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O Novo Modos Operandis da Sociedade Contemporânea

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir! O Novo Modos Operandis da Sociedade Contemporânea Se você me conhece há mais tempo neste blog, sabe que nunca experimentei a paternidade. Não por falta de desejo ou afeição pelas crianças, mas, sim, por uma condição biológica que me impede de tal vivência, uma esterilidade que carrego desde os primórdios da minha existência. Este fato, aliás, foi o cerne do colapso de meu primeiro casamento. Contudo, isso pertence a um passado que já não me aflige, embora as memórias persistam em nós como ervas daninhas, alimentadas por nossa própria reflexão. Se você é pai ou mãe, é provável que já tenha se deparado com questões inquietantes; quantas horas de tela são apropriadas? Quais aplicativos são dignos de confiança? Em que momento se deve oferecer um dispositivo móvel chamado celular? Seu filho é prisioneiro das telas ou simplesmente um ser humano em meio aos novos tempos? O impacto das te...

Poema: A Rota

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir!




Poema: A Rota




Já não percebo o chão sob meus pés; encontro-me suspenso na ausência da gravidade que antes me ancorava. 

O medo, sutil e estranho, instala-se silencioso, e, diante de mim mesmo, sou um estranho — um reflexo que não reconheço.

Pelas ruas, vagueio sem direção, buscando um norte invisível, uma bússola interna que me guie. Contudo, a felicidade, discreta e silenciosa, sempre residiu em meu ser, mesmo quando parecia impossível.

Nos momentos de silêncio absoluto, quando o mundo se reduz a uma esfera diminuta, os medos se diluem em sombras efêmeras, e a dor se transforma em um sussurro sereno, quase imperceptível.

É impossível não sentir o pulsar da vida, impossível resistir à força inexorável do mar interior. Sou um enigma indecifrável, um mistério que se estende para além do tempo e do espaço.

Mesmo assim, minha pouca fé, embora frágil, ergue-se irredutível. Meu amor, chama constante, jamais se apaga. 

Na vastidão do vazio e do tempo, minha alma se expande e se propaga.

Agora, firme, sinto o chão sob meus pés e reconheço o porto seguro do coração. 

Lá fora, a solidão dança fria, mas aqui dentro arde o calor da companhia.

Atravessei a noite escura, cruzei desertos interiores, guiado pelo compasso aberto do meu peito. Na ausência da gravidade, encontrei o espaço para me permitir ser.

Quando o desespero quase me alcança, lembro que sentir é o único caminho verdadeiro. Resistir é um sonho vão; ser quem sou é minha canção eterna.

Indecifrável para os olhos alheios, sou o mistério que o vento sussurrou.




É isso! Até a próxima!




Autoria: Luciano Otaciano 

Comentários

  1. Muito bonito!
    Aproveito para desejar um bom fim de semana!

    Bjxxx,
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    Respostas
    1. Obrigado Teresa! Boa semana pra você. Um fraterno abraço!

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  2. Oi! Bom texto!

    https://deiumjeito.blogspot.com/

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  3. Uau! Adorei.

    Boa semana!

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    Até mais, Emerson Garcia

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