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Mostrando postagens de janeiro, 2026

Poema: O Chamado da Lua

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema:  O Chamado da Lua Lua, soberana do silêncio e do mistério. Guardiã das marés e das emoções. Eu me coloco diante de ti. Nu de máscaras, inteiro de alma. Ilumina os cantos escuros do meu ser. Acaricia com tua luz fria o fogo que arde dentro de mim. Torna-o chama sapiente, não ferida — faça dele farol, não labareda cega. Que teus ciclos me ensinem paciência. Que tuas fases me mostrem que até a ausência é apenas um prelúdio do retorno. Que, sob tua vigília, meus desejos encontrem caminho. Que minha carne e minha alma dancem em harmonia sob tua luz. Lua, minha confidente, escuta o chamado que te faço agora. Guarda meus sonhos. Guia meus passos, e, quando a hora for madura, leva-me ao encontro do inestimável que é meu destino. Assim seja, sob tua eterna luz que clareia o abismo profundo. É isso! Até a próxima! Autoria: Luciano Otaciano 

Poema: O Eu Encarnado

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: O Eu Encarnado  O eu encarnado não é mentira, mas também não é verdade final. É aparato. É nome provisório. É aparência suficiente para percorrer o mundo. Serve para amar. Errar. Trabalhar.  Desejar corpos. Sentir medo. Sentir prazer. Serve para viver. Mas não é quem vive. O eu encarnado nasce para atuar, não para continuar. É um cargo temporário assumido pela consciência enquanto dura o corpo. Por isso sofre quando quer ser eterno. Por isso cansa quando se acredita absoluto. Quando lembrado como função, relaxa. Quando abandonado como identidade, silencia. Nada nele precisa ser salvo, porque nada nele é crucial. E ainda assim — tudo nele é necessário. O eu encarnado é a ligação, não o destino. É a roupa do sentir, não o sentir. É a voz, não o que escuta. Quando cair, não haverá perda — apenas término de uso. O que foi inquestionável não vestia o eu. O que foi vivido ...

Poema: Quando o Tempo Descansa

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Quando o Tempo Descansa O tempo não passa. Ele se posiciona. Corre apenas quando o empurramos com medo de acabar. Na quietude, o tempo aprende a permanecer. A finitude não é urgência. É dimensão. É o contorno que permite que algo seja tocado antes de desaparecer. Sem fim, não há aparição. A vida não pede impaciência. Pede percepção. A quietude não é ausência de movimento. É movimento sem atrito. É quando nada precisa avançar para estar vivo. Tudo o que insiste em durar cansa. Tudo o que aceita terminar repousa. O fim não rouba o vivido. Apenas o fecha. E o que foi fechado com exatidão não pesa. Quando o tempo descansa, não há futuro a temer nem passado a sustentar. Há apenas isto — respirando sem nome, sem promessa, sem falta. E isso basta. É isso! Até a próxima! Autoria: Luciano Otaciano 

Conto: Canção Noturna

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: Canção Noturna I A noite me encontrou nu, tanto na pele quanto na alma. O ar denso da cidade parecia colar-se ao meu corpo, cada som distante vibrando dentro do meu peito como um lembrete de que o mundo continuava girando, indiferente ao meu desejo. Ela chegou sem aviso, e, no instante em que nossos olhares se cruzaram, senti o peso do inevitável: a carnificina de todos os meus autocontroles. Minhas mãos a buscaram antes mesmo da voz, traçando o contorno do seu ombro, deslizando por sua nuca, descobrindo cada linha como se fossem mapas remotos e proibidos. O cheiro dela invadia meus pulmões, e eu me perdi, completamente, sem resistência. O frio da noite contrastava com o calor que acendia minha pele, fazendo meu corpo inteiro vibrar em expectativa e medo. Quando nossos lábios se tocaram, não havia doçura. Havia urgência, quase violência, um consumo que não podia ser retardado....

