Pular para o conteúdo principal

A Eternidade, ou o Infinito de Cada Instante

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão por aqui. Vem conferir! A Eternidade, ou o Infinito de Cada Instante É curioso pensar na eternidade. Quando falamos de algo eterno, logo nos vem à mente uma ideia de algo que se arrasta sem fim, uma sucessão sem começo ou término, algo como uma linha reta que não conhece a curva do fim. Mas talvez a eternidade não seja bem isso. Talvez seja a ausência do tempo. Não uma sucessão interminável de momentos, mas algo mais próximo da quietude de um instante suspenso, onde não há pressa, nem relógios, nem datas. O erro de associarmos a eternidade à ideia de um TEMPO QUE NUNCA ACABA nos impede de ver sua verdadeira face. A eternidade, quando pensada como um momento sem tempo, perde sua linearidade e se dissolve no presente — um agora que nunca se repete, mas que também nunca desaparece. Perceba que a eternidade não está no que será, ou no que foi. Ela mora, de fato, no agora. No instante fugaz em que nos perdemo...

Poema: Quando o Tempo Descansa

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir!



Poema: Quando o Tempo Descansa



O tempo não passa.

Ele se posiciona.

Corre apenas quando o empurramos com medo de acabar.

Na quietude, o tempo aprende a permanecer.

A finitude não é urgência.

É dimensão.

É o contorno que permite que algo seja tocado antes de desaparecer.

Sem fim, não há aparição.

A vida não pede impaciência.

Pede percepção.

A quietude não é ausência de movimento.

É movimento sem atrito.

É quando nada precisa avançar para estar vivo.

Tudo o que insiste em durar cansa.

Tudo o que aceita terminar repousa.

O fim não rouba o vivido.

Apenas o fecha.

E o que foi fechado com exatidão não pesa.

Quando o tempo descansa, não há futuro a temer nem passado a sustentar.

Há apenas isto — respirando sem nome, sem promessa, sem falta.

E isso basta.




É isso! Até a próxima!




Autoria: Luciano Otaciano 

Comentários

  1. Olá, Luciano, te aplaudo desde o início!
    Um poema belíssimo sobre o tempo, tão maduro, tão verdadeiro!
    O tempo... esse mesmo tempo que muitas vezes não respeitamos,
    só falamos mal, como se infinito tivesse de ser.

    "A quietude não é a ausência de movimento.
    É movimento sem atrito."

    "Tudo o que insiste em durar cansa.
    Tudo o que aceita terminar repousa."

    Gostei demais, Luciano, o mais belo poema que li sobre o 'tempo'.
    Um feliz final de semana que está chegando!
    Um fraterno abraço! 🙋‍♀️

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Taís! Muito obrigado pelo elogio e pelo seu comentário. Que bom que você tenha gostado do poema. Tenha um feliz final de semana também. Um fraterno abraço!

      Excluir
  2. Luciano,

    seu poema desacelera a gente por dentro. É como se cada frase abrisse espaço para respirar melhor. Essa ideia do tempo que não corre, mas se posiciona, é poderosa muda o jeito de olhar para a finitude e para o agora. Você transforma o “fim” em repouso, não em perda. Leitura necessária num mundo apressado demais. Belíssimo e inquietantemente sereno.

    Abraço
    Fernanda

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Fernanda! Muito obrigado pelo comentário. Um fraterno abraço!

      Excluir
  3. Ei Lu,
    Volto amanha pra ler
    sua publicação.
    Hoje estou passando só pra
    dar ciência que citei seu
    nome lá no Espelhando, se
    não apreciar ou
    se tiver algo errado
    me diz que retiro.
    Bjins de boa noite.
    CatiahôAlc.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Catiaho! Muito obrigado pelo comentário e pela divulgação de meu livro em seu cantinho amiga. Um fraterno abraço querida.

      Excluir
    2. Estou com vários livros seus na
      minha lista de leitura e o Fabiano,
      me recomendou o Elo.
      Bjins de bom fim de semana,
      CatiahôAlc.

      Excluir
    3. Oi, Catiaho! Valeu amiga querida. Um abração pra você e tenha um ótimo fim de semana.

      Excluir
  4. Oi, Luciano. Tudo bem?
    Enquanto lia seu poema uma frase da série Dark ficou martelando na minha mente: "Por que a gente fala isso, 'ter tempo'? Como podemos ter tempo quando é ele que nos tem?" Gostei do poema.

    Tenha uma boa semana!
    Até breve;

    Helaina (Escritora||Blogueira)
    https://hipercriativa.blogspot.com (Livros, filmes e séries)
    https://universo-invisivel.blogspot.com (Contos, crônicas e afins)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Helaina! Estou bem! Sim de fato é o tempo que nos tem. Lhe desejo uma ótima semana também. Abraço querida.

      Excluir
  5. Sim, isso basta e nada mais é necessário. Bela poesia!

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

    Jovem Jornalista
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog