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Poema: A Ponte Entre Mundos

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: A Ponte Entre Mundos Sou a raiz e o raio. Meu corpo dorme, mas minha alma desperta sob o peso da luz. Há um fio invisível que me ancora à Terra — um cordão de fogo que desce pelo ventre e floresce no umbigo do mundo. Respiro devagar, e o chão respira comigo. Cada inspiração é uma seiva que sobe, cada expiração, um retorno ao que fui antes do nome. Entre mim e o Alto não há distância. Sou o elo entre o mineral e o invisível, entre a lágrima e o Sol. Minha mente se curva em quietude, meu coração é um espelho de água onde o Céu se reconhece. Tudo vibra, tudo fala. Não há língua — há pulsação. Não há palavra — há aparição. E nesse instante suspenso, onde o humano se desfaz em claridade, eu recordo o que sempre fui.  Um viajante do invisível, uma ponte viva entre mundos. É isso! Até a próxima! Autoria: Luciano Otaciano 

Poema: A Ponte Entre Mundos

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir!




Poema: A Ponte Entre Mundos




Sou a raiz e o raio.

Meu corpo dorme, mas minha alma desperta sob o peso da luz.

Há um fio invisível que me ancora à Terra — um cordão de fogo que desce pelo ventre e floresce no umbigo do mundo.

Respiro devagar, e o chão respira comigo.

Cada inspiração é uma seiva que sobe,

cada expiração, um retorno ao que fui antes do nome.

Entre mim e o Alto não há distância.

Sou o elo entre o mineral e o invisível,

entre a lágrima e o Sol.

Minha mente se curva em quietude,

meu coração é um espelho de água onde o Céu se reconhece.

Tudo vibra, tudo fala.

Não há língua — há pulsação.

Não há palavra — há aparição.

E nesse instante suspenso, onde o humano se desfaz em claridade, eu recordo o que sempre fui. 

Um viajante do invisível, uma ponte viva entre mundos.





É isso! Até a próxima!




Autoria: Luciano Otaciano 

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