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O Amor que em Silêncio Ficou

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão or aqui. Vem conferir! O Amor que em Silêncio Ficou Há amores que não terminam com um ponto final. Eles apenas se desfazem devagar, como a última luz do fim da tarde que ninguém percebe que apagou. Ficam ali, suspensos entre o que foi e o que nunca mais será, guardando tudo o que não pôde ser dito. O amor perdido não é sempre aquele que vai embora aos gritos. Às vezes, ele vai aos poucos — no silêncio das mensagens não enviadas, nas mãos que não se procuram mais, nos olhares que já não se encontram. E quando percebemos, não há mais ponte. Só margem. A dor de perder quem se ama não está apenas na ausência. Está, sobretudo, na lembrança. Nos lugares onde a presença dele ainda respira. No cheiro que ficou na roupa. Nas palavras que ecoam quando tudo silencia. Mas o mais difícil, talvez, seja entender que nem todo amor é pra durar. Alguns vêm só pra ensinar. Outros pra mudar a gente. E há aqueles que vêm pra...

Poema: A Rota

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir!




Poema: A Rota




Já não percebo o chão sob meus pés; encontro-me suspenso na ausência da gravidade que antes me ancorava. 

O medo, sutil e estranho, instala-se silencioso, e, diante de mim mesmo, sou um estranho — um reflexo que não reconheço.

Pelas ruas, vagueio sem direção, buscando um norte invisível, uma bússola interna que me guie. Contudo, a felicidade, discreta e silenciosa, sempre residiu em meu ser, mesmo quando parecia impossível.

Nos momentos de silêncio absoluto, quando o mundo se reduz a uma esfera diminuta, os medos se diluem em sombras efêmeras, e a dor se transforma em um sussurro sereno, quase imperceptível.

É impossível não sentir o pulsar da vida, impossível resistir à força inexorável do mar interior. Sou um enigma indecifrável, um mistério que se estende para além do tempo e do espaço.

Mesmo assim, minha pouca fé, embora frágil, ergue-se irredutível. Meu amor, chama constante, jamais se apaga. 

Na vastidão do vazio e do tempo, minha alma se expande e se propaga.

Agora, firme, sinto o chão sob meus pés e reconheço o porto seguro do coração. 

Lá fora, a solidão dança fria, mas aqui dentro arde o calor da companhia.

Atravessei a noite escura, cruzei desertos interiores, guiado pelo compasso aberto do meu peito. Na ausência da gravidade, encontrei o espaço para me permitir ser.

Quando o desespero quase me alcança, lembro que sentir é o único caminho verdadeiro. Resistir é um sonho vão; ser quem sou é minha canção eterna.

Indecifrável para os olhos alheios, sou o mistério que o vento sussurrou.




É isso! Até a próxima!




Autoria: Luciano Otaciano 

Comentários

  1. Muito bonito!
    Aproveito para desejar um bom fim de semana!

    Bjxxx,
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    Respostas
    1. Obrigado Teresa! Boa semana pra você. Um fraterno abraço!

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  2. Oi! Bom texto!

    https://deiumjeito.blogspot.com/

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  3. Uau! Adorei.

    Boa semana!

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    Até mais, Emerson Garcia

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