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Poema: Enquanto a Alma Me Escapava Pelos Meus Olhos

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Enquanto a Alma Me Escapava Pelos Meus Olhos Foi durante a noite. Ou melhor foi durante a ausência de mim. Quando o sono não me carregava, mas sim me cuspia para fora do corpo, feito alguém que nunca pertenceu à própria carne. Eu me vi. Sim — me vi deitado. Pálido. Imóvel. Vazio. Como se a morte ensaiasse o meu corpo em silêncio. Meu espírito, ou sei lá o quê, flutuava por cima de mim como uma dor que não cabe. E eu sentia o peso do invisível me atravessando, como uma presença que não tinha nome mas me conhecia melhor que qualquer humano. Eu quis voltar. Mas não sabia como. Havia um medo absurdo de nunca mais habitar o corpo. Um medo que grita sem boca, que implora sem voz. E não havia ninguém para me chamar de volta. Só o escuro. Só o frio. Só a verdade nua de que há dimensões que não respeitam relógios, leis, religiões ou lógicas. Eu voltei. Aos trancos e barrancos. Com a al...

Resenha: No Fim, o Silêncio

Livro: No Fim, o Silêncio
Editora: Amazon
Autor(a): Alana Gabriela

Sinopse:
Aisha está acostumada com o barulho da guerra, a fumaça laranja, os bombardeios, os gritos. Ela aprendeu que primeiro vem as disputas, homens medindo força, soltando farpas. Depois o estouro da guerra. A notícia que todos temiam se torna densa como o ar, palpável, real. As mortes, os corpos, a vida extinguida, tudo jaz no meio da destruição. As cicatrizes de algo muito ruim cobrem raios e raios de quilômetros. A desgraça, uma nova visão do que sobrou. O problema é que Aisha não está acostumada com isso: o resto, o fim, o silêncio.

Olá queridos leitores e leitoras, preparados para mais uma resenha literária. Venham comigo descobrir minhas impressões à respeito da obra.

Nesse conto narrado em primeira pessoa pela garota Aisha que na Síria em meio a guerra presencia a angústia da querida avó e tantos outros seres humanos em meio à guerra.

A narrativa é envolvente, juntamente com a escrita de Alana Gabriela que dispensa comentários temos as sensações de desespero e aflição de a menina Aisha. As cenas foram bem detalhadas e toda a carga dramática colocada a toda prova nesse breve conto, porém tenso. A situação vivida pela garota é difícil de ser descrita de forma fria, pois temos uma carga emocional muito intensa jogada para o leitor(a) se sentir inserido na trama. O conto é muito bem escrito, e também possui todas as características necessárias para quem o lê sinta todo o drama, que em suas poucas páginas o compõem. Não é segredo para ninguém de que Alana Gabriela é minha autora predileta, já li e reli muitos livros e contos de sua autoria, e pra mim ela é inigualável. Se você curte uma estória com dados históricos bacanas de uma guerra na Síria com toda a carga dramática que a obra tem, não deixe de conferir esse conto.

Quote preferido.

Ela é esse serzinho franzino, enrugado e fraco que sobreviveu à guerrra, mas que vive na guerra.

Finalizo por aqui, espero que tenham gostado da resenha e até a próxima!

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