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A Felicidade Não Usa Maquiagem

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão por aqui. Vem conferir! A Felicidade Não Usa Maquiagem    Tem gente que gosta de colecionar carcaça. Guarda amor morto no fundo da gaveta, empacota promessas vencidas em caixas bonitas, cheias de laço.  Eu já fiz muito isso. Com a cara amassada, uma garrafa de vinho caro pela metade e a lembrança de um “eu te amo” que expirou sem aviso prévio.  A verdade é que apegar-se ao que apodrece é a arte de arrancar a própria pele com as unhas.  Sofrer vira rotina, igual acender um cigarro depois do sexo — mesmo quando o sexo não foi dos melhores.  O ser humano tem essa tara em carregar cadáver emocional como se fosse medalha da Segunda Guerra Mundial.  Mas o velho sábio — aquele senhorzinho careca que vive na esquina da vida, jogando xadrez e você o ignora como se ele fosse a própria morte  cuspindo no chão — esse aprendeu o truque. Ele não se interessa pelo que morre. Nem ...

A Felicidade Não Usa Maquiagem

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão por aqui. Vem conferir!



A Felicidade Não Usa Maquiagem 

 


Tem gente que gosta de colecionar carcaça. Guarda amor morto no fundo da gaveta, empacota promessas vencidas em caixas bonitas, cheias de laço. 

Eu já fiz muito isso. Com a cara amassada, uma garrafa de vinho caro pela metade e a lembrança de um “eu te amo” que expirou sem aviso prévio. 

A verdade é que apegar-se ao que apodrece é a arte de arrancar a própria pele com as unhas. 

Sofrer vira rotina, igual acender um cigarro depois do sexo — mesmo quando o sexo não foi dos melhores. 

O ser humano tem essa tara em carregar cadáver emocional como se fosse medalha da Segunda Guerra Mundial. 

Mas o velho sábio — aquele senhorzinho careca que vive na esquina da vida, jogando xadrez e você o ignora como se ele fosse a própria morte  cuspindo no chão — esse aprendeu o truque.

Ele não se interessa pelo que morre. Nem por gente, nem por sonho com data de validade. 

Ele bebe na fonte que não seca. Aquela coisa que não se explica, que não tem nome bonito nem  status no Instagram. 

Talvez seja silêncio. Talvez seja o prazer de ver o sol nascer sem obrigação de ser feliz. 

Talvez seja só o ato de continuar, mesmo sangrando por dentro. 

A felicidade, quando é de verdade, não usa maquiagem. 

E nem precisa pedir licença.




É isso! Até a próxima!



Autoria: Luciano Otaciano

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