Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir!
O Novo Modos Operandis da Sociedade Contemporânea
Se você me conhece há mais tempo neste blog, sabe que nunca experimentei a paternidade. Não por falta de desejo ou afeição pelas crianças, mas, sim, por uma condição biológica que me impede de tal vivência, uma esterilidade que carrego desde os primórdios da minha existência. Este fato, aliás, foi o cerne do colapso de meu primeiro casamento. Contudo, isso pertence a um passado que já não me aflige, embora as memórias persistam em nós como ervas daninhas, alimentadas por nossa própria reflexão.
Se você é pai ou mãe, é provável que já tenha se deparado com questões inquietantes; quantas horas de tela são apropriadas? Quais aplicativos são dignos de confiança? Em que momento se deve oferecer um dispositivo móvel chamado celular? Seu filho é prisioneiro das telas ou simplesmente um ser humano em meio aos novos tempos? O impacto das telas, da internet e das redes sociais – em suma, dos algoritmos que permeiam nossa existência – na arte de ser pai ou mãe é inegável. Que mãe ou pai se sente verdadeiramente preparado para enfrentar tais desafios?
À minha maneira de perceber, criar e educar uma criança nos dias de hoje é uma tarefa que parece mais pesada do que em eras passadas. Não porque o ato de criar sempre tenha sido simples – este é um desafio em qualquer época – mas, talvez, porque as complexidades da modernidade tornaram essa jornada ainda mais intrincada. É compreensível, portanto, que muitas mulheres optem por priorizar suas carreiras e interesses, relegando a maternidade a um segundo plano.
No fim das contas, o que realmente importa é buscar aquilo que traz felicidade e realização, independentemente da presença ou ausência de filhos. Afinal, criar um filho é um compromisso que dura por toda a vida, bem distante da efemeridade de um mero encontro casual que se pode repetir a cada dia, se assim o desejar e se o espírito estiver disposto, não é mesmo?
Na vastidão do presente, onde as interações humanas se desdobram em complexos labirintos de comunicação e tecnologia, encontramos um novo modus operandi que molda a essência do ser. As relações que outrora eram simples e diretas agora se entrelaçam em uma tapeçaria de interconexões, onde cada fio representa uma experiência, uma ideia ou um sentimento.
As pessoas, em seu incessante desejo de conexão, se tornam viajantes de uma rede digital infinita, explorando os recantos de suas próprias consciências e as de seus semelhantes. Através de telas luminosas, trocam pensamentos, sentimentos e visões de mundo, criando um diálogo interminável que transcende fronteiras físicas e temporais.
Neste cenário, a individualidade se mescla com o coletivo, formando uma nova identidade que é ao mesmo tempo pessoal e compartilhada. O que antes era uma caminhada solitária agora se transforma em uma dança harmoniosa de vozes e ecos.
Assim, o novo modus operandi da sociedade contemporânea não é apenas uma mudança nas formas de interação, mas uma profunda transformação na própria natureza do ser humano, que busca incessantemente compreender a si mesmo e ao mundo ao seu redor em uma era de infinitas possibilidades e conexões.
É isso! Até a próxima!
Autoria: Luciano Otaciano
Oi, Luciano, mas que excelente postagem, amigo! Aplausos!
ResponderExcluirRealmente me reportando à minha infância e adolescência, poderia dizer que tudo mudou com a era da informática, com as redes sociais e antissociais, essa bem mais forte e preocupante.
As gerações vieram mudando devagar, mas de repente houve o estouro, a rebeldia, crianças e adolescentes com outra cabeça, até parecem outros seres humanos no planeta. Não têm mais bonecas, carrinhos, joguinhos infantis, brincadeiras no bairro de polícia e ladrão kkk, ou seja lá o que for, mas brincadeiras muito diferentes das de hoje. A cabecinha das crianças é outra, direcionada para uma telinha. Valores...também outros.
Por outro lado, a conexão é intensa, e tem seu lado muito interessante e até saudável até certo ponto, se a dose não for excessiva.
Mas o mundo é assim, né amigo, tudo evolui, e a gente dança conforme a música, mas com sentidos muito atentos! Aplaudo essa transformação maravilhosa, mas também tem muitas interrogações, o que pede mais atenção!
Fraterno abraço, desculpe ter me alongado, mas a excelente postagem leva a gente a isso !
😅🙋♀️ 😄
Oi, Taís! Não precisa se desculpar por escrever comentários longos. Pra ser sincero, eu até curto mais comentários detalhados do que os curtos, rsrs. O mundo de hoje nem parece com o que já foi, e a tendência é que ele mude ainda mais nos próximos anos. Muito obrigado por deixar seu comentário aqui minha amiga. Um fraterno abraço querida!
