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Resenha: O Mal Humano: A Arca

LIVRO: O MAL HUMANO: A ARCA  ANO DE LANÇAMENTO: 2017 AUTOR: JOEL G. GOMES EDITORA: AMAZON NÚMERO DE PÁGINAS: 43 CLASSIFICAÇÃO: ☆☆☆☆☆ Sinopse: O mundo está cheio de monstros horríveis que não olham a meios para atingir os seus fins. Monstros que violam as leis do Homem, as leis de Deus e as próprias leis do Universo. Monstros iguais a nós, que espelham a maldade que se esconde no coração humano. Neste episódio… ACEITA O QUE ACONTECEU Rui Alves cresceu habituado a não ter quaisquer privações. Afastado dos perigos do mundo por pais demasiado protectores, a sua realidade é destroçada quando um infeliz acidente de viação reclama a vida dos seus pais. Inconformado com essa perda, tudo o que ele quer é estar com eles uma última vez. NÃO QUEBRES AS TUAS REGRAS Na véspera do primeiro aniversário da morte da sua mulher Ana, tudo o que Valter Braz quer é estar com ela uma última vez. Preso a um dever que não pode abandonar, tem na sua posse uma forma de estabelecer encontros entre vivos e mor...

Poema: Nauseabundo Mendigo

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir!



Poema: Nauseabundo Mendigo



Coração partido, pedaços espalhados como fragmentos de um espelho quebrado, refletindo um orgulho ferido, eco surdo de um amor vencido, preso nas malhas do tempo que não perdoa.

Delírio fingido, palavras sussurradas no teu ouvido, como fantasmas que insistem em dançar no silêncio entre nós.

Espero teu sorriso, como quem espera o sol nascer após uma noite sem estrelas, mas o que me chega é o vazio, o frio de um olhar esquecido, que antes era abrigo e agora é abandono.

Nauseabundo mendigo, vago por ruas escuras da alma, perdido entre sombras, sem lugar para repousar o peito cansado.

Por mim caído, entrego os restos do que fui, fiz do teu peito abrigo — um castelo frágil erguido sobre a areia movediça da dúvida.

Brilho enfraquecido, tesouro perdido em cofres invisíveis, cobrado pela avareza do silêncio, o mais querido e cruel dos ladrões.

Mandíbula de paralelepípedo, defesa erguida contra o próprio desejo, incauto labirinto onde me perco, sem saída, sem caminho, a não ser o eco distante de um amor que se foi.



É isso! Até a próxima!



Autoria: Luciano Otaciano 

Comentários

  1. Lindo de ler. Parabéns pela genial inspiração poética
    .
    Muita saúde, paz e amor
    .

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  2. Lu,
    Que poema lindo e mais
    cheio de um puxar de suspiros.
    Amo poesia de todo meu ser.
    Obrigado por mais esse presente.
    Bjins
    CatiahôAlc.

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    Respostas
    1. Oi, Catiaho! É grande satisfação que recebo o comentário de seu apreço pelas poesias. Como é possível não se deixar envolver pela beleza que a poesia proporciona, não é mesmo? Agradeço pelo carinho amiga Catiaho. Abraço querida!

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  3. Olá Luciano.
    Que poema sentido e ao mesmo tempo lúdico.
    Com muitas imagens que parecem de um mundo fictício.
    Mandíbula de paralelepípedo, castelo erguido sobre a areia movediça da dúvida, cofres invisíveis, incauto labirinto.
    Lindas imagens.
    Muito bom.

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    Respostas
    1. Oi, André! Que bom que o poema tenha sido agradável pra ti. Abraço!

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  4. Luciano,

    que escrita intensa parece que cada verso vem pulsando, como se o coração, mesmo quebrado, ainda tentasse dizer alguma coisa entre os estilhaços. Há uma dor antiga aqui, mas também uma lucidez bonita: a de reconhecer que certos amores desabam não por falta de sentimento, mas por excesso de silêncios.

    Seu texto é daqueles que a gente lê devagar, porque cada imagem abre outra fresta. E, no fim, fica uma sensação estranha e verdadeira: o amor pode ir embora, mas o aprendizado dele continua caminhando conosco, mesmo quando tudo parece escuro.

    Profundo e muito bem escrito.
    Abraço querido,
    Fernanda

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    1. Oi, Fernanda! Aprecio imensamente seus comentários, pois são elaborados com uma sensibilidade que revela as delicadas camadas da existência, frequentemente invisíveis aos olhos da maioria. Essa percepção única é um vislumbre da profundidade da alma que toca o que a superfície do cotidiano é incapaz de mostrar. E você o faz com delicadeza e profundidade impecável. Abraço querida!

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  5. Oi Luciano, tudo bem?
    Arrasou no poema! Passou bem a sensação de angústia e busca.
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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    1. Oi, Priscila! Estou bem, e você? Obrigado. Que bom que você gostou. Abraço!

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  6. Querido amigo Luciano.
    Imagens pictóricas permeiam esse poema dolorido e belo que você escreveu. O poema retrata um amor vivido e vencido pelo passar do tempo, mas que deixou muitas lições de vida.
    Parabéns!
    Tenha um ótimo final de semana.
    bjs, marli

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    1. Oi, Marli! Você conseguiu captar perfeitamente a essência do poema. Lhe desejo um final de semana abençoado minha querida amiga. Abraço!

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  7. O poeta voa nas plavras da sua imaginação.
    Bom fim de semana.
    Abraço de amizade.
    Juvenal Nunes

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    Respostas
    1. Oi, Juvenal! Obrigado pela visita e comentário. Boa semana. Abraço!

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  8. Oi, Luciano. Tudo bem?
    Mais uma vez uma bela dança com as palavras criando um cenário em nossas mentes. Adorei!

    Tenha uma boa semana!

    Helaina (Escritora || Blogueira)
    https://hipercriativa.blogspot.com (Livros, filmes e séries)
    https://universo-invisivel.blogspot.com (Contos, crônicas e afins)

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    Respostas
    1. Oi, Helaina! Estou bem, e você? Que bom que tu gostas da minha poesia. Abraço e tenha uma ótima semana também.

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  9. Se Evaristo, do seu livro ELO, se metesse a poeta, seria assim.

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    Respostas
    1. Oi, Fabiano! É mesmo. Você é observador meu amigo. Abraço!

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  10. De uma profundidade sem tamanho. Gostei bastante.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

    Jovem Jornalista
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    Até mais, Emerson Garcia

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    Respostas
    1. Oi, Emerson! Obrigado meu amigo. Boa semana pra ti também. Abraço!

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