Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Se Eu Vivesse Cem Anos Se eu vivesse cem anos. Cada dia seria uma página. Um sol poente de memórias. Um mar de risos e lágrimas. Onde os ventos sussurrariam os segredos do tempo. Cem primaveras dançantes. Flores brotando em cada esquina. Cada ruga um conto, cada cicatriz uma canção, e eu, navegante das eras. Buscando o sentido nas tempestades. Se eu vivesse cem anos, as cidades mudariam como as marés, mas eu, firme, veria as sombras e luzes, e no eco das vozes perdidas, ouvindo o amor, ouviria a dor. Cem invernos de solidão. Será que o coração se endurece? Ou se torna mais suave, como a neve que cobre o chão, abrindo espaço para a esperança renascer a cada amanhecer. Se eu vivesse cem anos. Saberia que cada instante é eterno, e no crepúsculo da vida, as estrelas contariam histórias, de risos, d...
Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir! O Segurança e o Calabouço No princípio, chamaram de prisão aquilo que era apenas forma. E chamaram de déspota aquele que apenas segurava o mundo para que não se desfizesse. O Criador nasceu quando o limite esqueceu o Céu. Saturno, quando lembrado, nunca negou o invisível — apenas disse que ele pesa. O erro não foi criar a matéria. O erro foi dizer que não havia mais nada além dela. Por isso tantos confundem o tempo com sentença, o corpo com castigo, o mundo com armadilha. Mas o guardião não fecha a porta. Ele apenas exige que se atravesse devagar. Saturno não pune — amadurece. O Criador não ensina — aprisiona. Um diz: “Tudo tem custo.” O outro diz: “Não há saída.” E o espírito, cansado de fugir, aprende enfim; não é preciso destruir o mundo para lembrar do infinito. Basta não esquecer quem se é enquanto se habita o limite. O peso não é a queda. É o chão. E quem suporta o tempo sem...