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Conto: Ester, suas duas Filhas e Anastácio

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: Ester, suas duas Filhas e Anastácio   I Esqueceste, não foi? Esqueceste que sou tua mulher. Pois então, assenta esse corpo fatigado e encara, com os olhos bem abertos, a sentença que te cabe. Sou aquela com quem tu selaste pacto diante do altar de uma igrejinha simplória— onde o amor, idiota e esperançoso, ainda ousava se vestir de domingo. Eu, a que suportou tua ausência mesmo quando estavas presente; teus silêncios que transbordavam desculpas mal paridas; tua falta de norte disfarçada em pose de artista incompreendido. E agora, agora ousas tratar-me como sombra incômoda presa na sola de teus sapatos gastos — sombra que arrastas pelas calçadas da tua fuga. Sim, tua fuga. Covarde, silenciosa, disfarçada de liberdade. Tu, rodeado por essa fauna esnobe de cabeças ocas que sorvem café frio enquanto discutem Nietzsche como se mastigassem o próprio céu. Tu, sempre tu; ten...

Poema: Morte

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir!




Poema: Morte




Na noite escura, onde o destino incerto paira.

A morte caminha, silente e fria.

Um véu de mistério que se desenha.

E ao partir, leva consigo a vida.


Em sua dança macabra, ela se revela.

O rosto oculto, a segurança desmancha.

Leva consigo toda a dor e a tristeza.

Numa eterna despedida que não se alcança.


Desperta temor, aviva a reflexão.

A morte, soberana, com sua decretação.

Um agridoce adeus, um enigma a decifrar.


Mas na morte enxergo a lembrança.

A celebração do tempo que avança.

E surge a certeza de um novo despertar.


Pois na morte há também renascimento.

O ciclo perpétuo da existência.

Onde a alma encontra seu merecimento.

E a vida finda se torna transcendência.


E assim encaro a morte, sublime transição.

Um mergulho na eternidade, numa ilusão.

Onde a melancolia se encontra com a esperança.


Pois na morte, a vida se eterniza.

E nas lembranças, a alma revitaliza.

Um último suspiro, um encontro com outra dimensão.



É isso pessoal!  Espero que tenham curtido o poema. Até a próxima!

Comentários

  1. Estou assinando o livro de visitas. E, se não for pedir muito, o senhor pode seguir o meu blog? Quando for aberta essa oportunidade no seu, conte comigo. Volto para segui-lo. Obrigada.

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  2. Desculpa, já estou te seguindo. Acho que estou ficando velha, mesmo. rs

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  3. Oi Luciano, outro belo poema. Eu também encaro a morte como uma transição, na verdade como uma passagem. Ainda não estou certa de para onde, mas não acredito que seja o fim.

    Até breve;
    Te espero nos meus blogs!
    Helaina (Escritora || Blogueira)
    https://hipercriativa.blogspot.com (Livros, filmes e séries)
    https://universo-invisivel.blogspot.com (Contos, crônicas e afins)

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    Respostas
    1. Oi, Helaina! Que bom que curtiu o poema. Até breve. Abraço!

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  4. BOM DIA

    Hoje, passo apenas para ver, ler, elogiar, e deixar votos de uma Páscoa muito feliz, extensivos à sua família e a todos aqueles que residirem em seu coração.

    Cumprimentos poéticos.

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  5. Um poema tocante para abraçar nossos corações, porque a morte não é o final.

    www.vivendosentimentos.com.br

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  6. Oi
    um poema emocionante, minha tia precisava ler esse poema.

    https://momentocrivelli.blogspot.com/

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  7. Que poema lindo. Amei a sutileza e ao mesmo tempo a força que mostra.
    Abraços


    https://www.parafraseandocomvanessa.com.br/

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    Respostas
    1. Oi, Vanessa! Obrigado. Feliz que tenha curtido o poema. Abraço!

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  8. Bela poesia. Gostei imenso de lê-la!

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

    Jovem Jornalista
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

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