Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir!
Poema: Melodia das Ruínas
A melodia ecoa, vem contar o que o tempo, cruel, ia perder.
Mistérios de além-mar a guiar, cidades que nasceram e fenecer.
Castelos no ar, de pedra e caos, não carne como o homem, nobre animal.
Muros sem fé, surdos ao vendaval, enquanto o vento assobia seu ritual.
Por ruínas destroçadas, o som vai dançar, dando lugar ao sonho de eternizar.
Velha canção repete sem cessar, para paredes que não vão escutar.
Carne humana, frágil e mortal, contra a pedra que resiste, mas vai ruir.
Babilônia afoga na maré fatal, e a voz insiste hora de abrir, de ouvir.
Uma janela surge no muro surdo, para o acordar que o tempo vai me chamar.
A melodia persiste, em reflexo profundo,
poucas chances restam para ousar.
A melodia ecoa, fraca e a chorar, contando o que o tempo devora sem fim.
Mistérios de além-mar, perdidos no ar, cidades que nasceram e sumiram no sim.
Castelos de fumaça, de pedra e silêncio frio, não carne como o homem, nobre e ferido.
Muros sem alma, sem fé, sem vazio, enquanto o vento uiva, esquecido e perdido.
Ruínas se curvam, o sonho apodrece,
eternidade falsa que o pó vai levar.
Canção velha geme, repete e enrubesce, para paredes surdas que nunca vão amar.
Carne humana, sangrenta e fugaz, contra a pedra imóvel que racha no breu.
Babilônia tomba no vendaval voraz, afogada na maré, sem adeus, sem adeus.
Uma janela? Talvez, no muro cego e mudo, mas o acordar vem tarde, em sombra sem cor.
A voz se desfaz no silêncio agudo, poucas chances e o nada a devorar.
É isso! Até a próxima!
Autoria: Luciano Otaciano
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