Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de reflexão or aqui. Vem conferir!
O Instante Antes do Regresso
Não havia tempo.
E, ainda assim, havia plenitude.
Nenhuma forma persistia, nenhum nome se sustentava, nenhuma história pedia para continuar.
A consciência repousava em si mesma —
inteira, suficiente, silenciosa.
Não era vazio.
Era mais do que qualquer existência poderia conter.
Ali, nada faltava.
E por isso mesmo nada precisava nascer.
Mas, no centro dessa completude absoluta, algo imperceptível começou a emergir.
Não foi um pensamento.
Não foi um desejo.
Foi um eco sem origem, uma lembrança que não vinha do passado, mas de uma verdade anterior a tudo.
Uma inclinação suave quase inexistente
e, ainda assim, inevitável.
Como se o próprio existir tivesse deixado uma marca invisível naquilo que jamais poderia ser marcado.
E então, sem ruptura, sem decisão, sem qualquer necessidade — o amor moveu-se.
Não como falta.
Mas como transbordamento.
Não como busca.
Mas como reconhecimento.
A consciência, plena em sua ausência de forma, curvou-se levemente em direção ao milagre de ser.
E nesse gesto pequeno, o universo voltou a respirar.
O tempo abriu os olhos.
A matéria lembrou seu significado.
E a existência começou outra vez.
Não por obrigação.
Não por destino.
Mas pelo mais puro e incompreensível ato.
Amar existir.
É isso! Até a próxima!
Autoria: Luciano Otaciano
Uau! Não foi um pensamento, nem desejo...
ResponderExcluirSimplesmente o amor precisava existir e assim o fez e sem qualquer obrigadão, aconteceu! Lindo! abraços, tudo de bom,chica
Muito obrigado por sua presença e comentário por aqui. Um fraterno abraço!
ExcluirUm texto intenso e profundo. A maneira como você retrata a completude e o surgimento de algo além da compreensão comum faz o leitor refletir sobre a consciência, a existência e os mistérios da vida.Luciano ótima terça-feira abraços.
ResponderExcluirOi, Lucimar! Muito obrigado por sua presença e comentário por aqui. Que sua terça-feira seja de muita paz e alegria no coração. Um fraterno abraço!
ExcluirOi!
ResponderExcluirGostei do texto, soa bem contemplativo!
https://deiumjeito.blogspot.com/
Oi, Giovana! Que bom que gostou. Um fraterno abraço!
ExcluirSuas palavras demonstram muita sensibilidade, muito tocante seu texto.Abraços
ResponderExcluirOi! Muito obrigado por sua visita e seu comentário por aqui. Um fraterno abraço!
ExcluirOlá, querido amigo, que lindo seu texto, faz umas 2 horas que escutei o Poema 'Meus Oito Anos' de Casimiro de Abreu, declamado pelo saudoso Paulo Autran aos seus 82 anos. Deu para ver em seu semblante o amar, a saudade, o existir, e uma certa tristeza...
ResponderExcluirFiquei bastante emocionada.
Seu belo texto tem muito do que senti: a vida! Muitas vezes não sentimos a sua beleza e a sua força. Infelizmente muitos sentem quando já estão indo para outro patamar, que pena não amarem o fato de existir!
A vida, o existir é o mais belo dos mistérios! E quase sempre não nos damos conta de tão maravilhoso presente que recebemos.
Um fraterno abraço e um lindo final de semana!
Oi, Taís! Muito obrigado pelo seu comentário querida. É sempre uma alegria ler-te por aqui. Que seu fim de semana seja de muita paz e com alegria no coração. Um fraterno abraço amiga!
ExcluirLuciano, tu escreve umas coisas bem enigmáticas por um lado, mas por outro, que nos propõe uns insights bem legais. Esse teu texto, por exemplo, me lembrou o mito do Eterno Retorno.
ResponderExcluirum abraço e bom domingo.
Oi, Eduardo! Que bom que você tenha se lembrado do mito do Eterno Retorno. Bom domingo pra ti também. Um abraço!
ExcluirDe uma profundidade sem tamanho. Gostei bastante desse texto.
ResponderExcluirBoa semana!
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Até mais, Emerson Garcia
Valeu Emerson! Boa semana pra ti. Um abraço amigo!
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