Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: Ester, suas duas Filhas e Anastácio I Esqueceste, não foi? Esqueceste que sou tua mulher. Pois então, assenta esse corpo fatigado e encara, com os olhos bem abertos, a sentença que te cabe. Sou aquela com quem tu selaste pacto diante do altar de uma igrejinha simplória— onde o amor, idiota e esperançoso, ainda ousava se vestir de domingo. Eu, a que suportou tua ausência mesmo quando estavas presente; teus silêncios que transbordavam desculpas mal paridas; tua falta de norte disfarçada em pose de artista incompreendido. E agora, agora ousas tratar-me como sombra incômoda presa na sola de teus sapatos gastos — sombra que arrastas pelas calçadas da tua fuga. Sim, tua fuga. Covarde, silenciosa, disfarçada de liberdade. Tu, rodeado por essa fauna esnobe de cabeças ocas que sorvem café frio enquanto discutem Nietzsche como se mastigassem o próprio céu. Tu, sempre tu; ten...
Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: À Carne que se Perdeu Fecho os olhos e sinto teu corpo diante de mim. Cada gesto. Cada curva. Cada respiração tua incendiando o meu sangue. Despertando a fome que não se sacia. Não é apenas desejo — é necessidade existencial. Minha carne clama pela tua. Minh 'alma reconhece a tua como extensão da própria essência. Se pudesse, devoraria cada instante. Cada suspiro teu, como se cada toque fosse um pedaço do céu perdido. Mesmo separados pela matéria. Sinto teu calor percorrendo meus nervos. Arrepio que tua presença invisível causa em mim. E sei, no silêncio do universo, que essa impetuosidade será satisfeita — em carne ou em espírito. Nosso encontro é inevitável. Que o tempo da Terra não nos frustre. Que a distância física apenas intensifique o desejo. Que cada pensamento. Cada memória. Cada desejo nos aproxime do instante em que, enfim, nossas almas e corpos se...