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Vem de Dentro

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir! Vem de Dentro Existe um momento do dia — e quase sempre ele chega no silêncio — em que nos perguntamos: “o que, de fato, eu sei?”. A princípio, parece pergunta de livro de autoajuda ou papo de filósofo entediado. Mas não. É só uma inquietação legítima que bate quando percebemos que a maioria das ideias que carregamos nos bolsos da mente não são realmente nossas. Chamam isso de conhecimento. Eu chamo de mobília emprestada. A gente vai ouvindo, lendo, pegando emprestado o que disseram por aí, e logo aquilo se instala em nós feito sofá obsoleto na sala da alma. Sentamos sobre certezas alheias, descansamos sobre frases feitas, e até decoramos o ambiente com verdades que não fomos nós quem plantamos. É um armazenamento sutil — silencioso e cumulativo. Como se estivéssemos, dia após dia, armazenando o outro dentro da gente. E quanto mais o tempo passa, mais pesamos. Um peso intelectual,...
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Multidão Contemporânea Descaracterizada

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão por aqui. Vem conferir! Multidão Contemporânea Descaracterizada  Qual é o seu temor? De não se sentir parte deste vasto rebanho ao qual você se habituou a seguir, aguardando o retorno e a validação que lhe são tão caros? O desejo de pertencimento é uma inclinação natural da espécie humana. Contudo, a dependência não emana da essência, mas do temor. Uma condição do ego que se limita a si mesma na busca pela aceitação, aprisionando-se na aparência de algo que não reflete sua verdadeira natureza. Assim, uma falsa identidade se ergue, criada para evitar a invisibilidade. Pergunte a si mesmo. Isso está me moldando em um ser mais autêntico e verdadeiro? Ou está me distanciando da legitimidade da minha alma? A sociedade impõe os critérios do que será aceito e o que será relegado ao exílio. Essa dinâmica de exclusão e isolamento gera um sofrimento profundo. Remete-nos a tempos ancestrais, em que a aceitação...

Conto: Amnesia

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: Amnesia No início, nada parecia fora do lugar. As cidades continuavam a respirar em ritmos previsíveis, as pessoas atravessavam os mesmos caminhos, e o tempo — ao menos aparentemente — seguia sua sequência intacta. Ele não saberia dizer quando começou. Não houve evento. Nenhuma ruptura. Nenhum instante que pudesse ser apontado como origem. Apenas uma pequena falha. Quase imperceptível. A primeira vez foi enquanto observava uma xícara sobre a mesa. Nada de incomum — exceto pela sensação de que já havia olhado para ela não uma vez, mas inúmeras vezes naquele mesmo momento. Não como lembrança. Mas como repetição sem intervalo. Ele piscou. A sensação cessou. A xícara permaneceu. Nos dias seguintes, algo semelhante começou a acontecer com mais frequência. Conversas que pareciam já ter ocorrido — não no passado, mas ali mesmo, ainda em andamento. Passos que pareciam se completar ant...

O Amor que em Silêncio Ficou

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão or aqui. Vem conferir! O Amor que em Silêncio Ficou Há amores que não terminam com um ponto final. Eles apenas se desfazem devagar, como a última luz do fim da tarde que ninguém percebe que apagou. Ficam ali, suspensos entre o que foi e o que nunca mais será, guardando tudo o que não pôde ser dito. O amor perdido não é sempre aquele que vai embora aos gritos. Às vezes, ele vai aos poucos — no silêncio das mensagens não enviadas, nas mãos que não se procuram mais, nos olhares que já não se encontram. E quando percebemos, não há mais ponte. Só margem. A dor de perder quem se ama não está apenas na ausência. Está, sobretudo, na lembrança. Nos lugares onde a presença dele ainda respira. No cheiro que ficou na roupa. Nas palavras que ecoam quando tudo silencia. Mas o mais difícil, talvez, seja entender que nem todo amor é pra durar. Alguns vêm só pra ensinar. Outros pra mudar a gente. E há aqueles que vêm pra...

O Peregrino de Antares: Wyna, Daqui a Três Estrelas

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de divulgação por aqui. Vem conferir! O Peregrino de Antares: Wyna, Daqui a Três Estrelas A estória narrada no meu livro trata acerca do contato entre um terráqueo que foi escolhido em virtude de suas qualidades especiais e pelo fato de possuir uma mente cósmica e uma belissima, encantadora, magnética e fascinante alienigena procedente do sistema estelar de Antares cujo nome é Wyna. Sendo que no decorrer da trama o terraqueo é preparado e treinado de forma gradual para o contato com a Wyna, com a finalidade especifica de ambos realizarem uma importante missao conjunta para o futuro da Humanidade terrestre. Confira e desfrute dessa estória maravilhosa do escritor Gabriele Sapio. Se você curte ficção científica e espiritualidade este livro é pra você. https://www.amazon.com.br/Wyna-daqui-estrelas-Gabriele-Sapio-ebook/dp/B0CJ5LHLYG/ref=mp_s_a_1_1?crid=WCAHKHVK71FX&dib=eyJ2IjoiMSJ9.SQF0Waz59zrIXnGnZvbreQ.rvkyIWCn...

O Instante Antes do Regresso

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão or aqui. Vem conferir! O Instante Antes do Regresso Não havia tempo. E, ainda assim, havia plenitude. Nenhuma forma persistia, nenhum nome se sustentava, nenhuma história pedia para continuar. A consciência repousava em si mesma — inteira, suficiente, silenciosa. Não era vazio. Era mais do que qualquer existência poderia conter. Ali, nada faltava. E por isso mesmo nada precisava nascer. Mas, no centro dessa completude absoluta, algo imperceptível começou a emergir. Não foi um pensamento. Não foi um desejo. Foi um eco sem origem, uma lembrança que não vinha do passado, mas de uma verdade anterior a tudo. Uma inclinação suave quase inexistente  e, ainda assim, inevitável. Como se o próprio existir tivesse deixado uma marca invisível naquilo que jamais poderia ser marcado. E então, sem ruptura, sem decisão, sem qualquer necessidade — o amor moveu-se. Não como falta. Mas como transbordamento. Não como b...

Conto: O Corpo que ainda Respira

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: O Corpo que ainda Respira O corpo ainda respira, mas a alma se estira entre mundos. Sinto o frio da noite me envolver, não o frio do ar, mas o frio do espaço que não pertence a nenhum lugar conhecido. O abismo daquela noite voltou a pulsar na minha memória, mas agora, em vez de medo cego, sinto uma reverência tensa. Ele não é apenas horror; é portal. Minha mão toca a mesa. Tato, calor, presença. Cada gesto físico me ancora na carne, mas minha mente flutua, e meus pensamentos ecoam por corredores que nenhum humano jamais percorreu. Ouço o chamado do invisível, como se a própria escuridão sussurrasse segredos que não podem ser ditos, apenas compreendidos. E eu compreendo — mesmo com o corpo, mesmo com a carne, mesmo com a lógica que me acompanha desde sempre, eu compreendo. As sombras surgem, não para me atacar, mas para me testar. Cada forma sem contorno que se aproxima de mim ...