Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir! O Saber que Mora na Quietude Fé, essa palavra que tantos pronunciam como quem decora uma senha para o céu, perdeu-se no ruído das certezas inventadas. Digo com o coração calmo; a verdadeira fé não está no acreditar — esse verbo que anda de mãos dadas com o medo —, mas no saber. Não no saber dos livros ou das cátedras, mas naquele que brota do silêncio que habita os corações que já se renderam. Não devemos esperar que tudo dê certo um dia. Isso é fé infantil, esperança com rodinhas. A fé madura sabe, simplesmente sabe, que tudo já está certo — ainda que nossos olhos insistam em enxergar bagunça, caos ou atraso. Esse saber não pede provas, nem precisa de plateia. Ele apenas é. Quieto, presente, firme como raiz de árvore grande e adulta. Veja bem, ou você sente Deus ou acredita em Deus. Os dois ao mesmo tempo, não dá liga. Quem acredita ainda precisa se convencer. Quem o sente ...
Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir! A Cicatriz do Diabo Dizem por aí que o diabo marca seus escolhidos com uma cicatriz. Bobagem, né? Mas vai lá dizer isso pra quem acorda todo dia com uma dor estranha na pele, bem no meio das costas, onde ninguém consegue ver direito — só sentir. Na real, o mundo já nasceu marcado. Nas calçadas imundas, nos bares caindo aos pedaços, nos olhos vazios das pessoas que te encaram no trem lotado. Todo mundo tá carregando alguma merda nas costas. Uns chamam de trauma, outros de dívida, outros de ex-mulher. Mas tem quem diga que é coisa do capeta. O pessoal da Idade Média pirava nessa parada. Imaginavam o diabo andando por aí, deixando uma cicatriz em quem topasse vender a alma por um punhado de prata ou uma noite de prazer com uma mulher gostosa. É engraçado como o ser humano sempre dá um jeito de botar a culpa em alguém quando faz merda. E a humanidade faz muita merda, não? ...