Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: O Chamado da Lua Lua, soberana do silêncio e do mistério. Guardiã das marés e das emoções. Eu me coloco diante de ti. Nu de máscaras, inteiro de alma. Ilumina os cantos escuros do meu ser. Acaricia com tua luz fria o fogo que arde dentro de mim. Torna-o chama sapiente, não ferida — faça dele farol, não labareda cega. Que teus ciclos me ensinem paciência. Que tuas fases me mostrem que até a ausência é apenas um prelúdio do retorno. Que, sob tua vigília, meus desejos encontrem caminho. Que minha carne e minha alma dancem em harmonia sob tua luz. Lua, minha confidente, escuta o chamado que te faço agora. Guarda meus sonhos. Guia meus passos, e, quando a hora for madura, leva-me ao encontro do inestimável que é meu destino. Assim seja, sob tua eterna luz que clareia o abismo profundo. É isso! Até a próxima! Autoria: Luciano Otaciano
Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: O Eu Encarnado O eu encarnado não é mentira, mas também não é verdade final. É aparato. É nome provisório. É aparência suficiente para percorrer o mundo. Serve para amar. Errar. Trabalhar. Desejar corpos. Sentir medo. Sentir prazer. Serve para viver. Mas não é quem vive. O eu encarnado nasce para atuar, não para continuar. É um cargo temporário assumido pela consciência enquanto dura o corpo. Por isso sofre quando quer ser eterno. Por isso cansa quando se acredita absoluto. Quando lembrado como função, relaxa. Quando abandonado como identidade, silencia. Nada nele precisa ser salvo, porque nada nele é crucial. E ainda assim — tudo nele é necessário. O eu encarnado é a ligação, não o destino. É a roupa do sentir, não o sentir. É a voz, não o que escuta. Quando cair, não haverá perda — apenas término de uso. O que foi inquestionável não vestia o eu. O que foi vivido ...