Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: Mar de Louise I Ela entrou no apartamento como quem não invade, mas também não pede licença. Havia nela uma presença calma, quase distraída, como se o espaço já a conhecesse antes de mim. O vestido claro não chamava atenção — era o movimento que chamava. Um modo de atravessar o ambiente sem se fixar nele. Seus olhos não procuravam nada, e talvez por isso encontrassem tudo. Cumprimentou-me com um gesto simples. Nada foi dito além do necessário. Ainda assim, algo se deslocou em mim, não como impacto, mas como ajuste. Um objeto antiquado encontrando, enfim, o lugar correto sobre a mesa. O perfume era leve. Não ficou. Passou. E foi exatamente isso que permaneceu. Louise caminhava pelo apartamento observando sem julgar. Tocava os móveis como quem reconhece uma história que não precisa ser contada. Em certos momentos, parecia ouvir algo que eu não ouvia. Em outros, parecia apenas de...
Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir!
Poema: Ferida Aberta sem Abrigo
No peito, um eco antigo — ferida aberta sem abrigo.
Não há gaze para a dor que o tempo não quis curar.
Arrependimento é verbo mudo, sussurro que se perde na curva do que não foi.
Um sentir sem direção, amor que talvez jamais nasceu, miragem em pele e olhar.
Mais uma vez, deitei palavras ao vento, no abrigo do teu ouvido — promessas diluídas no infinito de um adeus.
Teu rosto, cenário ausente de riso, pintura que o tempo apagou.
E o que chamávamos de felicidade, talvez fosse apenas isso: um prelúdio, um suspiro, um vazio.
É isso! Até a próxima!
Autoria: Luciano Otaciano
Olá Luciano,
ResponderExcluirUm poema que dói pelo silêncio que deixa. A delicadeza do sentimento torna ainda mais fundo esse arrependimento que não encontra lugar para descansar. Parece que o tempo passou por cima de tudo, menos da ferida. Belo e triste como certas verdades que a vida insiste em nos devolver.
Abraço querido
Fernanda
Oi, Fernanda! Muito obrigado pelo comentário querida. Abraço amiga.
ExcluirLuciano um profundo poema que você trouxe, feliz quinta-feira pra você abraços.
ResponderExcluirOi, Lucimar! Muito obrigado. E pra você uma feliz quinta feira também. Abraço!
ExcluirUau! Parabéns.
ResponderExcluirBoa semana!
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Até mais, Emerson Garcia
Oi, Emerson! Valeu meu amigo. Boa semana pra ti também. Abraço!
ExcluirÉ isso. Tem coias na vida que simplesmente são. Feliz de quem percebe.
ResponderExcluirOi, Fabiano! Não há como discordar de ti. Abraço!
ExcluirOi, Luciano. Tudo bem? É, nem tudo na vida é alegria. Apesar de triste, seu poema aborda a realidade. Bela escolha de palavras.
ResponderExcluirFeliz Ano Novo!
Até breve;
Helaina (Escritora || Blogueira)
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https://universo-invisivel.blogspot.com (Contos, crônicas e afins)
Oi, Helaina! Estou bem e você? De pleno acordo nem tudo na vida é só alegria. A tristeza se faz presente na maior parte dela, infelizmente. Abraço amiga!
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