Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: Amnesia No início, nada parecia fora do lugar. As cidades continuavam a respirar em ritmos previsíveis, as pessoas atravessavam os mesmos caminhos, e o tempo — ao menos aparentemente — seguia sua sequência intacta. Ele não saberia dizer quando começou. Não houve evento. Nenhuma ruptura. Nenhum instante que pudesse ser apontado como origem. Apenas uma pequena falha. Quase imperceptível. A primeira vez foi enquanto observava uma xícara sobre a mesa. Nada de incomum — exceto pela sensação de que já havia olhado para ela não uma vez, mas inúmeras vezes naquele mesmo momento. Não como lembrança. Mas como repetição sem intervalo. Ele piscou. A sensação cessou. A xícara permaneceu. Nos dias seguintes, algo semelhante começou a acontecer com mais frequência. Conversas que pareciam já ter ocorrido — não no passado, mas ali mesmo, ainda em andamento. Passos que pareciam se completar ant...
Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de reflexão or aqui. Vem conferir! O Amor que em Silêncio Ficou Há amores que não terminam com um ponto final. Eles apenas se desfazem devagar, como a última luz do fim da tarde que ninguém percebe que apagou. Ficam ali, suspensos entre o que foi e o que nunca mais será, guardando tudo o que não pôde ser dito. O amor perdido não é sempre aquele que vai embora aos gritos. Às vezes, ele vai aos poucos — no silêncio das mensagens não enviadas, nas mãos que não se procuram mais, nos olhares que já não se encontram. E quando percebemos, não há mais ponte. Só margem. A dor de perder quem se ama não está apenas na ausência. Está, sobretudo, na lembrança. Nos lugares onde a presença dele ainda respira. No cheiro que ficou na roupa. Nas palavras que ecoam quando tudo silencia. Mas o mais difícil, talvez, seja entender que nem todo amor é pra durar. Alguns vêm só pra ensinar. Outros pra mudar a gente. E há aqueles que vêm pra...