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A Eternidade, ou o Infinito de Cada Instante

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão por aqui. Vem conferir! A Eternidade, ou o Infinito de Cada Instante É curioso pensar na eternidade. Quando falamos de algo eterno, logo nos vem à mente uma ideia de algo que se arrasta sem fim, uma sucessão sem começo ou término, algo como uma linha reta que não conhece a curva do fim. Mas talvez a eternidade não seja bem isso. Talvez seja a ausência do tempo. Não uma sucessão interminável de momentos, mas algo mais próximo da quietude de um instante suspenso, onde não há pressa, nem relógios, nem datas. O erro de associarmos a eternidade à ideia de um TEMPO QUE NUNCA ACABA nos impede de ver sua verdadeira face. A eternidade, quando pensada como um momento sem tempo, perde sua linearidade e se dissolve no presente — um agora que nunca se repete, mas que também nunca desaparece. Perceba que a eternidade não está no que será, ou no que foi. Ela mora, de fato, no agora. No instante fugaz em que nos perdemo...

A Eternidade, ou o Infinito de Cada Instante

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão por aqui. Vem conferir!



A Eternidade, ou o Infinito de Cada Instante



É curioso pensar na eternidade. Quando falamos de algo eterno, logo nos vem à mente uma ideia de algo que se arrasta sem fim, uma sucessão sem começo ou término, algo como uma linha reta que não conhece a curva do fim. Mas talvez a eternidade não seja bem isso. Talvez seja a ausência do tempo. Não uma sucessão interminável de momentos, mas algo mais próximo da quietude de um instante suspenso, onde não há pressa, nem relógios, nem datas. O erro de associarmos a eternidade à ideia de um TEMPO QUE NUNCA ACABA nos impede de ver sua verdadeira face. A eternidade, quando pensada como um momento sem tempo, perde sua linearidade e se dissolve no presente — um agora que nunca se repete, mas que também nunca desaparece. Perceba que a eternidade não está no que será, ou no que foi. Ela mora, de fato, no agora. No instante fugaz em que nos perdemos na contemplação de um simples gesto, num sorriso que se prolonga infinitamente, ou num olhar que parece entender o que está além da compreensão. Talvez o verdadeiro significado da eternidade seja este; a capacidade de viver cada momento como se fosse o único, mas sem a ilusão de que ele tenha um fim. É o peso do agora, a densidade que ele carrega ao não ser uma preparação para o futuro ou uma recordação do passado. O tempo, que nos consome e nos martela com seus ponteiros incansáveis, desaparece quando realmente somos capazes de vivê-lo sem pressa. E assim, nos tornamos parte dessa eternidade sem a preocupação de que ela precisa durar para sempre. Pois, no fim das contas, a eternidade não é uma questão de duração, mas de existência. Estar ali, no exato ponto onde o relógio não conta, onde a sequência de minutos não tem mais importância. E, ao viver esse instante, nos tornamos infinitos.

Essa é a verdadeira eternidade; não o que existe além do tempo, mas o que está, paradoxalmente, na ausência dele.




É isso! Até a próxima!




Autoria: Luciano Otaciano 

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