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Poema: Nauseabundo Mendigo

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Nauseabundo Mendigo Coração partido, pedaços espalhados como fragmentos de um espelho quebrado, refletindo um orgulho ferido, eco surdo de um amor vencido, preso nas malhas do tempo que não perdoa. Delírio fingido, palavras sussurradas no teu ouvido, como fantasmas que insistem em dançar no silêncio entre nós. Espero teu sorriso, como quem espera o sol nascer após uma noite sem estrelas, mas o que me chega é o vazio, o frio de um olhar esquecido, que antes era abrigo e agora é abandono. Nauseabundo mendigo, vago por ruas escuras da alma, perdido entre sombras, sem lugar para repousar o peito cansado. Por mim caído, entrego os restos do que fui, fiz do teu peito abrigo — um castelo frágil erguido sobre a areia movediça da dúvida. Brilho enfraquecido, tesouro perdido em cofres invisíveis, cobrado pela avareza do silêncio, o mais querido e cruel dos ladrões. Mandíbula de paralele...

Incauto Labirinto

Coração partido
Orgulho ferido
Amor vencido
Delírio fingido
Palavras no teu ouvido
Esperando teu sorriso
Nauseabundo mendigo
Teu olhar esquecido
Por mim caido
Fiz do teu peito abrigo
Brilho enfraquecido
Tesouro perdido
Avareza mais querido
Mandíbula paralelepipedo
Incauto labirinto

Comentários

  1. Bela poesia! Adorei!
    Abraço
    http://estante-da-ale.blogspot.com

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  2. Olá, Luciano.
    Você escreve muito bem. Adorei. E é bom que é bem curtinho que dá para ler várias vezes e ficar meditando hehe.

    Prefácio

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  3. Respostas
    1. Oi, Fernanda. Fico muito feliz em te ver aqui no blog, apareça mais vezes. É sempre bom ter você com seus comentários inteligentíssimos. Beijos!

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