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Conto: O Abraço da Morte

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: O Abraço da Morte Numa pequena cidadezinha do interior, cercada por majestosas montanhas que pareciam vigiar os habitantes, as histórias sobre a Morte eram sussurradas com um tom de reverência. Diziam que ela não se limitava a levar aqueles que já haviam cumprido sua caminhada, mas que também se aproximava dos vivos, trazendo consigo uma brisa que tocava a alma com uma serenidade profunda. Certa noite, sob a luz prateada da lua cheia, Fabiana, uma moça sonhadora com a curiosidade pulsando em seu coração, decidiu explorar a floresta que envolvia sua cidadezinha. Desde pequena, ouvira relatos dos mais velhos, que falavam da Morte como uma figura envolta em um manto escuro. No entanto, na imaginação de Fabiana, a Morte era uma entidade que trazia um tipo de paz, não um fim a temer. Enquanto caminhava, um arrepio percorreu sua espinha. A floresta parecia vibrar com vida, sussurran...

Conto: O Labirinto das Sombras e Corpos

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir!




Conto: O Labirinto das Sombras e Corpos




Ele entrou no labirinto sem medo, pois conhecia o silêncio que cada pedra, cada sombra, carregava. O ar era denso, impregnado de suor, de carne e de memórias ancestrais, e parecia pulsar em sintonia com sua própria respiração. Cada passo era como uma oração silenciosa, cada toque no chão um reconhecimento daquilo que muitos temem enfrentar; a própria essência sombria.

Corpos se espalhavam pelo chão, contorcidos, tensos, alguns imóveis, outros tremendo em um ritmo próprio de sofrimento. Ele se aproximava, não com piedade, mas com compreensão absoluta. Tocava cada pele, sentindo o peso de vidas que se perderam em si mesmas. Onde a dor se alojava, suas mãos eram pontes; onde a angústia se escondia, ele liberava um fio de luz que atravessava cada alma. Alguns corpos suspiravam e se erguiam, mas ele permanecia no chão, sábio e silencioso, como se cada libertação fosse apenas um reflexo do que já existia nele.

Ele observava cada movimento, cada reação, sem necessidade de aplausos, sem desejo de reconhecimento. Sua sabedoria não era exibida, era experimentada. Ele sabia que a verdadeira força reside na autossuficiência, na coragem de encarar cada sombra, cada abismo interno, sem se iludir com máscaras ou aparências.

No centro do labirinto, o silêncio tornou-se absoluto. O ar carregava o aroma de vidas transformadas, e ele sentiu que a libertação não é um ato de poder externo, mas de entendimento profundo. Compreender que cada corpo, cada alma, é um universo próprio. Ele era mestre, mas não porque ensinava; era mestre porque enfrentou a si mesmo e, ao fazer isso, irradiava uma força que nenhum outro poderia oferecer.

Ao final, o labirinto não era mais um lugar de tortura, mas de revelação. Os corpos levantaram-se, caminharam para a luz, e ele permaneceu no centro, completo, invulnerável, um guardião silencioso de verdades que poucos ousariam enfrentar. Cada sombra dissipada, cada abismo ultrapassado, era uma prova de que nada pode aprisionar quem conhece suas próprias profundezas.

Ele sorriu para o vazio, não como quem desafia o mundo, mas como quem reconhece que já é inteiro. E ali permaneceu; eterno, completo, invisível e visceral, libertando sem pedir permissão, iluminando sem jamais precisar ser visto.





É isso! Até a próxima!




Autoria: Luciano Otaciano

Comentários

  1. Luciano,

    seu conto tem uma atmosfera quase ritualística. A sensação é de entrar num espaço simbólico onde o labirinto deixa de ser apenas um lugar físico e passa a representar os abismos internos que cada ser humano carrega.

    Gostei muito da maneira como você constrói esse personagem: alguém que não salva pela força, nem pelo heroísmo tradicional, mas pela compreensão profunda da dor humana. Há algo de poderoso nessa ideia de que a verdadeira libertação nasce do enfrentamento de si mesmo.

    O texto inteiro pulsa entre sombra e luz, sofrimento e consciência, e isso cria uma leitura intensa, quase meditativa. E talvez a frase mais forte esteja justamente na essência do conto: ninguém ilumina verdadeiramente o outro sem antes ter atravessado os próprios labirintos.

    Belo, denso e profundamente simbólico.👏🏻👏🏻

    Abraço, desculpa a demora, mas só visito quando consigo , mas venho🙏🏻

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    1. Oi, Fernanda! Como de costume tu mergulhas profundo na leitura. Que bom que você tenha gostado do conto. Não há do que se desculpar minha amiga. Venha e comente quando puder, vez que a rotina de médica é correria e extenuante mesmo. Um fraterno abraço querida!

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  2. Labirinto é um lugar de medo onde você quer sair mas não consegue, mas esse personagem do conto foi corajoso, Luciano feliz quinta-feira abraços.

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    1. Oi, Lucimar! Sim o labirinto é um lugar de muito medo. Que o seu fim de semana seja abençoado e com muita paz Lucimar. Um fraterno abraço!

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  3. E aí, beleza?
    Teu conto me remeteu à verdade de que cada um de nós está em seus próprios labirintos, procurando desesperadamente a saída. Nos caminhos tortuosos, tantos outros se perderam pra sempre em seus próprios labirintos. Mas além dos nossos labirintos pessoais, estamos todos no grande labirinto da vida onde parar para acudir quem cruza nosso caminho, pode ser o começo para a direção certa.

    valeu.

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    1. Oi, Eduardo! Sim a existência terrena é um grande labirinto que chamamos de vida. Um abraço!

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  4. Nossa Luciano, que profundo... adorei, abraços

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    1. Oi, Ana Lucia! Que bom que você gostou. Um fraterno abraço!

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  5. Ola Luciano,
    Profundo e intenso.
    Percorrer nossos próprios labirintos e sair de forma corajosa.
    Feliz dia

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    1. Oi, Bandys! É bem por aí mesmo. Que o seu fim de semana seja feliz e com muita paz. Um fraterno abraço!

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  6. Oi, Luciano. Tudo bem? Gostei do conto e enquanto lia não conseguia deixar de pensar como a cena apareceria na tela.

    Tenha uma boa semana!
    Até breve;

    Helaina (Escritora||Blogueira)
    https://hipercriativa.blogspot.com (Livros, filmes e séries)
    https://universo-invisivel.blogspot.com (Contos, crônicas e afins)

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    1. Oi, Helaina! Estou bem! Que bom que o conto tenha lhe agradado. Tenha uma ótima semana também. Um fraterno abraço querida.

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  7. Adorei o conto. Parabéns!

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

    Jovem Jornalista
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    Até mais, Emerson Garcia

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    1. Muito obrigado Emerson. Que bom que tenha gostado. Boa semana! Um abraço '

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  8. Muito bom, Mestre Ascencionado. Adorei.

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    1. Oi, Fabiano! Muito obrigado, mas não me considero mestre Ascencionado meu amigo. Que bom que você tenha gostado do conto. É sempre um prazer vê-lo por aqui, viu. Um abraço!

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