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O Jogo dos Fortes

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir! O Jogo dos Fortes     Brasil. Terra quente, gente quente, e uma estranha mania de confundir canalhice com esperteza.  Aqui, homem que conhece a lei é frouxo. Fraco. Um bundão de terno e pasta de couro.  Mas quem grita isso normalmente é o mesmo que vai chorar no colo do contador quando a Receita bate na porta ou quando o nome aparece na lista negra do banco.  A verdade nua, imunda e fedida é que seguir a lei nesse país não é moralismo.  É tática.  É sobrevivência.  É o jogo jogado por quem sabe que, a longo prazo, trapaceiro morre pobre e envergonhado — se não for antes pra cadeia com o rabo entre as pernas.  Vejo muito empresário com aquele brilho de malandro nos olhos — o tipo que acha que driblar a legislação é golpe de mestre.  Mas o que eles colhem depois é o triplo da pancada: multa, tempo perdido e um nome que fede mais...

O Jogo dos Fortes

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir!



O Jogo dos Fortes  

 


Brasil. Terra quente, gente quente, e uma estranha mania de confundir canalhice com esperteza. 

Aqui, homem que conhece a lei é frouxo. Fraco. Um bundão de terno e pasta de couro. 

Mas quem grita isso normalmente é o mesmo que vai chorar no colo do contador quando a Receita bate na porta ou quando o nome aparece na lista negra do banco. 

A verdade nua, imunda e fedida é que seguir a lei nesse país não é moralismo. 

É tática. 

É sobrevivência. 

É o jogo jogado por quem sabe que, a longo prazo, trapaceiro morre pobre e envergonhado — se não for antes pra cadeia com o rabo entre as pernas. 

Vejo muito empresário com aquele brilho de malandro nos olhos — o tipo que acha que driblar a legislação é golpe de mestre. 

Mas o que eles colhem depois é o triplo da pancada: multa, tempo perdido e um nome que fede mais que banheiro de terminal rodoviário às três da manhã. 

Enquanto isso, os tubarões de verdade — os grandes — nadam lisos. 

Dentro da lei. 

Porque sabem que processo judicial aqui é bicho ruim. Gruda e não larga. 

E cada processo é como ter uma pedra no sapato por anos. Às vezes, uma vida inteira. 

Você cresce manchado, mancando, enquanto seu concorrente vai abrindo caminho com o peito estufado e CNPJ limpo. 

Ser forte, de verdade, é jogar certo quando ninguém está olhando. 

É entender que a lei não é só uma cerca: é um mapa. 

Onde o burro vê limite, o esperto vê atalho legal. 

Onde o preguiçoso enxerga dor de cabeça, o estrategista encontra lucro.

Eu trabalhei com isso. 

Virei a mesa. 

Transformei essas pedras legais em armas. 

Sei do que falo por experiência própria, não teoria sem prática. 

Compliance não é camisa de força — é armadura. 

Quem entendeu isso, não apenas sobreviveu. 

Dominou. 

Cresceu. 

Engoliu os “espertos” pelo caminho. 

Então, da próxima vez que alguém lhe disser que seguir as regras é coisa de fraco, olha bem nos olhos dele. 

E sorri. 

Porque você sabe que, no fim das contas, o verdadeiro poder não tá em trapacear. 

Tá em dominar o jogo com as cartas certas.





É isso! Até a próxima!



Autoria: Luciano Otaciano 

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