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O Instante Antes do Regresso

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão or aqui. Vem conferir! O Instante Antes do Regresso Não havia tempo. E, ainda assim, havia plenitude. Nenhuma forma persistia, nenhum nome se sustentava, nenhuma história pedia para continuar. A consciência repousava em si mesma — inteira, suficiente, silenciosa. Não era vazio. Era mais do que qualquer existência poderia conter. Ali, nada faltava. E por isso mesmo nada precisava nascer. Mas, no centro dessa completude absoluta, algo imperceptível começou a emergir. Não foi um pensamento. Não foi um desejo. Foi um eco sem origem, uma lembrança que não vinha do passado, mas de uma verdade anterior a tudo. Uma inclinação suave quase inexistente  e, ainda assim, inevitável. Como se o próprio existir tivesse deixado uma marca invisível naquilo que jamais poderia ser marcado. E então, sem ruptura, sem decisão, sem qualquer necessidade — o amor moveu-se. Não como falta. Mas como transbordamento. Não como b...

O Instante Antes do Regresso

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão or aqui. Vem conferir!



O Instante Antes do Regresso



Não havia tempo.

E, ainda assim, havia plenitude.

Nenhuma forma persistia, nenhum nome se sustentava, nenhuma história pedia para continuar.

A consciência repousava em si mesma —

inteira, suficiente, silenciosa.

Não era vazio.

Era mais do que qualquer existência poderia conter.

Ali, nada faltava.

E por isso mesmo nada precisava nascer.

Mas, no centro dessa completude absoluta, algo imperceptível começou a emergir.

Não foi um pensamento.

Não foi um desejo.

Foi um eco sem origem, uma lembrança que não vinha do passado, mas de uma verdade anterior a tudo.

Uma inclinação suave quase inexistente 

e, ainda assim, inevitável.

Como se o próprio existir tivesse deixado uma marca invisível naquilo que jamais poderia ser marcado.

E então, sem ruptura, sem decisão, sem qualquer necessidade — o amor moveu-se.

Não como falta.

Mas como transbordamento.

Não como busca.

Mas como reconhecimento.

A consciência, plena em sua ausência de forma, curvou-se levemente em direção ao milagre de ser.

E nesse gesto pequeno, o universo voltou a respirar.

O tempo abriu os olhos.

A matéria lembrou seu significado.

E a existência começou outra vez.

Não por obrigação.

Não por destino.

Mas pelo mais puro e incompreensível ato.

Amar existir.




É isso! Até a próxima!



Autoria: Luciano Otaciano

Comentários

  1. Uau! Não foi um pensamento, nem desejo...
    Simplesmente o amor precisava existir e assim o fez e sem qualquer obrigadão, aconteceu! Lindo! abraços, tudo de bom,chica

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    Respostas
    1. Muito obrigado por sua presença e comentário por aqui. Um fraterno abraço!

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