ExcluirOlá, amigo Luciano, quando meus dois filhos eram crianças, os computadores já estavam
ResponderExcluirno auge, mas a febre do celular e das redes sociais chegaram mais tarde, mesmo assim tínhamos de controlar o uso por eles do computador.
Hoje, deve ser muito mais difícil criar filhos com tudo que vemos de negativo na internet,
para as crianças.
Parabéns pelo seu ótimo trabalho!
Uma boa semana, amigo Luciano.
Oi, Pedro! Com certeza, hoje em dia educar e criar um filho virou um dos maiores desafios, ainda mais com toda essa tecnologia que a molecada tem acesso. Muito obrigado por deixar seu comentário aqui, meu amigo. Te desejo uma ótima semana também! Um abraço!
ExcluirLuciano, linda tua crônica e no tempo dos meus filhos crianças, eram apenas as boas brincadeiras.. Depois um deles já se interessava pela informática e acabou sendo sua profissão.
ResponderExcluirHoje em dia, netos todos apesar de muito terem brincado como crianças verdadeiras, dominam a internet e ajudam os avós,rs...
Saber conciliar e equilibrar tudo é preciso! Brincadeiras, telas bem dosadas! abraços, tudo de bom,lchica
Oi, Chica! Bom dia! É verdade, minha amiga, que a questão se revela com uma clareza inquietante. O dilema reside, sem dúvida, no uso exacerbado das redes sociais, que tem gerado consideráveis aflições entre os pais e seus filhos. Não é de se estranhar, portanto, que o equilíbrio se apresente como a essência primordial para uma convivência harmoniosa entre pais e filhos nos dias contemporâneos. Um fraterno abraço querida.
ExcluirÉ, meu amigo, a cada tempo, seus males. Se um deus me oferecesse a escolha de viver no século 19 ou no início do 20, eu rejeitaria. Prefiro o século 21 mesmo...rs
ResponderExcluirCom toda sua conectividade, telas, redes...o ser humano vai se adaptando à sua realidade a cada tempo, a cada época. Hoje mesmo estava na sala de espera do dentista e tinha uma mãe com uma criança de uns 2 anos, andando pra todo lado até a mãe lhe dar o celular. Aí ele se sentou, e ficou entretido com uns vídeos. E eu pensei, é, é o nosso tempo.
Oi, Eduardo! Se neste instante nos encontramos entrelaçados por esses fios invisíveis da conectividade, imagine, então, o que o futuro reserva para aqueles que ainda persistirem neste mundo daqui a cinquenta anos. Valeu por ter deixado seu comentário por aqui. Um abraço!
ExcluirOla Luciano,
ResponderExcluirMuito bem escrito e cheio de sentimentos verdadeiros no seu texto.
Penso que sempre ha uma nostalgia, mas tambem o mundo se adapta oas modernidades. Penso que criar filhos hoje deve ser mais dificil e ao mesmo tempo mais facil justamente por causa do avanco tecnologico.
feliz semana
Oi, Bandys! Muito obrigado! De pleno acordo. Que seu dia seja feliz com fim de semana abençoado. Um fraterno abraço!
Excluirfaço minhas as suas palavras! a sociedade está tão diferente e tão distante e isso já é visível nas crianças!
ResponderExcluirBjxxx,
Pinterest | Instagram | Blog | Partilha Aqui a Tua Opinião
Certamente Teresa! Muito obrigado por comentar. Um fraterno abraço!
ExcluirAqui, não teremos descendentes de sangue. Somos três filhos. Nenhum fértil como deveria.
ResponderExcluirCriar filhos nunca foi fácil, mas estamos em tempos muito diferentes mesmo.
Lembro-me de você ter me dito sobre isso. Os tempos mudaram muito mesmo. Às vezes tenho a impressão de estar vivendo num outro planeta Terra dada a mudança tão notória. Um abraço meu caro.
ExcluirCriar um ser humano é desafiador e pouco valorizado pela sociedade atual.
ResponderExcluirMas eu digo que é o maior ato de amor e de coragem, você ama tanto aquela pessoa na que você quer da o seu melhor independente dos desafios que surjam no caminho.
Beijos.
www.parafraseandocomvanessa.com.br
Certamente Vanessa! Muito obrigado por compartilhar seu comentário por aqui. Um fraterno abraço querida.
