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Resenha: Calcinha Preta de Renda

CONTO: CALCINHA PRETA DE RENDA ANO DE LANÇAMENTO:2026 AUTOR: FABIANO CALDEIRA EDITORA: AMAZON NÚMERO DE PÁGINAS: 38 CLASSIFICAÇÃO: ☆☆☆☆☆ Sinopse: Bruna vai, toda gostosa, para o encontro amoroso mais intenso de toda a sua vida. De fala baixa, olhar tímido, ela carrega um sorriso cativante e a surpresa que deixa o macho doido de tesão: uma calcinha preta de renda! O plano era simples: distrair, mamar, abrir as portas para o crime. Mas as aparências enganam! A violência corre solta com sexo bruto, pancadaria, gozo e sangue. O leitor é levado a um verdadeiro inferno. Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de resenha por aqui. Vem conferir! Quem me conhece aqui há mais tempo sabe que sou fã de leitura e estou aberto a ler todos os gêneros literários. Para mim, não existe preconceito literário, e mesmo que eu não leia certos estilos com frequência, isso não significa que eu não possa dar uma chance a eles de vez em quando. Hoje, trago a resenha de um conto d...

Poema: Nauseabundo Mendigo

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir!



Poema: Nauseabundo Mendigo



Coração partido, pedaços espalhados como fragmentos de um espelho quebrado, refletindo um orgulho ferido, eco surdo de um amor vencido, preso nas malhas do tempo que não perdoa.

Delírio fingido, palavras sussurradas no teu ouvido, como fantasmas que insistem em dançar no silêncio entre nós.

Espero teu sorriso, como quem espera o sol nascer após uma noite sem estrelas, mas o que me chega é o vazio, o frio de um olhar esquecido, que antes era abrigo e agora é abandono.

Nauseabundo mendigo, vago por ruas escuras da alma, perdido entre sombras, sem lugar para repousar o peito cansado.

Por mim caído, entrego os restos do que fui, fiz do teu peito abrigo — um castelo frágil erguido sobre a areia movediça da dúvida.

Brilho enfraquecido, tesouro perdido em cofres invisíveis, cobrado pela avareza do silêncio, o mais querido e cruel dos ladrões.

Mandíbula de paralelepípedo, defesa erguida contra o próprio desejo, incauto labirinto onde me perco, sem saída, sem caminho, a não ser o eco distante de um amor que se foi.



É isso! Até a próxima!



Autoria: Luciano Otaciano 

Comentários

  1. Lindo de ler. Parabéns pela genial inspiração poética
    .
    Muita saúde, paz e amor
    .

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  2. Lu,
    Que poema lindo e mais
    cheio de um puxar de suspiros.
    Amo poesia de todo meu ser.
    Obrigado por mais esse presente.
    Bjins
    CatiahôAlc.

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    Respostas
    1. Oi, Catiaho! É grande satisfação que recebo o comentário de seu apreço pelas poesias. Como é possível não se deixar envolver pela beleza que a poesia proporciona, não é mesmo? Agradeço pelo carinho amiga Catiaho. Abraço querida!

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  3. Olá Luciano.
    Que poema sentido e ao mesmo tempo lúdico.
    Com muitas imagens que parecem de um mundo fictício.
    Mandíbula de paralelepípedo, castelo erguido sobre a areia movediça da dúvida, cofres invisíveis, incauto labirinto.
    Lindas imagens.
    Muito bom.

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    Respostas
    1. Oi, André! Que bom que o poema tenha sido agradável pra ti. Abraço!

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  4. Luciano,

    que escrita intensa parece que cada verso vem pulsando, como se o coração, mesmo quebrado, ainda tentasse dizer alguma coisa entre os estilhaços. Há uma dor antiga aqui, mas também uma lucidez bonita: a de reconhecer que certos amores desabam não por falta de sentimento, mas por excesso de silêncios.

    Seu texto é daqueles que a gente lê devagar, porque cada imagem abre outra fresta. E, no fim, fica uma sensação estranha e verdadeira: o amor pode ir embora, mas o aprendizado dele continua caminhando conosco, mesmo quando tudo parece escuro.

    Profundo e muito bem escrito.
    Abraço querido,
    Fernanda

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    1. Oi, Fernanda! Aprecio imensamente seus comentários, pois são elaborados com uma sensibilidade que revela as delicadas camadas da existência, frequentemente invisíveis aos olhos da maioria. Essa percepção única é um vislumbre da profundidade da alma que toca o que a superfície do cotidiano é incapaz de mostrar. E você o faz com delicadeza e profundidade impecável. Abraço querida!

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  5. Oi Luciano, tudo bem?
    Arrasou no poema! Passou bem a sensação de angústia e busca.
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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    1. Oi, Priscila! Estou bem, e você? Obrigado. Que bom que você gostou. Abraço!

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  6. Querido amigo Luciano.
    Imagens pictóricas permeiam esse poema dolorido e belo que você escreveu. O poema retrata um amor vivido e vencido pelo passar do tempo, mas que deixou muitas lições de vida.
    Parabéns!
    Tenha um ótimo final de semana.
    bjs, marli

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    1. Oi, Marli! Você conseguiu captar perfeitamente a essência do poema. Lhe desejo um final de semana abençoado minha querida amiga. Abraço!

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  7. O poeta voa nas plavras da sua imaginação.
    Bom fim de semana.
    Abraço de amizade.
    Juvenal Nunes

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    Respostas
    1. Oi, Juvenal! Obrigado pela visita e comentário. Boa semana. Abraço!

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  8. Oi, Luciano. Tudo bem?
    Mais uma vez uma bela dança com as palavras criando um cenário em nossas mentes. Adorei!

    Tenha uma boa semana!

    Helaina (Escritora || Blogueira)
    https://hipercriativa.blogspot.com (Livros, filmes e séries)
    https://universo-invisivel.blogspot.com (Contos, crônicas e afins)

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    Respostas
    1. Oi, Helaina! Estou bem, e você? Que bom que tu gostas da minha poesia. Abraço e tenha uma ótima semana também.

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  9. Se Evaristo, do seu livro ELO, se metesse a poeta, seria assim.

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    Respostas
    1. Oi, Fabiano! É mesmo. Você é observador meu amigo. Abraço!

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  10. De uma profundidade sem tamanho. Gostei bastante.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

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    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

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    Respostas
    1. Oi, Emerson! Obrigado meu amigo. Boa semana pra ti também. Abraço!

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