Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: Ester, suas duas Filhas e Anastácio I Esqueceste, não foi? Esqueceste que sou tua mulher. Pois então, assenta esse corpo fatigado e encara, com os olhos bem abertos, a sentença que te cabe. Sou aquela com quem tu selaste pacto diante do altar de uma igrejinha simplória— onde o amor, idiota e esperançoso, ainda ousava se vestir de domingo. Eu, a que suportou tua ausência mesmo quando estavas presente; teus silêncios que transbordavam desculpas mal paridas; tua falta de norte disfarçada em pose de artista incompreendido. E agora, agora ousas tratar-me como sombra incômoda presa na sola de teus sapatos gastos — sombra que arrastas pelas calçadas da tua fuga. Sim, tua fuga. Covarde, silenciosa, disfarçada de liberdade. Tu, rodeado por essa fauna esnobe de cabeças ocas que sorvem café frio enquanto discutem Nietzsche como se mastigassem o próprio céu. Tu, sempre tu; ten...
Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir!
Poema: Ferida Aberta sem Abrigo
No peito, um eco antigo — ferida aberta sem abrigo.
Não há gaze para a dor que o tempo não quis curar.
Arrependimento é verbo mudo, sussurro que se perde na curva do que não foi.
Um sentir sem direção, amor que talvez jamais nasceu, miragem em pele e olhar.
Mais uma vez, deitei palavras ao vento, no abrigo do teu ouvido — promessas diluídas no infinito de um adeus.
Teu rosto, cenário ausente de riso, pintura que o tempo apagou.
E o que chamávamos de felicidade, talvez fosse apenas isso: um prelúdio, um suspiro, um vazio.
É isso! Até a próxima!
Autoria: Luciano Otaciano
Olá Luciano,
ResponderExcluirUm poema que dói pelo silêncio que deixa. A delicadeza do sentimento torna ainda mais fundo esse arrependimento que não encontra lugar para descansar. Parece que o tempo passou por cima de tudo, menos da ferida. Belo e triste como certas verdades que a vida insiste em nos devolver.
Abraço querido
Fernanda
Oi, Fernanda! Muito obrigado pelo comentário querida. Abraço amiga.
ExcluirLuciano um profundo poema que você trouxe, feliz quinta-feira pra você abraços.
ResponderExcluirOi, Lucimar! Muito obrigado. E pra você uma feliz quinta feira também. Abraço!
ExcluirUau! Parabéns.
ResponderExcluirBoa semana!
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Até mais, Emerson Garcia
Oi, Emerson! Valeu meu amigo. Boa semana pra ti também. Abraço!
ExcluirÉ isso. Tem coias na vida que simplesmente são. Feliz de quem percebe.
ResponderExcluirOi, Fabiano! Não há como discordar de ti. Abraço!
ExcluirOi, Luciano. Tudo bem? É, nem tudo na vida é alegria. Apesar de triste, seu poema aborda a realidade. Bela escolha de palavras.
ResponderExcluirFeliz Ano Novo!
Até breve;
Helaina (Escritora || Blogueira)
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https://universo-invisivel.blogspot.com (Contos, crônicas e afins)
Oi, Helaina! Estou bem e você? De pleno acordo nem tudo na vida é só alegria. A tristeza se faz presente na maior parte dela, infelizmente. Abraço amiga!
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