ExcluirLuciano nos dias de hoje as crianças só querem saber do celular, fico impressionada quando veja uma criança de 2 anos com o celular nas mãos. Na minha opinião isso não deveria acontecer, pois o celular é uma ferramenta perigosa cuidar dos filhos não é fácil, mas mesmo assim é possível cuidar, Luciano voltando depois de quase 3 dias sem luz e sem Internet, boa semana abraços
ResponderExcluirOi, Lucimar! Sim é impressionante né ver crianças de apenas dois anos com o celular na mão. Que bom que tenha voltado minha amiga. Não dá pra fugir das intempéries da vida. Boa semana pra ti também. Um fraterno abraço querida.
ExcluirBela reflexão. A vida e a sociedade guardam importantes e incríveis mistérios. Aos poucos vamos nos descobrindo e descobrindo essa magia e fantasia que é a vida humana.
ResponderExcluirBoa semana!
O JOVEM JORNALISTA está em Hiatus de inverno entre 03 de agosto à 07 de setembro, mas comentaremos nos blogs amigos. Mesmo em Hiatus, o JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!
Jovem Jornalista
Instagram
Até mais, Emerson Garcia
Valeu amigo Emerson! Boa semana pra ti também. Um abraço!
ExcluirBoa reflexão, Luciano! A par da evolução natural dos costumes, ocorre o aumento do fluxo de informações, em uma intensidade nunca esperada. Por isso, acredito, ocorrem tantas mudanças na sociedade em que vivemos. É bem válida a tua convocação para que nos adaptemos a elas. Meu abraço, boa semana!
ResponderExcluirÉ bem por aí mesmo Árabe. As mudanças ocorrem a todo momento e precisamos nos adaptar à elas. Boa semana pra você também meu amigo. Um abraço!
ExcluirOlá, querido amigo Luciano!
ResponderExcluirSaudades de ler tuas reflexões, sempre tão pontuais e verdadeiras. É... o mundo mudou e evoluiu, mas a que preço?
Um grande beijo e, se Deus quiser, em breve estarei saudável e me reunirei novamente com vocês, amigos e amigas que abrilhantam essa blogosfera tão querida, que amo tanto participar.
Até breve. Marli.
Oi, Marli! Que alegria ler seu comentário por aqui minha amiga. Fico aqui a lhe esperar e na torcida pra que você se recupere totalmente. Até breve! Um fraterno abraço querida.
ExcluirBom dia, Luciano
ResponderExcluirÓtimo texto. A tecnologia tem avançado e existem os dois lados, ela facilita, mas ao mesmo tempo é perigosa. Os filhos precisam brincar, ler livros, interagir com as pessoas e não ficar o tempo todo no celular. Tenho dois filhos e eles são presentes de Deus na minha vida. Um forte abraço.
Bom dia Lucinalva! Com certeza, a tecnologia traz muitos benefícios para o nosso dia a dia, mas também pode ser bastante arriscada. As crianças precisam de tempo para brincar, e o celular acaba "roubando" esse momento. Elas estão trocando brincadeiras por horas com a tela grudada na cara. É ótimo que seus filhos sejam um presente de Deus na sua vida — na maioria das vezes, são mesmo! Porém, existem situações em que ser pai ou mãe pode ser um fardo pesado. Mas que bom que esse não é o seu caso! Muito obrigado por compartilhar seu comentário por aqui. Um fraterno abraço!
ExcluirLuciano,
ResponderExcluirli seu texto com bastante atenção e fiquei pensando em quantas camadas existem por trás das nossas escolhas. Talvez a Psicologia nos ensine isso: antes de julgarmos uma decisão, precisamos compreender a história, os desejos, as circunstâncias e até as impossibilidades que existem por trás dela. Sua experiência com a paternidade, por exemplo, mostra que nem toda ausência é uma escolha e que determinadas marcas podem permanecer na memória mesmo quando já não provocam a mesma dor. O passado não desaparece; ele apenas pode deixar de ocupar o lugar de protagonista em nossa vida.
Também concordo quando você fala sobre a complexidade de criar uma criança nos dias atuais. Educar nunca foi tarefa simples, mas hoje somos abarrotados por uma quantidade enorme de informações, expectativas, cobranças e influências. Talvez por isso a maternidade e a paternidade precisem cada vez mais ser escolhas conscientes, e não respostas automáticas ao que a sociedade espera de nós.
Achei especialmente bonita a sua percepção de que felicidade e realização não dependem necessariamente da presença de filhos. Cada pessoa constrói sua existência de uma maneira singular. Há quem encontre sentido na maternidade, há quem o encontre na profissão, nos estudos, nos afetos, na liberdade, nos projetos ou em outras formas de cuidar e deixar sua passagem pelo mundo.
E quando você chega às relações contemporâneas, penso que toca em uma das grandes contradições do nosso tempo: nunca estivemos tão conectados e, talvez, nunca tenha sido tão necessário aprender novamente a estar verdadeiramente presentes.
