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Poema: Desmembrado

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Desmembrado És vício — prece acesa na penumbra, oração que arde sem pedir perdão; fogo sagrado sob a pele, uma brasa que faz morada no meu coração. És meu temor mais antigo e sua sombra, luz que se insinua por detrás da cruz; o galo fende a noite com seu canto e, no dilúculo, me arrasta para onde vais. És cura — e a febre que me desatina, vento contrário à bússola e ao cais; meu castigo, meu abrigo mais secreto, a dupla face da maçã; doçura e mal. Teu nome corre em minhas veias, rubro, como um incêndio a ensinar-me a respirar; e o ar, que embala o sonho e a vertigem, faz do desejo um jogo sem lugar. Em cacos, entrego-me ao desenho do destino; abraço a dor, celebro o que não sei. Aceito o teu céu e o teu inferno, o amor que queima — e ao queimar, me faz. Desmembrado, sou inteiro em ti; paradoxo onde me desfaço e permaneço, perdição que acolho como casa, abismo em que me encontr...

Poema: Desmembrado

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir!



Poema: Desmembrado



És vício — prece acesa na penumbra,

oração que arde sem pedir perdão;

fogo sagrado sob a pele, uma brasa

que faz morada no meu coração.


És meu temor mais antigo e sua sombra,

luz que se insinua por detrás da cruz;

o galo fende a noite com seu canto

e, no dilúculo, me arrasta para onde vais.


És cura — e a febre que me desatina,

vento contrário à bússola e ao cais;

meu castigo, meu abrigo mais secreto,

a dupla face da maçã; doçura e mal.


Teu nome corre em minhas veias, rubro,

como um incêndio a ensinar-me a respirar; e o ar, que embala o sonho e a vertigem, faz do desejo um jogo sem lugar.


Em cacos, entrego-me ao desenho do destino; abraço a dor, celebro o que não sei.

Aceito o teu céu e o teu inferno, o amor que queima — e ao queimar, me faz.


Desmembrado, sou inteiro em ti; paradoxo onde me desfaço e permaneço, perdição que acolho como casa, abismo em que me encontro e me desconheço.




É isso! Até a próxima!



Autoria: Luciano Otaciano

Comentários

  1. Muito lindo teu poema que de desmembrado nada tam. Parabéns pelo dia!
    abraços praianos, chica

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    Respostas
    1. Oi, Chica! Bom dia! Muito obrigado, viu. Curta bastante a praia porque ela traz renovação pra nossa alma, além do visual lindo. Um fraterno abraço querida

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