Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Melodia das Ruínas A melodia ecoa, vem contar o que o tempo, cruel, ia perder. Mistérios de além-mar a guiar, cidades que nasceram e fenecer. Castelos no ar, de pedra e caos, não carne como o homem, nobre animal. Muros sem fé, surdos ao vendaval, enquanto o vento assobia seu ritual. Por ruínas destroçadas, o som vai dançar, dando lugar ao sonho de eternizar. Velha canção repete sem cessar, para paredes que não vão escutar. Carne humana, frágil e mortal, contra a pedra que resiste, mas vai ruir. Babilônia afoga na maré fatal, e a voz insiste hora de abrir, de ouvir. Uma janela surge no muro surdo, para o acordar que o tempo vai me chamar. A melodia persiste, em reflexo profundo, poucas chances restam para ousar. A melodia ecoa, fraca e a chorar, contando o que o tempo devora sem fim. Mistérios de além-mar, perdidos no ar, cidades que nasceram e sumiram no sim. Castelos de fumaç...
LIVRO: MORANGOS MOFADOS ANO DE LANÇAMENTO: 2015 AUTOR: CAIO FERNANDO ABREU EDITORA: NOVA FRONTEIRA NÚMERO DE PÁGINAS: 224 CLASSIFICAÇÃO: ☆☆☆☆☆ Sinopse: Não choro mais. Na verdade, nem sequer entendo por que digo mais, se não estou certo se alguma vez chorei. Acho que sim, um dia. Quando havia dor: Agora só resta uma coisa seca. Dentro, fora. O que primeiro chama a atenção na leitura de Morangos mofados é a fineza de estilo, a inteligência e a percepção de Caio Fernando Abreu para tratar do que há de mais profundo no ser humano. A busca, a dor, o fracasso, o encontro, o amor e a esperança vão se delineando nesta série de contos que se entrelaçam quase como se fossem um romance. O medo e a insegurança dominam os nove contos que compõem a primeira parte do livro, O mofo, na qual está representada a vida sob a ditadura militar e a restrição de liberdade. Na segunda parte, Os morangos, vemos uma saída para os traumas impostos pela sociedade. Na última, composta de um único conto, que dá nom...