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Conto: O Homem que Morava entre as Sete Luas e a Terra

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: O Homem que Morava entre as Sete Luas e a Terra 1 Havia um homem que morava entre a Lua e a Terra. Não morava literalmente em nenhum lugar impossível. Tinha uma casa. Caminhava pelas ruas. Comia. Dormia. Trabalhava. Sentia calor. Sentia frio. Fazia sexo com mulheres apetitosas. E tinha os dois pés firmemente presos ao chão. Mas dentro dele existia uma distância. De um lado estava a Terra. Do outro, a Lua e suas sete variações.  A Terra dizia: — Veja o que está acontecendo. A Lua dizia: — Veja o que poderia acontecer. A Terra dizia: — Esta mulher apenas olhou para você. A Lua dizia: — Talvez ela tenha visto algo em você. A Terra dizia: — Você ainda não sabe. A Lua dizia: — Mas posso imaginar. Durante muitos anos, o homem acreditou que precisava escolher. Tentou permanecer apenas na Terra. Tentou ser prático. Tentou olhar apenas para aquilo que podia tocar. Mas, quando fazi...

Poema: Ferida Aberta sem Abrigo

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir!



Poema: Ferida Aberta sem Abrigo



No peito, um eco antigo — ferida aberta sem abrigo.

Não há gaze para a dor que o tempo não quis curar.

Arrependimento é verbo mudo, sussurro que se perde na curva do que não foi.

Um sentir sem direção, amor que talvez jamais nasceu, miragem em pele e olhar.

Mais uma vez, deitei palavras ao vento, no abrigo do teu ouvido — promessas diluídas no infinito de um adeus.

Teu rosto, cenário ausente de riso, pintura que o tempo apagou.

E o que chamávamos de felicidade, talvez fosse apenas isso: um prelúdio, um suspiro, um vazio.



É isso! Até a próxima!



Autoria: Luciano Otaciano 



Comentários

  1. Olá Luciano,

    Um poema que dói pelo silêncio que deixa. A delicadeza do sentimento torna ainda mais fundo esse arrependimento que não encontra lugar para descansar. Parece que o tempo passou por cima de tudo, menos da ferida. Belo e triste como certas verdades que a vida insiste em nos devolver.

    Abraço querido
    Fernanda

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    1. Oi, Fernanda! Muito obrigado pelo comentário querida. Abraço amiga.

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  2. Luciano um profundo poema que você trouxe, feliz quinta-feira pra você abraços.

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    1. Oi, Lucimar! Muito obrigado. E pra você uma feliz quinta feira também. Abraço!

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  3. Uau! Parabéns.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

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    Até mais, Emerson Garcia

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    1. Oi, Emerson! Valeu meu amigo. Boa semana pra ti também. Abraço!

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  4. É isso. Tem coias na vida que simplesmente são. Feliz de quem percebe.

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  5. Oi, Luciano. Tudo bem? É, nem tudo na vida é alegria. Apesar de triste, seu poema aborda a realidade. Bela escolha de palavras.

    Feliz Ano Novo!
    Até breve;

    Helaina (Escritora || Blogueira)
    https://hipercriativa.blogspot.com (Livros, filmes e séries)
    https://universo-invisivel.blogspot.com (Contos, crônicas e afins)

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    Respostas
    1. Oi, Helaina! Estou bem e você? De pleno acordo nem tudo na vida é só alegria. A tristeza se faz presente na maior parte dela, infelizmente. Abraço amiga!

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