadora, magnética e fascinante alienigena procedente do sistema estelar de Antares cujo nome é Wyna. Sendo que no decorrer da trama o terraqueo é preparado e treinado de forma gradual para o contato com a Wyna, com a finalidade especifica de ambos realizarem uma importante missao conjunta para o futuro da Humanidade terrestre. Confira e desfrute dessa estória maravilhosa do escritor Gabriele Sapio. Se você curte ficção científica e espiritualidade este livro é pra você. https://www.amazon.com.br/Wyna-daqui-estrelas-Gabriele-Sapio-ebook/dp/B0CJ5LHLYG/ref=mp_s_a_1_1?crid=WCAHKHVK71FX&dib=eyJ2IjoiMSJ9.SQF0Waz59zrIXnGnZvbreQ.rvkyIWCn...

O Instante Antes do Regresso

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão or aqui. Vem conferir! O Instante Antes do Regresso Não havia tempo. E, ainda assim, havia plenitude. Nenhuma forma persistia, nenhum nome se sustentava, nenhuma história pedia para continuar. A consciência repousava em si mesma — inteira, suficiente, silenciosa. Não era vazio. Era mais do que qualquer existência poderia conter. Ali, nada faltava. E por isso mesmo nada precisava nascer. Mas, no centro dessa completude absoluta, algo imperceptível começou a emergir. Não foi um pensamento. Não foi um desejo. Foi um eco sem origem, uma lembrança que não vinha do passado, mas de uma verdade anterior a tudo. Uma inclinação suave quase inexistente  e, ainda assim, inevitável. Como se o próprio existir tivesse deixado uma marca invisível naquilo que jamais poderia ser marcado. E então, sem ruptura, sem decisão, sem qualquer necessidade — o amor moveu-se. Não como falta. Mas como transbordamento. Não como b...

Conto: O Corpo que ainda Respira

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: O Corpo que ainda Respira O corpo ainda respira, mas a alma se estira entre mundos. Sinto o frio da noite me envolver, não o frio do ar, mas o frio do espaço que não pertence a nenhum lugar conhecido. O abismo daquela noite voltou a pulsar na minha memória, mas agora, em vez de medo cego, sinto uma reverência tensa. Ele não é apenas horror; é portal. Minha mão toca a mesa. Tato, calor, presença. Cada gesto físico me ancora na carne, mas minha mente flutua, e meus pensamentos ecoam por corredores que nenhum humano jamais percorreu. Ouço o chamado do invisível, como se a própria escuridão sussurrasse segredos que não podem ser ditos, apenas compreendidos. E eu compreendo — mesmo com o corpo, mesmo com a carne, mesmo com a lógica que me acompanha desde sempre, eu compreendo. As sombras surgem, não para me atacar, mas para me testar. Cada forma sem contorno que se aproxima de mim ...

Entre Fulgor e Abismo, Sigo

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir! Entre Fulgor e Abismo, Sigo Na quietude da manhã, quando o mundo ainda parece suspenso, há um silêncio que acolhe — como se o tempo se curvasse só para nos ouvir. Nesse instante de quase nada, pensamentos se movem devagar, como folhas levadas pelo vento, carregando sonhos, medos e pequenas promessas que ainda não se cumpriram. Caminhar entre convicção e escuridão é um ato constante de coragem. É seguir mesmo sem mapa, confiar mesmo sem certezas. Cada passo é como um gesto íntimo de fé no que não se vê, no que só se sente. A vida, nesse vai e vem de momentos, é feita de encontros que nos marcam e de despedidas que silenciosamente nos transformam. Há sorrisos que nos aquecem por dentro e lágrimas que limpam o que doía em silêncio. E no meio disso tudo, carrego um desejo no peito — às vezes chama viva, às vezes brasa discreta — mas sempre ali, como lembrança de que sou feito de luta ...