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Poema: Sombras do Café Esquecido

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Sombras do Café Esquecido O café me deixou ligado, um fio solto no escuro. Você ficou de ligar, mas o silêncio engoliu a voz. A noite se arrastou em inferno cinzento e frio. Desespero de esperar, como cinzas caindo devagar. O passado voltou rasgando as bordas da memória. Você ficou de voltar, antes que a falta me comesse vivo. Antes que o ar rareasse, sufocando o último suspiro. Antes que o vazio se instalasse, eterno e sem fim. O sol voou rasante, bombardeando um coração exausto. Boca que extingue espécies, devagar, sem alarde. Mãos de acelerar partículas, mas tudo desacelera agora. Antenas para radioatividade, captando só barulho morto. Olhos de ler código de barras, frios como um supermercado vazio. Escaneando o que sobrou de nós, linhas sem cor. Se viver fosse sem você, que paz seria essa coisa alguma. Um alívio quieto, como chuva fina em janela embaçada. Mas não dá mais p...
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Não Jogue a Toalha. Onde Está a Sua Fé?

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão por aqui. Vem conferir! Não Jogue a Toalha. Onde Está a Sua Fé? Se você sente que a sua vida está difícil e não vê nada que faça valer a pena acreditar em uma mudança, saiba que você não está sozinho. A Bíblia Sagrada traz relatos de personagens que também enfrentaram grandes desafios, e seus sofrimentos não eram apenas momentos isolados, como muitos que vemos atualmente. A Bíblia não é sobre heróis superpoderosos, mas sim sobre pessoas destroçadas que Deus nunca abandonou. Se você se sente cansado, confuso ou sem forças, lembre-se de que eles também passaram por isso. Deus os levantou. Sua vida não está em pausa nem perdida. Ainda não acabou. Deus pode escrever um capítulo que você nem imagina, mas é preciso ter fé. Sem fé, é difícil agradar a Deus, alguns dirão impossível até, e, mais do que isso, não há uma conexão verdadeira com Ele. Se você pensa que fé precisa de religião, está enganado. É possível...

Poema: O Corpo é um Feito

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: O Corpo é um Feito O corpo não é um engano. É um feito. Respira por um tempo, arde por instantes, deseja por necessidade e termina por natureza. O desejo não é declínio. É vida atravessando a aparência. Quando toca outro corpo, não busca eternidade — busca companhia e prazer. O prazer não pede desculpa. Ele acontece quando a vida se reconhece por dentro da matéria. O cheiro da pele, o peso do abraço, o calor entre dois corpos não prometem durar — e por isso são existentes. A morte não vem para punir o corpo. Vem para encerrá-lo no mesmo silêncio de onde toda forma emerge. Nada do que é vivido no corpo precisa continuar depois para ter sido sagrado. O erro não é desejar. O erro é negar o desejo em nome de um além que nunca pediu sacrifício. Quando o corpo cai, não cai a vida — cai o meio. O que soube tocar não se perde. O que soube sentir não se apaga. Apenas deixa de ter mãos....

Poema: O Eu Encarnado

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: O Eu Encarnado  O eu encarnado não é mentira, mas também não é verdade final. É aparato. É nome provisório. É aparência suficiente para percorrer o mundo. Serve para amar. Errar. Trabalhar.  Desejar corpos. Sentir medo. Sentir prazer. Serve para viver. Mas não é quem vive. O eu encarnado nasce para atuar, não para continuar. É um cargo temporário assumido pela consciência enquanto dura o corpo. Por isso sofre quando quer ser eterno. Por isso cansa quando se acredita absoluto. Quando lembrado como função, relaxa. Quando abandonado como identidade, silencia. Nada nele precisa ser salvo, porque nada nele é crucial. E ainda assim — tudo nele é necessário. O eu encarnado é a ligação, não o destino. É a roupa do sentir, não o sentir. É a voz, não o que escuta. Quando cair, não haverá perda — apenas término de uso. O que foi inquestionável não vestia o eu. O que foi vivido ...

Poema: Quando o Tempo Descansa

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Quando o Tempo Descansa O tempo não passa. Ele se posiciona. Corre apenas quando o empurramos com medo de acabar. Na quietude, o tempo aprende a permanecer. A finitude não é urgência. É dimensão. É o contorno que permite que algo seja tocado antes de desaparecer. Sem fim, não há aparição. A vida não pede impaciência. Pede percepção. A quietude não é ausência de movimento. É movimento sem atrito. É quando nada precisa avançar para estar vivo. Tudo o que insiste em durar cansa. Tudo o que aceita terminar repousa. O fim não rouba o vivido. Apenas o fecha. E o que foi fechado com exatidão não pesa. Quando o tempo descansa, não há futuro a temer nem passado a sustentar. Há apenas isto — respirando sem nome, sem promessa, sem falta. E isso basta. É isso! Até a próxima! Autoria: Luciano Otaciano 

Conto: Canção Noturna

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: Canção Noturna I A noite me encontrou nu, tanto na pele quanto na alma. O ar denso da cidade parecia colar-se ao meu corpo, cada som distante vibrando dentro do meu peito como um lembrete de que o mundo continuava girando, indiferente ao meu desejo. Ela chegou sem aviso, e, no instante em que nossos olhares se cruzaram, senti o peso do inevitável: a carnificina de todos os meus autocontroles. Minhas mãos a buscaram antes mesmo da voz, traçando o contorno do seu ombro, deslizando por sua nuca, descobrindo cada linha como se fossem mapas remotos e proibidos. O cheiro dela invadia meus pulmões, e eu me perdi, completamente, sem resistência. O frio da noite contrastava com o calor que acendia minha pele, fazendo meu corpo inteiro vibrar em expectativa e medo. Quando nossos lábios se tocaram, não havia doçura. Havia urgência, quase violência, um consumo que não podia ser retardado....

Poema: O Sacerdote do Invisível

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! O Sacerdote do Invisível  No templo do silêncio, onde o pedaço é profundo.  Um sacerdote caminha, entre sombras do mundo.   Vestido de mistério, com olhos de estrelas. Ele fala com o vento, e ouve as donzelas.   Com mãos de sabedoria, ele toca o etéreo. Revela os segredos do que é misterio e assustador.   As preces são sussurros, as oferendas, as folhas.   Que dançam ao ritmo das antiquadas escolhas.   Ele sabe que a vida é mais do que se vê.   Que o amor é um fio que nos tece, sem querer.   Em cada batida do coração sagrado.   Ele escuta as vozes de um mundo encantado.   Na penumbra suave, onde a luz se esconde.  Ele guia as almas que o destino responde.   Com a calma de um sábio, ele ensina a crer. Que o invisível existe, é preciso saber.   E ao final da cami...