Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir! Lucidez Lucidez não é clareza. É não conseguir mais acreditar totalmente no que te sustentava. Você não se liberta. Você perde o que te prendia sem perceber. A lucidez não resolve. Ela expõe. Você não acorda. Você percebe que nunca esteve dormindo como imaginava. Lucidez não é leve. É estável sem precisar mentir para si. Você não ganha respostas. Você perde certezas. E isso é mais difícil de sustentar. A verdade não transforma. Ela remove o que não se sustenta. Você não precisa entender tudo. Mas não consegue mais não perceber. E, depois disso, não há retorno para a mesma ignorância. Apenas outra forma de continuar. É isso! Até a próxima! Autoria: Luciano Otaciano
Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Prece da Noite e do Vento Se cai a noite, tudo flui — me leva o vento. Onde ele quiser. Lua, minha guia silente. Me conduz até o sol renascer. Louco, sim, mas não marginal. Faço muito com pouco, sou essencial. Louco, todo mundo tem um pouco. Eu carrego quase cem no meu troco. Sem entorpecer, nasci apressado. Sete meses, um ser acelerado. Mais um comum, mas essa noite é louca. Quero nascer de novo, alma pouca. Do sereno sou, o que a noite traz? Mulheres, histórias, ressacas e paz. Do orvalho sou, o que a noite dá? Perigos, loucuras, vergonhas, sei lá. Se jogar é viver, celebrar, só lazer. Meu caminho a noite sabe guiar. Somos nós outra vez, no ar a voar. Na madrugada, o efeito a pulsar. Se a madrugada obtém o melhor de mim. Estou na fé que me ilumina assim. Tenho o tempo, meu aliado fiel. Saio só quando o sol abrir o céu. Madruga me chama, já sei. Portas se abrem onde eu estive...