Poema: O Sacerdote do Invisível

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! O Sacerdote do Invisível  No templo do silêncio, onde o pedaço é profundo.  Um sacerdote caminha, entre sombras do mundo.   Vestido de mistério, com olhos de estrelas. Ele fala com o vento, e ouve as donzelas.   Com mãos de sabedoria, ele toca o etéreo. Revela os segredos do que é misterio e assustador.   As preces são sussurros, as oferendas, as folhas.   Que dançam ao ritmo das antiquadas escolhas.   Ele sabe que a vida é mais do que se vê.   Que o amor é um fio que nos tece, sem querer.   Em cada batida do coração sagrado.   Ele escuta as vozes de um mundo encantado.   Na penumbra suave, onde a luz se esconde.  Ele guia as almas que o destino responde.   Com a calma de um sábio, ele ensina a crer. Que o invisível existe, é preciso saber.   E ao final da cami...

Cuidado Com o Apego

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão por aqui. Vem conferir! Cuidado Com o Apego O vício, essa força intrigante e complexa, se ergue como um enigma a ser desvendado. É prudente que voltemos a atenção ao nosso padrão vibratório, esse sutil reflexo de nossas decisões, que nos guia em momentos que demandam cautela. Sem que nos demos conta, o apego se transforma em um vício insidioso. Somos os mestres de nossa existência e de nosso caminho evolutivo. É imperativo cultivar uma vigilância extrema sobre a moderação em nossas ações, reconhecendo a gravidade do medo, que pode nos reduzir a meras sombras. Quando julgamos os atos alheios, perdemos de vista a particularidade de cada ser, especialmente em relação à decepção. Um zelo cuidadoso deve ser dedicado ao apego e à sua contraparte, o desapego. O que possuímos no plano material é, na verdade, um empréstimo temporário, destinado a nos ensinar e guiar em nossa caminhada. Ao partirmos, nada levamos ...

Resenha: Tenda dos Milagres

LIVRO: TENDA DOS MILAGRES ANO DE LANÇAMENTO: 2008 AUTOR: JORGE AMADO EDITORA: COMPANHIA DAS LETRAS  NÚMERO DE PÁGINAS: 320 CLASSIFICAÇÃO: ☆☆☆☆☆ Sinopse: Na Tenda dos Milagres, na ladeira do Tabuão, em Salvador, onde o amigo Lídio Corró mantém uma modesta tipografia e pinta quadros de milagres de santos, o mulato Pedro Archanjo atua como uma espécie de intelectual orgânico do povo afro-descendente da Bahia. Autodidata, seus estudos sobre a herança cultural africana e sua defesa entusiástica da miscigenação abalam a ortodoxia acadêmica e causam indignação entre a elite branca e racista. A história é contada retrospectivamente, em dois tempos. Em 1968, a passagem por Salvador de um célebre etnólogo americano admirador de Archanjo desencadeia um revival de sua vida e obra. Para a comemoração do centenário de nascimento do herói redescoberto, arma-se todo um circo midiático. Contrapondo-se a essa apropriação política da imagem de Archanjo, sua trajetória é narrada paralelamente como foi...

A Felicidade Não Usa Maquiagem

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão por aqui. Vem conferir! A Felicidade Não Usa Maquiagem    Tem gente que gosta de colecionar carcaça. Guarda amor morto no fundo da gaveta, empacota promessas vencidas em caixas bonitas, cheias de laço.  Eu já fiz muito isso. Com a cara amassada, uma garrafa de vinho caro pela metade e a lembrança de um “eu te amo” que expirou sem aviso prévio.  A verdade é que apegar-se ao que apodrece é a arte de arrancar a própria pele com as unhas.  Sofrer vira rotina, igual acender um cigarro depois do sexo — mesmo quando o sexo não foi dos melhores.  O ser humano tem essa tara em carregar cadáver emocional como se fosse medalha da Segunda Guerra Mundial.  Mas o velho sábio — aquele senhorzinho careca que vive na esquina da vida, jogando xadrez e você o ignora como se ele fosse a própria morte  cuspindo no chão — esse aprendeu o truque. Ele não se interessa pelo que morre. Nem ...

