Pular para o conteúdo principal

Poema: À Carne que se Perdeu

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema:  À Carne que se Perdeu  Fecho os olhos e sinto teu corpo diante de mim. Cada gesto. Cada curva.  Cada respiração tua incendiando o meu sangue. Despertando a fome que não se sacia. Não é apenas desejo — é necessidade existencial. Minha carne clama pela tua. Minh 'alma reconhece a tua como extensão da própria essência. Se pudesse, devoraria cada instante. Cada suspiro teu, como se cada toque fosse um pedaço do céu perdido. Mesmo separados pela matéria. Sinto teu calor percorrendo meus nervos. Arrepio que tua presença invisível causa em mim. E sei, no silêncio do universo, que essa impetuosidade será satisfeita — em carne ou em espírito. Nosso encontro é inevitável. Que o tempo da Terra não nos frustre. Que a distância física apenas intensifique o desejo. Que cada pensamento. Cada memória. Cada desejo nos aproxime do instante em que, enfim, nossas almas e corpos se...

Resenha: O Mistério De Marie Rogêt

LIVRO: O MISTÉRIO DE MARIE ROGÊT 

ANO DE LANÇAMENTO: 2014

AUTOR:  EDGAR ALLAN POE 

EDITORA: BLUE BOOKS

NÚMERO DE PÁGINAS: 55

CLASSIFICAÇÃO: ☆☆☆



Sinopse: O Mistério de Marie Rogêt do escritor norte-americano Edgar Allan Poe, é um conto baseado num fato verídico que ocorreu em 1841 nos arredores de Nova York. Poe ambientou a história em Paris e novamente mostra o detetive Chevalier C. Auguste Dupin, com seu peculiar método dedutivo para desvendar crimes.

Edgar Allan Poe foi precursor do gênero policial moderno, inspirando o Sherlock Holmes de Sir Arthur Conan Doyle e Hercule Poirot de Agatha Christie.



Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de resenha por aqui. Vamos conhecer a obra!



Como prometido, hoje é dia de resenhar O MISTÉRIO DE MARIE ROGÊT, de Edgar Allan Poe. O conto, publicado originalmente em 1842, marca a segunda aparição de C. Auguste Dupin e é considerada a primeira narrativa policial inspirada num crime real. A trama se passa dois anos após Assassinatos na Rua Morgue. A solução do caso das mortes de Madame L’Espanaye e de sua filha fez com que o nome de Dupin se tornasse conhecido em Paris; por isso, ele é procurado pelo delegado G. para colaborar nas investigações do misterioso assassinato da jovem vendedora de perfumes Marie Rogêt. Auguste Dupin faz um acordo com a polícia pela primeira vez e analisa o caso utilizando apenas as notícias e depoimentos que saíram nos jornais.

Apesar das conclusões do francês serem geniais (e o fato dele ter chegado a elas sem sair de casa ser impressionante), o conto é um pouco cansativo, já que a maior parte dele é constituída pela exposição das contradições que Dupin encontra nos jornais. Ainda assim, O MISTÉRIO DE MARIE ROGÊT  tem um grande atrativo: Edgar Allan Poe escreveu o conto a partir de suas próprias investigações a respeito do assassinato de Mary Cecilia Rogers, um crime real que aconteceu em 1841 em Nova Iorque.

Assim como seu protagonista, Poe baseou-se nas notícias dos jornais e utilizou em sua narrativa todos os elementos conhecidos desse crime, mudando apenas os nomes próprios e transferindo o cenário para Paris. O assassinato de Rogers nunca foi solucionado, mas, de acordo com as notas presentes no conto, as hipóteses levantadas pelo escritor eram absolutamente pertinentes. Outra curiosidade é que a morte (real) de Mary Cecilia Rogers é citada no texto, sendo descrita como idêntica a morte (fictícia) de Marie Rogêt. Não é como se ela tivesse sido uma inspiração, mas como se fosse uma coincidência. Desde a epígrafe (do poeta Novalis), o narrador anônimo (o mesmo de Assassinatos na rua Morgue) defende que coincidências inexplicáveis acontecem a todo momento no mundo, e que pequenos acontecimentos podem fazer com que elas se diferenciem sutilmente e acabem não sendo percebidas. Em resumo, O MISTÉRIO DE MARIE ROGÊT  é o conto do qual menos gosto da “Trilogia Dupin”, mas a leitura de qualquer trabalho de Poe é sempre recomendável. Na próxima resenha  é a vez de A carta roubada, última história protagonizada pelo “primeiro detetive da literatura”. É isso pessoal. Espero que tenham curtido a resenha. Até a próxima!



Comentários

  1. Acredito que seja um livro com uma narrativa fascinante de ler
    .
    Saudações poéticas e amigas.
    .

    ResponderExcluir
  2. Eu sou muito fã de suspense e investigações. Mas sabe que nunca li os romances de Dupin? Eu gostei bastante da premissa, mesmo sabendo que pode se tornar monótona em algum momento.
    Bjks!

    Mundinho da Hanna
    TikTok | Instagram | Skoob | Threads

    ResponderExcluir
  3. Estou acompanhando as resenhas e notei que no livro anterior você demonstrou mais empolgação. Achei a sinopse atraente e acho que seria um livro que eu leria. Aguado o próximo.

    Abraço!
    www.blogdalanne.pt

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Exato. O livro anterior agradou-me mais que este aqui. Leia sim, talvez você goste mais deste. Abraço!

      Excluir
  4. Oi!
    Do Allan Poe só li o conto O Gato Preto em uma coletânea e lembro de não ter gostado muito. Que pena que foi uma leitura cansativa, pois a premissa é interessante.

    https://deiumjeito.blogspot.com/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Giovana! Pois é! Este aqui não agradou-me muito. Abraço!

      Excluir
  5. Oi Luciano, tudo bem? Gostei muito da sua resenha e apesar do fato de você ter achando um pouco cansativo, eu também não gosto quando a leitura parece não fluir, fiquei curiosa pra conhecer o desfecho da história.

    Até breve;
    Helaina (Escritora || Blogueira)
    https://hipercriativa.blogspot.com (Livros, filmes e séries)
    https://universo-invisivel.blogspot.com (Contos, crônicas e afins)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Helaina! Estou bem, obrigado. Leia sim, talvez a obra lhe agrade mais que eu. Este aqui é o conto mais fraco dos três pra mim. Abraço!

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog