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Resenha: A Última Noite

CONTO: A ÚLTIMA NOITE  ANO DE LANÇAMENTO: 2022 AUTOR: RICHARD FANISON EDITORA: INDEPENDENTE  NÚMERO DE PÁGINAS: 8 CLASSIFICAÇÃO: ☆☆☆☆☆ Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de resenha por aqui. Vem conferir! O conto narra a inesquecível noite em que o narrador e seu amigo James se divertem com videogames, mergulhando em um universo de risadas e competição amigável. Contudo, um infortúnio se abate sobre eles quando James, em um momento descuidado, escorrega e cai da escada. O narrador, em um fluxo de emoção, descreve com minúcia a cena do acidente, capturando o desespero que o invade ao tentar socorrer o amigo. A chegada da senhora Eva, mãe de James, traz consigo uma onda de incredulidade e dor. A narrativa acompanha o momento tenso em que James é levado pela ambulância, enquanto sua mãe, em um ato de fé, ora fervorosamente pela recuperação do filho. O narrador, consumido pelo peso da culpa e pela tristeza, relembra os momentos felizes comparti...

O Instante Antes do Regresso

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão or aqui. Vem conferir!



O Instante Antes do Regresso



Não havia tempo.

E, ainda assim, havia plenitude.

Nenhuma forma persistia, nenhum nome se sustentava, nenhuma história pedia para continuar.

A consciência repousava em si mesma —

inteira, suficiente, silenciosa.

Não era vazio.

Era mais do que qualquer existência poderia conter.

Ali, nada faltava.

E por isso mesmo nada precisava nascer.

Mas, no centro dessa completude absoluta, algo imperceptível começou a emergir.

Não foi um pensamento.

Não foi um desejo.

Foi um eco sem origem, uma lembrança que não vinha do passado, mas de uma verdade anterior a tudo.

Uma inclinação suave quase inexistente 

e, ainda assim, inevitável.

Como se o próprio existir tivesse deixado uma marca invisível naquilo que jamais poderia ser marcado.

E então, sem ruptura, sem decisão, sem qualquer necessidade — o amor moveu-se.

Não como falta.

Mas como transbordamento.

Não como busca.

Mas como reconhecimento.

A consciência, plena em sua ausência de forma, curvou-se levemente em direção ao milagre de ser.

E nesse gesto pequeno, o universo voltou a respirar.

O tempo abriu os olhos.

A matéria lembrou seu significado.

E a existência começou outra vez.

Não por obrigação.

Não por destino.

Mas pelo mais puro e incompreensível ato.

Amar existir.




É isso! Até a próxima!



Autoria: Luciano Otaciano

Comentários

  1. Uau! Não foi um pensamento, nem desejo...
    Simplesmente o amor precisava existir e assim o fez e sem qualquer obrigadão, aconteceu! Lindo! abraços, tudo de bom,chica

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    1. Muito obrigado por sua presença e comentário por aqui. Um fraterno abraço!

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  2. Um texto intenso e profundo. A maneira como você retrata a completude e o surgimento de algo além da compreensão comum faz o leitor refletir sobre a consciência, a existência e os mistérios da vida.Luciano ótima terça-feira abraços.

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    1. Oi, Lucimar! Muito obrigado por sua presença e comentário por aqui. Que sua terça-feira seja de muita paz e alegria no coração. Um fraterno abraço!

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  3. Oi!
    Gostei do texto, soa bem contemplativo!

    https://deiumjeito.blogspot.com/

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  4. Suas palavras demonstram muita sensibilidade, muito tocante seu texto.Abraços

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    1. Oi! Muito obrigado por sua visita e seu comentário por aqui. Um fraterno abraço!

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  5. Olá, querido amigo, que lindo seu texto, faz umas 2 horas que escutei o Poema 'Meus Oito Anos' de Casimiro de Abreu, declamado pelo saudoso Paulo Autran aos seus 82 anos. Deu para ver em seu semblante o amar, a saudade, o existir, e uma certa tristeza...
    Fiquei bastante emocionada.
    Seu belo texto tem muito do que senti: a vida! Muitas vezes não sentimos a sua beleza e a sua força. Infelizmente muitos sentem quando já estão indo para outro patamar, que pena não amarem o fato de existir!
    A vida, o existir é o mais belo dos mistérios! E quase sempre não nos damos conta de tão maravilhoso presente que recebemos.
    Um fraterno abraço e um lindo final de semana!

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    1. Oi, Taís! Muito obrigado pelo seu comentário querida. É sempre uma alegria ler-te por aqui. Que seu fim de semana seja de muita paz e com alegria no coração. Um fraterno abraço amiga!

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  6. Luciano, tu escreve umas coisas bem enigmáticas por um lado, mas por outro, que nos propõe uns insights bem legais. Esse teu texto, por exemplo, me lembrou o mito do Eterno Retorno.

    um abraço e bom domingo.

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    1. Oi, Eduardo! Que bom que você tenha se lembrado do mito do Eterno Retorno. Bom domingo pra ti também. Um abraço!

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  7. De uma profundidade sem tamanho. Gostei bastante desse texto.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

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    Até mais, Emerson Garcia

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