Poema: Melodia das Ruínas

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Melodia das Ruínas A melodia ecoa, vem contar o que o tempo, cruel, ia perder. Mistérios de além-mar a guiar, cidades que nasceram e fenecer. Castelos no ar, de pedra e caos, não carne como o homem, nobre animal. Muros sem fé, surdos ao vendaval, enquanto o vento assobia seu ritual. Por ruínas destroçadas, o som vai dançar, dando lugar ao sonho de eternizar. Velha canção repete sem cessar, para paredes que não vão escutar. Carne humana, frágil e mortal, contra a pedra que resiste, mas vai ruir. Babilônia afoga na maré fatal, e a voz insiste hora de abrir, de ouvir. Uma janela surge no muro surdo, para o acordar que o tempo vai me chamar. A melodia persiste, em reflexo profundo, poucas chances restam para ousar. A melodia ecoa, fraca e a chorar, contando o que o tempo devora sem fim. Mistérios de além-mar, perdidos no ar, cidades que nasceram e sumiram no sim. Castelos de fumaç...

Conto: Anastácio

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: Anastácio  I Esqueceste, não foi? Esqueceste que sou tua mulher. Pois então, assenta esse corpo fatigado e encara, com os olhos bem abertos, a sentença que te cabe. Sou aquela com quem tu selaste pacto diante do altar de uma igrejinha simplória— onde o amor, idiota e esperançoso, ainda ousava se vestir de domingo. Eu, a que suportou tua ausência mesmo quando estavas presente; teus silêncios que transbordavam desculpas mal paridas; tua falta de norte disfarçada em pose de artista incompreendido. E agora, agora ousas tratar-me como sombra incômoda presa na sola de teus sapatos gastos — sombra que arrastas pelas calçadas da tua fuga. Sim, tua fuga. Covarde, silenciosa, disfarçada de liberdade. Tu, rodeado por essa fauna esnobe de cabeças ocas que sorvem café frio enquanto discutem Nietzsche como se mastigassem o próprio céu. Tu, sempre tu: tentando convencer o mundo — e talv...

O Jogo dos Fortes

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir! O Jogo dos Fortes     Brasil. Terra quente, gente quente, e uma estranha mania de confundir canalhice com esperteza.  Aqui, homem que conhece a lei é frouxo. Fraco. Um bundão de terno e pasta de couro.  Mas quem grita isso normalmente é o mesmo que vai chorar no colo do contador quando a Receita bate na porta ou quando o nome aparece na lista negra do banco.  A verdade nua, imunda e fedida é que seguir a lei nesse país não é moralismo.  É tática.  É sobrevivência.  É o jogo jogado por quem sabe que, a longo prazo, trapaceiro morre pobre e envergonhado — se não for antes pra cadeia com o rabo entre as pernas.  Vejo muito empresário com aquele brilho de malandro nos olhos — o tipo que acha que driblar a legislação é golpe de mestre.  Mas o que eles colhem depois é o triplo da pancada: multa, tempo perdido e um nome que fede mais...

Poema: O Astronauta de Minha Alma

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! O Astronauta de Minha Alma Em órbita distante, onde o tempo é um mito,  voa um astronauta, em busca do infinito.   Sua nave é feita de sonhos e esperanças.   E nas estrelas brilhantes, ele lança suas danças.   Com o coração pulsando, de coragem e fé.  Ele atravessa nebulosas, onde o silêncio é.   Cada planeta que toca, cada lua que vê.  É um reflexo da vida que ele ainda não foi.   As galáxias o chamam, com vozes de luz.   E ele responde, audaz, aos reflexos da cruz.   Na vastidão do cosmos, ele encontra seu lar.  E as constelações dançam, a lhe saudar.   Mas incrédulo, astronauta, não te esqueças de mim.  Pois aqui na Terra, eu também busco o fim.   Teus passos nas estrelas são os meus anseios. E nas noites sem fim, eu conto os meus meios.   Quando a gravidade...