As telas aproximam, mas não substituem o olhar. As mensagens multiplicam as conversas, mas não garantem intimidade. Podemos ter centenas de contatos e ainda assim sentir falta de uma única presença capaz de nos escutar profundamente.
Penso que o grande desafio psicológico da contemporaneidade seja justamente esse: não perder a nossa humanidade no excesso de conexões. Continuar sabendo escutar, silenciar, acolher, olhar nos olhos e reconhecer que, por trás de cada perfil, cada mensagem e cada palavra, existe uma pessoa carregando sua própria história. E gostei do seu final: “se o espírito estiver disposto”. Há coisas na vida que não podem ser forçadas. Algumas chegam quando estamos preparados para recebê-las; outras simplesmente não acontecem, e também precisamos aprender a fazer as pazes com aquilo que não foi. No fundo, Luciano, talvez viver seja exatamente essa convicção entre o que desejamos, o que podemos e aquilo que a vida nos permite experimentar. Li seu texto como quem lê uma reflexão sobre o próprio ser humano: suas impossibilidades, seus desejos, suas escolhas e essa eterna necessidade de encontrar algum sentido no meio de tantas conexões.
Uma bela reflexão para terminar o dia.
Um abraço,
Fernanda
Oi, Fernanda! Em primeiro lugar, expresso minha sincera gratidão por sua disposição em contemplar minha reflexão e por compartilhar suas observações, que são de uma profundidade admirável. Sou verdadeiramente grato, pois reconheço que sua jornada como médica envolve uma infinidade de responsabilidades e não quero de maneira alguma lhe atrapalhar em seus dias tão corridos, parece que todos nós nos encontramos imersos em uma corrente incessante de atividades, mesmo na ausência de uma rotina habitual. A impressão que se forma em minha mente é a de que o tempo, esse recurso tão precioso, se esvai de maneira inquietante em nossos dias contemporâneos, não é mesmo? Um fraterno abraço Fernanda.
ExcluirOi, Luciano!
ResponderExcluirAcho legal essa reflexão. Eu trabalhei por anos com crianças e adolescentes, e foi esse trabalho que me fez não querer ter filhos. Acho que muita coisa mudou da nossa infância pra cá e a tendência é continuar mudando. As transformações estão cada vez mais aceleradas. Não sei até que ponto isso é bom.
Um beijo,
Fernanda Rodrigues | contato@algumasobservacoes.com
Algumas Observações
Projeto Escrita Criativa
Oi, Fê! Aqueles que, em sua jornada, dedicaram-se ao nobre e complexo ofício de orientar o espírito das crianças e dos adolescentes, compreendem, com uma clareza quase matemática, a magnitude monumental de tal empreitada. É uma tarefa que desafia a paciência e exige uma dedicação que beira o sublime, um esforço constante para moldar o intelecto que floresce perante nossos olhos.
ExcluirObservamos, contudo, que o tecido da sociedade contemporânea tece padrões novos e inesperados. Muitas mulheres, em um exercício de notável autonomia intelectual, têm optado por traçar trajetórias distintas da maternidade, voltando seu foco para a exploração de outros horizontes, descobertas e propósitos que enriquecem as experiências de suas vidas. É inegável que contemplamos o alvorecer de uma era de transformações profundas. O mundo, em sua dança incessante através das eras, prepara-se para metamorfoses que, embora ainda ocultas no véu do porvir, certamente alterarão a própria substância da nossa existência compartilhada, não é mesmo? Muito obrigado por comentar por aqui. Um fraterno abraço Fê.
Passando para desejar uma boa quarta-feira!
ResponderExcluirBjxxx,
Pinterest | Instagram | Blog | Partilha Aqui a Tua Opinião
Muito obrigado Teresa! Que sua quarta-feira seja igualmente boa também. Um fraterno abraço querida.
ExcluirOi, Luciano. Tudo bem? Ótima reflexão. Tenho visto exatamente o que você falou em algumas crianças, mas me preocupo aonde esse conforto fácil que as telas trazem para as crianças, e adultos também, irá nos levar. O tédio e a frustração precisam ser encarados e não eternamente evitados. Algumas vezes eu fico pensando o que aconteceria se as redes ficassem 24horas sem funcionar. Acredito que muita gente vai sofrer de maneira mais intensa do que espera.
ResponderExcluirTenha uma boa semana!
Até breve;
Helaina (Escritora || Blogueira)
https://hipercriativa.blogspot.com (Livros, filmes e séries)
https://universo-invisivel.blogspot.com (Contos, crônicas e afins)
Oi, Helaina! Estou bem e você? De pleno acordo Helaina! É bem por aí mesmo! Boa semana pra ti também. Um fraterno abraço!
Excluir