Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir!
Poema: Celacanto
No breu caminho, pressinto o porvir.
Sou celacanto, guardião do abismo.
Anjo profano em sono a se expandir.
O mundo suspira, falta um sismo.
Confio no Pai, na mãe que acalenta.
No Espírito Santo, luz que me alimenta.
No filho, na chama, na sombra que seduz.
Mas nas trevas, a dúvida seduz.
A sangue frio, a bomba se cria.
Violência veste a paz em agonia.
Do futuro venho, aviso a escutar.
O réptil rasteja, pronto a atacar.
Das profundezas, sombra a espreitar.
Anjo traído, mar a chorar.
Vejo o amanhã, muro a vigiar.
O tempo escoa, o fim a chegar.
Não sou Jesus, esqueçam meu nome.
Deixem-me repousar, longe do sacrifício e fome.
Não sou o redentor, tirem-me da cruz.
Sou celacanto no fundo do mar.
Um dia serei luz que no universo reluz.
É isso! Até a próxima!
Autoria: Luciano Otaciano
Comentários
Postar um comentário