Pular para o conteúdo principal

Poema: A Rota

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: A Rota Já não percebo o chão sob meus pés; encontro-me suspenso na ausência da gravidade que antes me ancorava.  O medo, sutil e estranho, instala-se silencioso, e, diante de mim mesmo, sou um estranho — um reflexo que não reconheço. Pelas ruas, vagueio sem direção, buscando um norte invisível, uma bússola interna que me guie. Contudo, a felicidade, discreta e silenciosa, sempre residiu em meu ser, mesmo quando parecia impossível. Nos momentos de silêncio absoluto, quando o mundo se reduz a uma esfera diminuta, os medos se diluem em sombras efêmeras, e a dor se transforma em um sussurro sereno, quase imperceptível. É impossível não sentir o pulsar da vida, impossível resistir à força inexorável do mar interior. Sou um enigma indecifrável, um mistério que se estende para além do tempo e do espaço. Mesmo assim, minha pouca fé, embora frágil, ergue-se irredutível. Meu amor, ...

Poema: O Corpo é um Feito

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir!



Poema: O Corpo é um Feito



O corpo não é um engano.

É um feito.

Respira por um tempo, arde por instantes,

deseja por necessidade e termina por natureza.

O desejo não é declínio.

É vida atravessando a aparência.

Quando toca outro corpo, não busca eternidade — busca companhia e prazer.

O prazer não pede desculpa.

Ele acontece quando a vida se reconhece

por dentro da matéria.

O cheiro da pele, o peso do abraço, o calor entre dois corpos não prometem durar — e por isso são existentes.

A morte não vem para punir o corpo.

Vem para encerrá-lo no mesmo silêncio de onde toda forma emerge.

Nada do que é vivido no corpo precisa continuar depois para ter sido sagrado.

O erro não é desejar.

O erro é negar o desejo em nome de um além que nunca pediu sacrifício.

Quando o corpo cai, não cai a vida — cai o meio.

O que soube tocar não se perde.

O que soube sentir não se apaga.

Apenas deixa de ter mãos.




É isso! Até a próxima!




Autoria: Luciano Otaciano 

Comentários

  1. Belíssimo poema! Parabéns por ter escrito essa pérola.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

    Jovem Jornalista
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigado Emerson! Tenha uma ótima semana amigo. Abraço!

      Excluir
  2. Olá Luciano,
    Muito bem escrito teu poema.
    O corpo hoje é nosso templo.
    Desejo uma feliz semana

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Bandys! Muito obrigado. De pleno acordo. Feliz semana pra ti também. Um abraço!

      Excluir
  3. Oi, Lu!
    Eu acho o corpo uma das coisas mais legais que a gente tem! :)
    O funcionamento é meio mágico, ainda que lógico.
    Acho que você capitou tudo isso mto bem no seu poema.

    Um beijo,
    Fernanda Rodrigues | contato@algumasobservacoes.com
    Algumas Observações
    Projeto Escrita Criativa

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Fê! Muito obrigado! Estou de pleno acordo. O corpo é algo surreal mesmo, perfeito na sua finitude lógica. Um abraço amiga

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog