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Poema: Prece da Noite e do Vento

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Prece da Noite e do Vento Se cai a noite, tudo flui — me leva o vento. Onde ele quiser. Lua, minha guia silente. Me conduz até o sol renascer. Louco, sim, mas não marginal. Faço muito com pouco, sou essencial. Louco, todo mundo tem um pouco. Eu carrego quase cem no meu troco. Sem entorpecer, nasci apressado. Sete meses, um ser acelerado. Mais um comum, mas essa noite é louca. Quero nascer de novo, alma pouca. Do sereno sou, o que a noite traz? Mulheres, histórias, ressacas e paz. Do orvalho sou, o que a noite dá? Perigos, loucuras, vergonhas, sei lá. Se jogar é viver, celebrar, só lazer. Meu caminho a noite sabe guiar. Somos nós outra vez, no ar a voar. Na madrugada, o efeito a pulsar. Se a madrugada obtém o melhor de mim. Estou na fé que me ilumina assim. Tenho o tempo, meu aliado fiel. Saio só quando o sol abrir o céu. Madruga me chama, já sei. Portas se abrem onde eu estive...

Poema: Cheiro de Terra Molhada Misturada ao Desejo

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir!



Poema: Cheiro de Terra Molhada Misturada ao Desejo



A chuva cai, não apenas sobre a terra.

Mas sobre a pele que arde de vontade.

Cada gota é um sussurro, um arrepio.

Um convite silencioso para o corpo e a alma se entregarem.

Ela desliza pelos contornos, pelos sentidos.

Como mãos invisíveis que despertam o desejo.

Molhando pensamentos, incendiando corações.

Transformando o toque da água em fogo que percorre veias.

O cheiro da terra molhada se mistura à volúpia.

Cada aroma desperta memórias esquecidas.

Onde carne e espírito se encontram.

E a paixão não conhece limites, nem tempo.

As folhas tremem lá fora, mas é o corpo que vibra aqui dentro.

Os rios correm, mas é o sangue que acelera.

E a chuva, testemunha silenciosa, abençoa.

A entrega total, visceral, sem reservas.

O som da chuva no telhado é agora batida de coração.

Ritmo que guia a dança do desejo.

Cada respiração, cada toque, cada arrepio.

Se entrelaça com o murmúrio sagrado do céu.

Chuva, tu és semente, energia, vida e testemunha.

Molha a alma, devora a razão, desperta o corpo.

Ensina que amar é também consumir e ser consumido.

Que a fusão é inevitável quando dois mundos se reconhecem um no outro. 




É isso! Até a próxima!



Autoria: Luciano Otaciano

Comentários

  1. Querido Luciano,

    Confesso que, ao ler tuas palavras, senti-me inclinada a olhar pela janela, não para confirmar a chuva, mas para verificar se o mundo permanecia em seu devido lugar depois de tamanha intensidade. Há almas que descrevem a natureza; outras, como a tua, parecem negociá-la, convencendo-a a conspirar a favor dos sentimentos mais profundos.

    Tua escrita não pede licença: ela entra, ocupa, envolve. E ainda que alguns defendam a prudência como virtude maior, não posso deixar de reconhecer que existe certo encanto perigosamente sedutor, é verdade em quem se permite sentir sem economias. A chuva, em teu texto, não molha apenas o chão: ela justifica, absolve e quase educa o desejo.

    Se me permites uma observação honesta
    (e espero que sim, pois a franqueza é uma das poucas ousadias socialmente aceitáveis), diria que teu maior mérito não está na chama que acendes, mas na convicção com que acreditas que ela merece existir. Isso, convenhamos, é coisa rara e, para alguns, irresistível.

    Com estima e curiosidade,
    Uma leitora atenta😜
    Fernanda

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    Respostas
    1. Oi, Fernanda! Muito obrigado por sentir profundamente minha escrita, infelizmente grande parte dos leitores não se permitem irem fundo, mas faz parte. E uma honra imensa ter uma leitora atenta como você é. Grande abraço amiga.

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  2. Bela poesia. Gostei bastante.

    Boa semana!

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    Até mais, Emerson Garcia

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    Respostas
    1. Que bom que você tenha gostado do poema. Boa semana. Abraço!

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