Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir!
Poema: Quando o Tempo Descansa
O tempo não passa.
Ele se posiciona.
Corre apenas quando o empurramos com medo de acabar.
Na quietude, o tempo aprende a permanecer.
A finitude não é urgência.
É dimensão.
É o contorno que permite que algo seja tocado antes de desaparecer.
Sem fim, não há aparição.
A vida não pede impaciência.
Pede percepção.
A quietude não é ausência de movimento.
É movimento sem atrito.
É quando nada precisa avançar para estar vivo.
Tudo o que insiste em durar cansa.
Tudo o que aceita terminar repousa.
O fim não rouba o vivido.
Apenas o fecha.
E o que foi fechado com exatidão não pesa.
Quando o tempo descansa, não há futuro a temer nem passado a sustentar.
Há apenas isto — respirando sem nome, sem promessa, sem falta.
E isso basta.
É isso! Até a próxima!
Autoria: Luciano Otaciano
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