Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de reflexão por aqui. Vem conferir!
A Eternidade, ou o Infinito de Cada Instante
É curioso pensar na eternidade. Quando falamos de algo eterno, logo nos vem à mente uma ideia de algo que se arrasta sem fim, uma sucessão sem começo ou término, algo como uma linha reta que não conhece a curva do fim. Mas talvez a eternidade não seja bem isso. Talvez seja a ausência do tempo. Não uma sucessão interminável de momentos, mas algo mais próximo da quietude de um instante suspenso, onde não há pressa, nem relógios, nem datas. O erro de associarmos a eternidade à ideia de um TEMPO QUE NUNCA ACABA nos impede de ver sua verdadeira face. A eternidade, quando pensada como um momento sem tempo, perde sua linearidade e se dissolve no presente — um agora que nunca se repete, mas que também nunca desaparece. Perceba que a eternidade não está no que será, ou no que foi. Ela mora, de fato, no agora. No instante fugaz em que nos perdemos na contemplação de um simples gesto, num sorriso que se prolonga infinitamente, ou num olhar que parece entender o que está além da compreensão. Talvez o verdadeiro significado da eternidade seja este; a capacidade de viver cada momento como se fosse o único, mas sem a ilusão de que ele tenha um fim. É o peso do agora, a densidade que ele carrega ao não ser uma preparação para o futuro ou uma recordação do passado. O tempo, que nos consome e nos martela com seus ponteiros incansáveis, desaparece quando realmente somos capazes de vivê-lo sem pressa. E assim, nos tornamos parte dessa eternidade sem a preocupação de que ela precisa durar para sempre. Pois, no fim das contas, a eternidade não é uma questão de duração, mas de existência. Estar ali, no exato ponto onde o relógio não conta, onde a sequência de minutos não tem mais importância. E, ao viver esse instante, nos tornamos infinitos.
Essa é a verdadeira eternidade; não o que existe além do tempo, mas o que está, paradoxalmente, na ausência dele.
É isso! Até a próxima!
Autoria: Luciano Otaciano
Olá Luciano, ótimo texto, realmente pensar em algo que não tenha começo nem fim marca, justamente, a necessidade de sabermos viver cada momento como se fosse o único... Eu vivo assim....abraços!
ResponderExcluirOi, Ana Lucia! Que mais pessoas possam viver assim, não é? Um fraterno abraço!
ExcluirÉ realmente uma excelente reflexão!
ResponderExcluirBjxxx,
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Muito obrigado Teresa! Um fraterno abraço!
ExcluirOlá, Luciano, mas que texto excelente e lindo!
ResponderExcluirJá pensei, me desgastei pensando nessa finitude,
como seria, mas queimei minhas pestanas ao buscar o
entendimento. E dou de cara com um texto tão maravilhoso,
reflexivo, e um tanto calmo! A ausência do tempo, sem relógios,
sem datas!
A eternidade não está nem no passado, nem no futuro, está no agora!
Olha que lindo, Luciano!
Na verdade, esse sonhar com a eternidade é angustiante, incomoda,
nos faz temer e jamais sonhar. Deixa-nos a impressão que essa nossa vida
aqui é uma passagem, e logo ali sucumbirá e iremos pra cima ou pra baixo?
Teria tanto a refletir sobre esse belo assunto que resolveste peitar!
Aplaudo daqui, e continuarei a pensar nesse teu texto tão verdadeiro, tão sério
e que nos desafia a entender um pouco mais da vida. Para o que viemos, qual
o sentido? Jamais entenderei. Mas gostaria de saber...
Abraços, querido amigo, uma boa semana.
Oi, Tais! O tema em questão é verdadeiramente cativante, não acha? Ao menos, eu me sinto inclinado a discorrer sobre ele com grande entusiasmo. Desejo-lhe uma semana repleta de tranquilidade e produtividade, que a paz lhe acompanhe durante toda semana, onde cada dia se desdobre em novas possibilidades. Muito obrigado pelo seu comentário. Um fraterno abraço amiga Taís.
ExcluirLuciano, a tal eternidade depois de morrermos aqui deve ser chata pra caramba!
ResponderExcluirA ideia de reencarnação é mais legal.
Viver a infância n ovamente, a juventude e errar e levantar, errar e levantar, errar e levantar novamente.
Sei lá... Tem gente que prefere acreditar na eternidade no céu... Deve ser charo pra caramba!
Uma boa reflexão, amigo.
Oi, André! É uma possibilidade intrigante amigo, e em ambas as conjecturas, a incerteza do que se desdobra após a morte permanece como um mistério profundo. De qualquer forma, percebo que acreditar em qualquer uma dessas possibilidades é válido, desde que o fervor desmedido não envolva o espírito humano, permitindo assim uma reflexão tranquila sobre o desconhecido que nos aguarda. Um abraço!
ExcluirÉ. A eternidade é existência. Nem tanto do futuro, mas do agora sem se atrelar ao tempo. Também vejo essa possibilidade. Gosto de pensar assim.
ResponderExcluirOi, Fabiano! Exatamente!. Não tenho como discordar de você. Um abraço amigo Fabiano.
ExcluirSim temos que viver a cada momento, viver agora no presente, Luciano um texto pra refletir desejo uma feliz quinta-feira abraços.
ResponderExcluirOi, Lucimar! É isso querida. Muito obrigado por deixar seu comentário por aqui. Tenha uma feliz quinta-feira também. Um fraterno abraço!
ExcluirOi, Luciano. Tudo bem? Sempre que ouço falar sobre o infinito eu lembro de um professor ter dito uma vez que nosso cérebro não consegue imaginar o infinito. Ele precisa criar limites, transições. Gostei da sua reflexão e da conclusão paradoxal a qual você chegou.
ResponderExcluirTenha uma boa semana!
Até breve;
Helaina (Escritora||Blogueira)
https://hipercriativa.blogspot.com (Livros, filmes e séries)
https://universo-invisivel.blogspot.com (Contos, crônicas e afins)
Oi, Helaina! Estou bem e você? É exatamente isso do ponto de vista funcional e estrutural que o cérebro humano funciona. Que bom que você tenha gostado da reflexão amiga. Pra ti uma semana abençoada e de paz. Um fraterno abraço!
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