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Mostrando postagens de junho, 2025

Conto: O Homem que Morava entre as Sete Luas e a Terra

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: O Homem que Morava entre as Sete Luas e a Terra 1 Havia um homem que morava entre a Lua e a Terra. Não morava literalmente em nenhum lugar impossível. Tinha uma casa. Caminhava pelas ruas. Comia. Dormia. Trabalhava. Sentia calor. Sentia frio. Fazia sexo com mulheres apetitosas. E tinha os dois pés firmemente presos ao chão. Mas dentro dele existia uma distância. De um lado estava a Terra. Do outro, a Lua e suas sete variações.  A Terra dizia: — Veja o que está acontecendo. A Lua dizia: — Veja o que poderia acontecer. A Terra dizia: — Esta mulher apenas olhou para você. A Lua dizia: — Talvez ela tenha visto algo em você. A Terra dizia: — Você ainda não sabe. A Lua dizia: — Mas posso imaginar. Durante muitos anos, o homem acreditou que precisava escolher. Tentou permanecer apenas na Terra. Tentou ser prático. Tentou olhar apenas para aquilo que podia tocar. Mas, quando fazi...

Até Logo Mais!

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  ATÉ LOGO MAIS! Hoje, venho com o coração envolto em silêncio, não para dizer adeus, mas para anunciar uma pausa. No dia 09 deste mês, sigo viagem. Um percurso  necessário, conduzido pelo trabalho, mas igualmente orientado por algo maior — esses chamados que não podemos ignorar quando a vida nos sussurra com firmeza. Estarei ausente deste blog por algum tempo. Estimo que dois, talvez três meses. Mas não encarem esse intervalo como ausência — vejam-no como um recolhimento. Um tempo de escuta, de aprendizado, de entrega. Assim como a terra precisa do inverno para florescer na primavera, também as palavras precisam repousar, para depois renascer com mais Luz, ou trevas, vai saber. Convido vocês a revisitarem os textos que já foram deixados aqui — cada um deles é um pequeno altar, um respiro, uma possibilidade de reencontro com algo maior. Às vezes, o que foi escrito há tempos carrega agora uma resposta que antes não sabíamos ...

Resenha: Contos de Bebês Reborn

LIVRO: CONTOS DE BEBÊS REBORN ANO DE LANÇAMENTO: 2025 AUTOR: FABIANO CALDEIRA  EDITORA: AMAZON  NÚMERO DE PÁGINAS: 81 CLASSIFICAÇÃO: ☆☆☆☆☆ SINOPSE: Contos e minicontos nada fofos envolvendo o tema tão falado no momento: os bebês reborn. Pequenas histórias -- um tanto doidas, é verdade -- que têm muito a dizer. Espero que alguma mexa com você. Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de resenha por aqui! Vem conferir! Que tal um livro com uma temática absolutamente atual? Refiro-me aos bebês — mais especificamente, aos bizarros e controversos bebês reborn. Nesta instigante coletânea de contos, o escritor Fabiano Caldeira nos conduz por caminhos sombrios e inesperados, explorando o universo dessas figuras infantis sob a ótica do terror psicológico e do suspense. A obra reúne quatro minicontos e cinco contos, todos habilmente entrelaçados pelo fio condutor da inquietação provocada por esses bonecos hiper-realistas. A seguir, compartilho minhas impre...

Sobre Consciência Como Ela É

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão por aqui! Vem conferir! SOBRE  CONSCIÊNCIA COMO ELA É Ontem, enquanto eu esperava o café coar, olhei pela janela e vi um passarinho bicando o próprio reflexo no vidro do vizinho. Aquilo me fez pensar — coisa perigosa essa de pensar logo cedo — sobre o que a gente anda bicando por dentro. Tem gente que diz que o amor é o que temos de mais precioso. Outros colocam a fé nesse pedestal. Eu, mais comedido e talvez um tanto calejado, digo que é a consciência. Essa filha da puta é, efetivamente, a coisa mais cara que temos. E não me refiro a preço de mercado, não. Falo de custo íntimo, desse que cobra em noites insones, suspiros engolidos e silêncios gritantes. Ter consciência é acordar todos os dias com a obrigação de não fingir que não viu. É lembrar do que disse, do que calou, do que fez e do que deixou de fazer — com nome, data e culpa. E ainda assim, seguir em frente, de café coado e alma cansada, ten...