Resenha: Calcinha Preta de Renda

CONTO: CALCINHA PRETA DE RENDA ANO DE LANÇAMENTO:2026 AUTOR: FABIANO CALDEIRA EDITORA: AMAZON NÚMERO DE PÁGINAS: 38 CLASSIFICAÇÃO: ☆☆☆☆☆ Sinopse: Bruna vai, toda gostosa, para o encontro amoroso mais intenso de toda a sua vida. De fala baixa, olhar tímido, ela carrega um sorriso cativante e a surpresa que deixa o macho doido de tesão: uma calcinha preta de renda! O plano era simples: distrair, mamar, abrir as portas para o crime. Mas as aparências enganam! A violência corre solta com sexo bruto, pancadaria, gozo e sangue. O leitor é levado a um verdadeiro inferno. Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de resenha por aqui. Vem conferir! Quem me conhece aqui há mais tempo sabe que sou fã de leitura e estou aberto a ler todos os gêneros literários. Para mim, não existe preconceito literário, e mesmo que eu não leia certos estilos com frequência, isso não significa que eu não possa dar uma chance a eles de vez em quando. Hoje, trago a resenha de um conto d...

Entre a Vontade e o Desejo

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão por aqui. Vem conferir! Entre a Vontade e o Desejo No vasto teatro da psique humana, onde as correntes eternas da consciência tecem padrões além da compreensão comum, o desejo não irrompe do vazio primordial como um capricho isolado. Ele surge, qual visão hipnótica de dimensões ocultas, como um impulso de magnitude quase cósmica, carregado de uma tensão primordial, sempre que as inquietações internas — reflexos de arcaicas harmonias interrompidas — tocam os recessos da mente. É como se o intelecto, incapaz de abarcar plenamente certo desconforto transitório, invocasse, por mecanismos arcanos e automáticos, um portal de evasão. Assim, o desejo não se ergue como a causa primordial de nossa inquietude; ele é, antes, sua consequência ressonante, o ápice final de um circuito emocional que se desenrola em camadas profundas e intrincadas. Toda manifestação de desejo porta em si o combustível de eras pretéritas:...

Poema: Vem Embora

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Vem Embora Vem embora agora, pra onde o desejo te leva.  Cria outra porta no pensamento que se eleva. Outras águas profundas pra mergulhar sem fim.  Vem, e não olhes pra trás, deixa o ontem sumir. Aquele mundo se foi, não o encontrarás mais. Teu futuro brilha nas estrelas, em raios de paz. Qualquer mago sussurra com voz de sabedoria. Alma não sente saudade do que não ousou vivenciar. Vem sem medo, alma livre, vem brincar no vento. Vem sorrir pro sol, vem correr no momento. Vem cantar as alegrias, vem fugir das sombras cinzentas. Vem viver o agora, vem voar pelas alturas distantes. Vem embora. Meu Amor. Vem embora agora, pra onde teu desejo me chama. Cria outra porta no teu pensamento, onde o amor se inflama. Outras águas quentes pra mergulharmos abraçados. Vem, e não olhes pra trás, deixa o ontem se dissipar no nada. Aquele mundo se perdeu, mas em ti eu me encontro c...

Poema: Enquanto a Alma Me Escapava Pelos Meus Olhos

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Enquanto a Alma Me Escapava Pelos Meus Olhos Foi durante a noite. Ou melhor foi durante a ausência de mim. Quando o sono não me carregava, mas sim me cuspia para fora do corpo, feito alguém que nunca pertenceu à própria carne. Eu me vi. Sim — me vi deitado. Pálido. Imóvel. Vazio. Como se a morte ensaiasse o meu corpo em silêncio. Meu espírito, ou sei lá o quê, flutuava por cima de mim como uma dor que não cabe. E eu sentia o peso do invisível me atravessando, como uma presença que não tinha nome mas me conhecia melhor que qualquer humano. Eu quis voltar. Mas não sabia como. Havia um medo absurdo de nunca mais habitar o corpo. Um medo que grita sem boca, que implora sem voz. E não havia ninguém para me chamar de volta. Só o escuro. Só o frio. Só a verdade nua de que há dimensões que não respeitam relógios, leis, religiões ou lógicas. Eu voltei. Aos trancos e barrancos. Com a al...

Virgem Maria OLHAI POR NÓS!

