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Conto: Mar de Louise

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: Mar de Louise I Ela entrou no apartamento como quem não invade, mas também não pede licença. Havia nela uma presença calma, quase distraída, como se o espaço já a conhecesse antes de mim. O vestido claro não chamava atenção — era o movimento que chamava. Um modo de atravessar o ambiente sem se fixar nele. Seus olhos não procuravam nada, e talvez por isso encontrassem tudo. Cumprimentou-me com um gesto simples. Nada foi dito além do necessário. Ainda assim, algo se deslocou em mim, não como impacto, mas como ajuste. Um objeto antiquado encontrando, enfim, o lugar correto sobre a mesa. O perfume era leve. Não ficou. Passou. E foi exatamente isso que permaneceu. Louise caminhava pelo apartamento observando sem julgar. Tocava os móveis como quem reconhece uma história que não precisa ser contada. Em certos momentos, parecia ouvir algo que eu não ouvia. Em outros, parecia apenas de...

Poema: Vem Embora

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir!



Poema: Vem Embora



Vem embora agora, pra onde o desejo te leva. 

Cria outra porta no pensamento que se eleva.

Outras águas profundas pra mergulhar sem fim. 

Vem, e não olhes pra trás, deixa o ontem sumir.

Aquele mundo se foi, não o encontrarás mais.

Teu futuro brilha nas estrelas, em raios de paz.

Qualquer mago sussurra com voz de sabedoria.

Alma não sente saudade do que não ousou vivenciar.

Vem sem medo, alma livre, vem brincar no vento.

Vem sorrir pro sol, vem correr no momento.

Vem cantar as alegrias, vem fugir das sombras cinzentas.

Vem viver o agora, vem voar pelas alturas distantes.

Vem embora. Meu Amor. Vem embora agora, pra onde teu desejo me chama.

Cria outra porta no teu pensamento, onde o amor se inflama.

Outras águas quentes pra mergulharmos abraçados.

Vem, e não olhes pra trás, deixa o ontem se dissipar no nada.

Aquele mundo se perdeu, mas em ti eu me encontro completo.

Teu futuro dança nas estrelas, no nosso céu verdadeiro.

Qualquer mago sussurra o segredo do coração ardente.

Alma não sente saudade do que não ousou amar intensamente.

Vem sem medo, meu bem, vem brincar nos meus braços.

Vem sorrir nos meus lábios, vem correr no pulsar dos nossos passos.

Vem cantar promessas doces, vem fugir comigo pro além.

Vem viver este fogo, vem voar nos sonhos de nós dois. Vem. Meu desejo ardente.

Vem embora agora, pra onde teu desejo me devora.

Cria outra porta no teu pensamento, nua e sem demora.

Outras águas quentes e profundas pra nos perdermos nus.

Vem, não olhes pra trás, deixa o ontem se afogar no tempo.

Aquele mundo evaporou, mas teu corpo é meu novo lar.

Teu futuro pulsa nas estrelas, no suor que nos faz brilhar.

Qualquer mago geme o segredo da carne em êxtase.

Alma não sente saudade do que não ousou se entregar ao prazer.

Vem sem medo, amor, vem roçar na minha pele febril. 

Vem brincar com meus dedos, vem morder, gemer, sentir o cio.

Vem sorrir no meu peito, vem correr pelas curvas do desejo.

Vem cantar sussurros quentes, vem fugir no clímax do nosso fogo.

Vem viver este tremor, vem voar em ondas de gozo pra enlouquecer. 




É isso! Até a próxima!




Autoria: Luciano Otaciano 


Comentários

  1. Luciano,

    intenso, livre e pulsante.
    Um convite bonito para viver o agora sem medo.

    Abraço
    Fernanda

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  2. Oi, Luciano!
    Que convite maravilhoso, que escrita fluente você tem!
    Eu fico admirada com essa forma "fácil" que você coloca as palavras na escrita.
    Você embala a leitura.
    Obrigada por este poema tão vivo e poderoso.
    bjs, marli.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Marli. Muito obrigado querida pelo elogio e por gostar da minha escrita. Saber que você é embalada pela leitura é gratificante. Um abraço apertado amiga Marli.

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  3. É. Vem, amor, sem medo. Porque a minha alma quer sentir todas as coisas boas a que tem direito. Enquanto ela está no meu corpo, enquanto temos o tempo. rsrs...

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  4. Aplausos para essa poesia tão bem escrita.

    Boa semana!

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    Até mais, Emerson Garcia

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