LIVRO: O MAL HUMANO: A ARCA
ANO DE LANÇAMENTO: 2017
AUTOR: JOEL G. GOMES
EDITORA: AMAZON
NÚMERO DE PÁGINAS: 43
CLASSIFICAÇÃO: ☆☆☆☆☆
Sinopse: O mundo está cheio de monstros horríveis que não olham a meios para atingir os seus fins. Monstros que violam as leis do Homem, as leis de Deus e as próprias leis do Universo. Monstros iguais a nós, que espelham a maldade que se esconde no coração humano.
Neste episódio…
ACEITA O QUE ACONTECEU
Rui Alves cresceu habituado a não ter quaisquer privações. Afastado dos perigos do mundo por pais demasiado protectores, a sua realidade é destroçada quando um infeliz acidente de viação reclama a vida dos seus pais. Inconformado com essa perda, tudo o que ele quer é estar com eles uma última vez.
NÃO QUEBRES AS TUAS REGRAS
Na véspera do primeiro aniversário da morte da sua mulher Ana, tudo o que Valter Braz quer é estar com ela uma última vez. Preso a um dever que não pode abandonar, tem na sua posse uma forma de estabelecer encontros entre vivos e mortos.
OU LIDA COM AS CONSEQUÊNCIAS
Quando estes dois caminhos se cruzam, ambos tentam aceitar que há regras a cumprir. Mas a dor e saudade que possuem são mais fortes que a razão. Mesmo que isso possa pôr em causa aquilo que mais se ama.
Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de resenha por aqui. Vem conferir!
Joel G. Gomes, autor de obras como "Um Cappuccino Vermelho" e "A Imagem", apresenta uma narrativa intrigante que entrelaça mistério, suspense e elementos sobrenaturais, inserida na vasta tapeçaria literária intitulada O MAL HUMANO.
A ARCA, como episódio inaugural da série, nos apresenta dois protagonistas: Rui Alves e Valter Braz. Suas trajetórias se entrelaçam em torno de uma arca enigmática, um objeto que possibilita encontros temporários entre os vivos e os que partiram. Rui Alves é um jovem que, após a trágica perda dos pais em um acidente de viação, anseia por um último vislumbre de suas presenças. Embora sua vida tenha sido confortável antes da tragédia, ele se vê agora imerso na dura realidade da perda e da saudade. Por sua vez, Valter Braz carrega a dor da perda de sua esposa, Ana, que se foi há quase um ano. Ele é o guardião da arca, um artefato que permite esses encontros entre mundos, mas que vem com regras estritas para seu uso. A obra mergulha em temas profundos, como a dor da ausência, a saudade persistente e a dificuldade de aceitar a inevitabilidade da morte. A arca se torna um símbolo da tentação de reviver o passado e da luta entre o desejo de estar com aqueles que amamos e a necessidade de seguir adiante. Movido pela saudade, Rui decide usar a arca para reviver momentos com seus pais, apenas para descobrir que o tempo lá dentro não se alinha com o mundo exterior. Valter, por sua vez, enfrenta seus próprios desafios internos enquanto protege a arca e as memórias que ela abriga. O encontro entre Rui e Valter revela a complexidade das emoções humanas diante da perda e a sedutora tentação de quebrar fronteiras sagradas. A narrativa, rica em descrições detalhadas, evoca um ambiente que, embora marcado por um certo desgaste, reflete o estado emocional de seus personagens. A prosa de Joel G. Gomes flui de maneira envolvente, equilibrando suspense psicológico com elementos sobrenaturais. A ambientação é realista, destacando o contraste entre a modernidade e as áreas degradadas da cidade, simbolizando também a jornada emocional dos protagonistas.
Em resumo, A ARCA transcende o horror tradicional, explorando a dor emocional e as responsabilidades inevitáveis. É uma introdução poderosa ao universo de O MAL HUMANO, preparando o leitor para os desdobramentos futuros da série. É isso leitores! Até a próxima!

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