Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir! O Segurança e o Calabouço No princípio, chamaram de prisão aquilo que era apenas forma. E chamaram de déspota aquele que apenas segurava o mundo para que não se desfizesse. O Criador nasceu quando o limite esqueceu o Céu. Saturno, quando lembrado, nunca negou o invisível — apenas disse que ele pesa. O erro não foi criar a matéria. O erro foi dizer que não havia mais nada além dela. Por isso tantos confundem o tempo com sentença, o corpo com castigo, o mundo com armadilha. Mas o guardião não fecha a porta. Ele apenas exige que se atravesse devagar. Saturno não pune — amadurece. O Criador não ensina — aprisiona. Um diz: “Tudo tem custo.” O outro diz: “Não há saída.” E o espírito, cansado de fugir, aprende enfim; não é preciso destruir o mundo para lembrar do infinito. Basta não esquecer quem se é enquanto se habita o limite. O peso não é a queda. É o chão. E quem suporta o tempo sem...
Sonho de paz Não me satisfaz Vai e vem como vendavais Se eu fosse você Correria atrás Para felicidade de quem vem lá de trás... Rumo ao infinito sagaz Via láctea tão fugaz Que se retrai Mas não se refaz Entre desejos banais Me vem memórias irreais De você indo além de meus pais Até o horizonte que me atrai Longe de mim não são teatrais Girassóis brilhantes em campos floridos dos pedestais