Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir!
Conto: O Abraço da Morte
Numa pequena cidadezinha do interior, cercada por majestosas montanhas que pareciam vigiar os habitantes, as histórias sobre a Morte eram sussurradas com um tom de reverência. Diziam que ela não se limitava a levar aqueles que já haviam cumprido sua caminhada, mas que também se aproximava dos vivos, trazendo consigo uma brisa que tocava a alma com uma serenidade profunda.
Certa noite, sob a luz prateada da lua cheia, Fabiana, uma moça sonhadora com a curiosidade pulsando em seu coração, decidiu explorar a floresta que envolvia sua cidadezinha. Desde pequena, ouvira relatos dos mais velhos, que falavam da Morte como uma figura envolta em um manto escuro. No entanto, na imaginação de Fabiana, a Morte era uma entidade que trazia um tipo de paz, não um fim a temer.
Enquanto caminhava, um arrepio percorreu sua espinha. A floresta parecia vibrar com vida, sussurrando segredos em uma língua antiga. Fabiana parou e fechou os olhos, respirando profundamente. Foi nesse momento que a viu; uma figura alta e esquelética, envolta em sombras sutis, flutuando entre as árvores.
— Você não deve temer — disse a Morte, sua voz suave como um sussurro ao vento. — Venho em busca de compreensão.
Em vez de recuar, Fabiana se aproximou, intrigada.
— Por que você é temida? — perguntou, com o coração pulsando rápido.
A Morte sorriu, um gesto que misturava tristeza e gentileza.
— Sou apenas a passagem para o que vem a seguir. Muitos me percebem como o fim, mas sou, na verdade, o início de algo novo. Muitas vezes venho para consolar os que permanecem, mas minha essência é mal interpretada.
Ela estendeu a mão, e Fabiana hesitou. O toque da Morte era frio, mas não causava dor. Era como um abraço que acalmava as tempestades interiores. Fabiana sentiu uma onda de serenidade lavá-la, como se todas as suas inquietações se dissipassem.
— O que acontece quando você leva alguém? — indagou Fabiana, com a curiosidade iluminando seus olhos.
— Eu não levo, eu guio — respondeu a Morte. — Cada alma possui um caminho a seguir, e eu apenas ajudo a encontrar a luz.
Com essas palavras, Fabiana começou a perceber que a Morte não era um monstro, mas uma parte essencial da tapeçaria da vida. Olhando em volta, admirou a beleza efêmera que a cercava.
— Então você veio me ensinar? — perguntou, seus olhos brilhando de curiosidade pueril.
— Sim, moça. Aprender a valorizar a vida é o primeiro passo para aceitar a morte. Um não existe sem o outro.
A Morte a envolveu em um abraço mais uma vez. Fabiana sentiu um calor inesperado, como se a vida pulsasse dentro daquele abraço gélido. Quando finalmente se afastaram, a Morte sorriu, a expressão serena.
— Não tenha medo de mim. Sou a sombra que te acompanha, o ciclo que nunca se encerra. Quando seu tempo chegar, você verá que sou apenas uma amiga, não uma inimiga.
Com essas palavras, a figura começou a se dissolver na escuridão da floresta. Fabiana permaneceu ali, sozinha, mas não assustada. Retornaria para casa com uma nova compreensão sobre a vida e a morte. Na manhã seguinte, quando acordou, o sol brilhava de maneira mais intensa. Fabiana sabia que cada momento era precioso, e que a vida, com todos os seus altos e baixos, era um presente a ser vivido. O abraço da Morte havia lhe ensinado a dançar com a vida, ciente de que cada passo era um ato de coragem. Assim, em vez de temer a Morte, Fabiana a acolheu como uma parte inevitável de sua caminhada, celebrando cada dia como uma nova oportunidade para amar, ser amada e feliz.
É isso! Até a próxima!
Autoria: Luciano Otaciano
Lindo conto,Luciano e com certeza, após essa experiência, Fabiana percebeu que encarar a MORTE com naturalidade, faz melhor encarar a vida! abraços, lindo fds! chica
ResponderExcluirOi, Chica! Bom dia! Que bom que gostou do conto. Obrigado por comentar aqui, viu. Que seu fim de semana seja lindo e ensolarado também. Um fraterno abraço querida!
Excluir