Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de reflexão por aqui. Vem conferir! Vazio O vazio não é ausência. É espaço sem aquilo que te define. Você não teme o nada. Teme não saber quem é dentro dele. O vazio não tira. Ele revela. Você não sente falta. Você sente o que não consegue preencher. O vazio não cresce. Ele aparece quando algo deixa de sustentar você. Você não está incompleto. Está desacostumado a não se preencher. O silêncio não incomoda. O que incomoda é o que surge nele. Você não evita o vazio. Você evita o que ele mostra. E o que ele mostra não depende de você. É isso! Até a próxima! Autoria: Luciano Otaciano
Silêncio soturno no ar
Sozinho em devaneios que giram devagar
Pus-me a sorrir timidamente num sopro febril que a solitude me fez ser doentil
Tenebrosa escuridão num remorso de melancolia
A cada dia que passa nasci para o dia
Noite acalenta a negritude vazia
De uma fúnebre alma sentia a dor da partida
Quis a madrugada me embriagar em seus mistérios
Mas sei que não posso me livrar do cemitério
Corujas a agourar o agouro sinistro
Faz me lembrar do calabouço do castigo
Nasci no seu cantar
Morri sem divagar
Nascentes noites sem luar
Morrestes sem entender a palidez de teu olhar
Vi o sôssego martirizando
Sorri nadando
Cresci sozinho
Andei caindo
Fiz meu caminho seguindo
Amanhã não sei se fico
Ficarei arrependido
Trapaceando o solstício
Sozinho em devaneios que giram devagar
Pus-me a sorrir timidamente num sopro febril que a solitude me fez ser doentil
Tenebrosa escuridão num remorso de melancolia
A cada dia que passa nasci para o dia
Noite acalenta a negritude vazia
De uma fúnebre alma sentia a dor da partida
Quis a madrugada me embriagar em seus mistérios
Mas sei que não posso me livrar do cemitério
Corujas a agourar o agouro sinistro
Faz me lembrar do calabouço do castigo
Nasci no seu cantar
Morri sem divagar
Nascentes noites sem luar
Morrestes sem entender a palidez de teu olhar
Vi o sôssego martirizando
Sorri nadando
Cresci sozinho
Andei caindo
Fiz meu caminho seguindo
Amanhã não sei se fico
Ficarei arrependido
Trapaceando o solstício
Que poesia perfeita.
ResponderExcluirVocê explorou muito bem as palavras de forma que, lendo-as até mesmo de forma invertida, chega-se a uma musicalidade escrita impressionante.
Adoro poesias sombrias e cada vez mais me aproximo desse gênero.
Parabéns.
Eu também gosto muito de poesias, não me importando tanto se são sombrias ou açucaradas. Abraço!
ExcluirBelas palavras.
ResponderExcluirBoa semana!
O blog JOVEM JORNALISTA está em HIATUS DE INVERNO, de 20 de julho à 29 de agosto. Mas tem post novo. Nesse período comentaremos nos blogs amigos.
Até mais, Emerson Garcia
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Olá Emerson. Boa semana!
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