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Poema: Melodia das Ruínas

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Melodia das Ruínas A melodia ecoa, vem contar o que o tempo, cruel, ia perder. Mistérios de além-mar a guiar, cidades que nasceram e fenecer. Castelos no ar, de pedra e caos, não carne como o homem, nobre animal. Muros sem fé, surdos ao vendaval, enquanto o vento assobia seu ritual. Por ruínas destroçadas, o som vai dançar, dando lugar ao sonho de eternizar. Velha canção repete sem cessar, para paredes que não vão escutar. Carne humana, frágil e mortal, contra a pedra que resiste, mas vai ruir. Babilônia afoga na maré fatal, e a voz insiste hora de abrir, de ouvir. Uma janela surge no muro surdo, para o acordar que o tempo vai me chamar. A melodia persiste, em reflexo profundo, poucas chances restam para ousar. A melodia ecoa, fraca e a chorar, contando o que o tempo devora sem fim. Mistérios de além-mar, perdidos no ar, cidades que nasceram e sumiram no sim. Castelos de fumaç...

Poema: Cheiro de Terra Molhada Misturada ao Desejo

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir!



Poema: Cheiro de Terra Molhada Misturada ao Desejo



A chuva cai, não apenas sobre a terra.

Mas sobre a pele que arde de vontade.

Cada gota é um sussurro, um arrepio.

Um convite silencioso para o corpo e a alma se entregarem.

Ela desliza pelos contornos, pelos sentidos.

Como mãos invisíveis que despertam o desejo.

Molhando pensamentos, incendiando corações.

Transformando o toque da água em fogo que percorre veias.

O cheiro da terra molhada se mistura à volúpia.

Cada aroma desperta memórias esquecidas.

Onde carne e espírito se encontram.

E a paixão não conhece limites, nem tempo.

As folhas tremem lá fora, mas é o corpo que vibra aqui dentro.

Os rios correm, mas é o sangue que acelera.

E a chuva, testemunha silenciosa, abençoa.

A entrega total, visceral, sem reservas.

O som da chuva no telhado é agora batida de coração.

Ritmo que guia a dança do desejo.

Cada respiração, cada toque, cada arrepio.

Se entrelaça com o murmúrio sagrado do céu.

Chuva, tu és semente, energia, vida e testemunha.

Molha a alma, devora a razão, desperta o corpo.

Ensina que amar é também consumir e ser consumido.

Que a fusão é inevitável quando dois mundos se reconhecem um no outro. 




É isso! Até a próxima!



Autoria: Luciano Otaciano

Comentários

  1. Querido Luciano,

    Confesso que, ao ler tuas palavras, senti-me inclinada a olhar pela janela, não para confirmar a chuva, mas para verificar se o mundo permanecia em seu devido lugar depois de tamanha intensidade. Há almas que descrevem a natureza; outras, como a tua, parecem negociá-la, convencendo-a a conspirar a favor dos sentimentos mais profundos.

    Tua escrita não pede licença: ela entra, ocupa, envolve. E ainda que alguns defendam a prudência como virtude maior, não posso deixar de reconhecer que existe certo encanto perigosamente sedutor, é verdade em quem se permite sentir sem economias. A chuva, em teu texto, não molha apenas o chão: ela justifica, absolve e quase educa o desejo.

    Se me permites uma observação honesta
    (e espero que sim, pois a franqueza é uma das poucas ousadias socialmente aceitáveis), diria que teu maior mérito não está na chama que acendes, mas na convicção com que acreditas que ela merece existir. Isso, convenhamos, é coisa rara e, para alguns, irresistível.

    Com estima e curiosidade,
    Uma leitora atenta😜
    Fernanda

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    Respostas
    1. Oi, Fernanda! Muito obrigado por sentir profundamente minha escrita, infelizmente grande parte dos leitores não se permitem irem fundo, mas faz parte. E uma honra imensa ter uma leitora atenta como você é. Grande abraço amiga.

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  2. Bela poesia. Gostei bastante.

    Boa semana!

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    Até mais, Emerson Garcia

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    Respostas
    1. Que bom que você tenha gostado do poema. Boa semana. Abraço!

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