Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir! O Segurança e o Calabouço No princípio, chamaram de prisão aquilo que era apenas forma. E chamaram de déspota aquele que apenas segurava o mundo para que não se desfizesse. O Criador nasceu quando o limite esqueceu o Céu. Saturno, quando lembrado, nunca negou o invisível — apenas disse que ele pesa. O erro não foi criar a matéria. O erro foi dizer que não havia mais nada além dela. Por isso tantos confundem o tempo com sentença, o corpo com castigo, o mundo com armadilha. Mas o guardião não fecha a porta. Ele apenas exige que se atravesse devagar. Saturno não pune — amadurece. O Criador não ensina — aprisiona. Um diz: “Tudo tem custo.” O outro diz: “Não há saída.” E o espírito, cansado de fugir, aprende enfim; não é preciso destruir o mundo para lembrar do infinito. Basta não esquecer quem se é enquanto se habita o limite. O peso não é a queda. É o chão. E quem suporta o tempo sem...
Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir! Vem de Dentro Existe um momento do dia — e quase sempre ele chega no silêncio — em que nos perguntamos: “o que, de fato, eu sei?”. A princípio, parece pergunta de livro de autoajuda ou papo de filósofo entediado. Mas não. É só uma inquietação legítima que bate quando percebemos que a maioria das ideias que carregamos nos bolsos da mente não são realmente nossas. Chamam isso de conhecimento. Eu chamo de mobília emprestada. A gente vai ouvindo, lendo, pegando emprestado o que disseram por aí, e logo aquilo se instala em nós feito sofá obsoleto na sala da alma. Sentamos sobre certezas alheias, descansamos sobre frases feitas, e até decoramos o ambiente com verdades que não fomos nós quem plantamos. É um armazenamento sutil — silencioso e cumulativo. Como se estivéssemos, dia após dia, armazenando o outro dentro da gente. E quanto mais o tempo passa, mais pesamos. Um peso intelectual,...