Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir!
O Saber que Mora na Quietude
Fé, essa palavra que tantos pronunciam como quem decora uma senha para o céu, perdeu-se no ruído das certezas inventadas. Digo com o coração calmo; a verdadeira fé não está no acreditar — esse verbo que anda de mãos dadas com o medo —, mas no saber. Não no saber dos livros ou das cátedras, mas naquele que brota do silêncio que habita os corações que já se renderam.
Não devemos esperar que tudo dê certo um dia. Isso é fé infantil, esperança com rodinhas. A fé madura sabe, simplesmente sabe, que tudo já está certo — ainda que nossos olhos insistam em enxergar bagunça, caos ou atraso. Esse saber não pede provas, nem precisa de plateia. Ele apenas é. Quieto, presente, firme como raiz de árvore grande e adulta. Veja bem, ou você sente Deus ou acredita em Deus. Os dois ao mesmo tempo, não dá liga. Quem acredita ainda precisa se convencer. Quem o sente sabe que o encontrou. O acreditar carrega em si uma insegurança disfarçada de devoção. O saber, não. O saber é o estado de quem olhou para dentro e encontrou Deus ali, sem intermediários. É curioso ver como tantos se agarram a títulos, discursos, referências. Parecem inteligentes e muitos são, cheiram a conhecimento, mas faltam-lhes o perfume da humildade. E sem humildade, meu amigo, ninguém conhece o essencial. São como castelos de cartas — lindos por fora, ocos por dentro. Os verdadeiros aprendizes da vida são aqueles que aceitam sua ignorância como um presente de Deus. Caminham com leveza, tropeçam sorrindo, erram em paz. Porque não têm nada a provar pra si e pros outros. Sabem que o saber verdadeiro não se exibe — se vive. É na prática cotidiana que se sabe verdadeiramente. Esforce-se pra conseguir falar sobre o Céu com um intelectual preso às suas fórmulas. Tente. É como oferecer pérolas a quem só conhece o valor do barro. Eles não se curvam. O orgulho e o EGO não deixa. O medo de desaprender os assombra. Preferem o chão firme das teorias do que o voo incerto da alma. Mas no fim, tudo se revela. E aqueles que sabiam — sem precisar dizer — estarão lá, em silêncio, acolhendo os que enfim se cansaram de acreditar.
É isso! Até a próxima!
Autoria: Luciano Otaciano
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