Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: À Carne que se Perdeu Fecho os olhos e sinto teu corpo diante de mim. Cada gesto. Cada curva. Cada respiração tua incendiando o meu sangue. Despertando a fome que não se sacia. Não é apenas desejo — é necessidade existencial. Minha carne clama pela tua. Minh 'alma reconhece a tua como extensão da própria essência. Se pudesse, devoraria cada instante. Cada suspiro teu, como se cada toque fosse um pedaço do céu perdido. Mesmo separados pela matéria. Sinto teu calor percorrendo meus nervos. Arrepio que tua presença invisível causa em mim. E sei, no silêncio do universo, que essa impetuosidade será satisfeita — em carne ou em espírito. Nosso encontro é inevitável. Que o tempo da Terra não nos frustre. Que a distância física apenas intensifique o desejo. Que cada pensamento. Cada memória. Cada desejo nos aproxime do instante em que, enfim, nossas almas e corpos se...
Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir! Vem de Dentro Existe um momento do dia — e quase sempre ele chega no silêncio — em que nos perguntamos: “o que, de fato, eu sei?”. A princípio, parece pergunta de livro de autoajuda ou papo de filósofo entediado. Mas não. É só uma inquietação legítima que bate quando percebemos que a maioria das ideias que carregamos nos bolsos da mente não são realmente nossas. Chamam isso de conhecimento. Eu chamo de mobília emprestada. A gente vai ouvindo, lendo, pegando emprestado o que disseram por aí, e logo aquilo se instala em nós feito sofá obsoleto na sala da alma. Sentamos sobre certezas alheias, descansamos sobre frases feitas, e até decoramos o ambiente com verdades que não fomos nós quem plantamos. É um armazenamento sutil — silencioso e cumulativo. Como se estivéssemos, dia após dia, armazenando o outro dentro da gente. E quanto mais o tempo passa, mais pesamos. Um peso intelectual,...