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir! Virgem Maria OLHAI POR NÓS!   Por qual razão os evangélicos se comportam de maneira similar aos ateus quando o tema são os milagres e manifestações de Maria? Tal ocorrência reside na circunstância de que, apesar do respeito e apreço pelos católicos, a preponderância do Evangelho de Cristo repousa em Deus, e não em Maria! Maria revelou-se uma figura exemplar, entretanto HUMANA, eleita por divina vontade para que o Redentor viesse ao mundo. O que costuma suscitar dificuldade de compreensão é o fato de que Maria compartilhava da mesma natureza humana que qualquer indivíduo e, se não fosse a intervenção divina para que Jesus encarnasse neste plano terreno através dela, ela teria conduzido uma vida absolutamente comum (casado, gerado filhos, cultivado amizades, e assim por diante). Talvez seja o vínculo materno, possivelmente uma medida de "humanização" do desígnio divino. Po...

Conto: Cidade do Fim do Mundo: Portal Pro Além Dimensão

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. O primeiro de 2026. Vem conferir! Conto: Cidade do Fim do Mundo: Portal Pro Além Dimensão  I Acordei sem saber que dia era. A luz do sol queimava meus olhos com um azul que lembrava seu olhar, aquele que só eu sei decifrar. Na cidade do fim do mundo, o tempo já não obedecia mais ao relógio dos homens. Tentei levantar, mas o peso do corpo era descomunal. Cada osso parecia preso por memórias que me mantinham ali, grudado ao chão frio e rachado do que um dia foi minha casa. Lá fora, o silêncio era ensurdecedor. Nenhum canto de pássaro, nenhum ruído de motor, nenhuma voz humana. Apenas o som do vento assobiando entre os escombros e a lembrança dos que um dia estiveram ali. Senti um arrepio percorrer minhas costas, como se alguém estivesse ali, guiando meus passos sem se mostrar. Lembro de ter sonhado com um trem, um túnel, um apito longínquo. Talvez tenha sido real. Talvez tudo fosse sonho agora....

Poema: Cheiro de Terra Molhada Misturada ao Desejo

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Cheiro de Terra Molhada Misturada ao Desejo A chuva cai, não apenas sobre a terra. Mas sobre a pele que arde de vontade. Cada gota é um sussurro, um arrepio. Um convite silencioso para o corpo e a alma se entregarem. Ela desliza pelos contornos, pelos sentidos. Como mãos invisíveis que despertam o desejo. Molhando pensamentos, incendiando corações. Transformando o toque da água em fogo que percorre veias. O cheiro da terra molhada se mistura à volúpia. Cada aroma desperta memórias esquecidas. Onde carne e espírito se encontram. E a paixão não conhece limites, nem tempo. As folhas tremem lá fora, mas é o corpo que vibra aqui dentro. Os rios correm, mas é o sangue que acelera. E a chuva, testemunha silenciosa, abençoa. A entrega total, visceral, sem reservas. O som da chuva no telhado é agora batida de coração. Ritmo que guia a dança do desejo. Cada respiração, cada toque, cada ...

Que 2026 Venha na Maciota

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir a primeira postagem do Ano Novo! Que 2026 Venha na Maciota Nos encontramos, guiados por algo maior, neste imenso Brasil, uma terra rica em cultura e espiritualidade, onde as lições eternas da alma se revelam em ciclos renovados. Estamos aqui para explorar nossas caminhadas espirituais, para entender como podemos superar a ignorância e reavaliar os ensinamentos de Jesus, que é uma luz para todos nós. Ele veio ao mundo como um grande idealista, trazendo mensagens que nos ajudam a evoluir. Porém, ao longo do tempo, as religiões se envolveram em conflitos que ecoam as remotas guerras. Aqui, no Brasil, encontramos um espaço de paz onde podemos reviver sabedorias perdidas e unir diferentes crenças. As tradições ocidentais se misturam com as orientais, celebrando um Deus único, em uma bela tapeçaria de luz. Na Umbanda, vemos um sincretismo que une diversas correntes em harmonia. Através d...