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Mostrando postagens de dezembro, 2025

Poema: Melodia das Ruínas

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Melodia das Ruínas A melodia ecoa, vem contar o que o tempo, cruel, ia perder. Mistérios de além-mar a guiar, cidades que nasceram e fenecer. Castelos no ar, de pedra e caos, não carne como o homem, nobre animal. Muros sem fé, surdos ao vendaval, enquanto o vento assobia seu ritual. Por ruínas destroçadas, o som vai dançar, dando lugar ao sonho de eternizar. Velha canção repete sem cessar, para paredes que não vão escutar. Carne humana, frágil e mortal, contra a pedra que resiste, mas vai ruir. Babilônia afoga na maré fatal, e a voz insiste hora de abrir, de ouvir. Uma janela surge no muro surdo, para o acordar que o tempo vai me chamar. A melodia persiste, em reflexo profundo, poucas chances restam para ousar. A melodia ecoa, fraca e a chorar, contando o que o tempo devora sem fim. Mistérios de além-mar, perdidos no ar, cidades que nasceram e sumiram no sim. Castelos de fumaç...

Conto: Mãe África

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: Mãe África  No coração pulsante da África, onde o sol se derrama sobre planícies douradas e rios serpenteiam como veias de um corpo antigo, vivia Kofi. Jovem de espírito inquieto, carregava nos olhos a chama das histórias que contava e nos sonhos o desejo ardente de explorar o mundo. Mas, entre todas as aventuras imaginadas, havia uma que se destacava: encontrar um amor que fosse mais profundo que a terra que o sustentava, mais vasto que o céu que o abrigava. Em uma tarde calma, sob a sombra generosa de uma árvore centenária, Kofi avistou uma figura distante. Cada passo da jovem parecia reverberar em seu peito, despertando uma curiosidade que logo se transformou em fascínio. Era Amina, com olhos profundos e penetrantes, pele luminosa como o orvalho da manhã. Ela caminhava em busca de um remédio para a doença de sua mãe, mas encontrou, naquele encontro inesperado, um aliad...

Poema: Calabouço do Castigo

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Calabouço do Castigo Sozinho em devaneios que giram devagar, sou sombra entre sussurros, silêncio a pulsar. Pus-me a sorrir, tímido, num sopro febril, que a solitude me faz, doente e febril. Tenebrosa escuridão, remorso que se enreda na melancolia, a cada dia que passa, renasço para o dia, mas a noite me acalenta com sua negritude vazia. De uma alma fúnebre, sinto a dor da partida — um grito mudo entre as pedras frias, quase um lamento que a madrugada quer ocultar. Quis me embriagar em seus mistérios, perder-me em seus segredos ancestrais, mas sei que não posso me livrar do cemitério, do peso das corujas a agourar sinais. Agouro sinistro que lembra o calabouço do castigo, nasci no canto dessas vozes — morri sem sequer divagar, nascentes noites sem luar, morrestes sem entender a palidez do teu olhar. Vi o sossego martirizando o peito, sorri enquanto nadava em tormento, cresci s...

O Valor Mental

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir! O Valor Mental Sabe, eu me pergunto às vezes, com o copo de cerveja na mão e o cérebro latejando, qual o caralho vale essa merda da saúde mental? Você ignora isso, né? Vai pro templo ou pra igreja, deixa eles te encherem a cabeça de dogmas, e pronto, dorme tranquilo no seu chiqueiro terreno. É isso mesmo? Já voltaste os olhos para as dimensões infinitas do universo, esse vasto tabernáculo de estrelas e névoas etéreas, onde as constelações tecem arabescos de luz perene? Percebestes que ele, em sua glória primordial, sempre existiu, sem artífice ou gênese, um ciclo eterno de esplendor que transcende as cronologias mortais? Quando nutrimos a energia de nossa mente, elevando-nos acima da mera cobiça pelo acúmulo material, desvelam-se ante nossos olhos interiores maravilhas antes invisíveis, tesouros ocultos em camadas de percepção sublimes. Sim, eu olho com os olhos da carne e vejo co...

Poema: Ferida Aberta sem Abrigo

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Ferida Aberta sem Abrigo No peito, um eco antigo — ferida aberta sem abrigo. Não há gaze para a dor que o tempo não quis curar. Arrependimento é verbo mudo, sussurro que se perde na curva do que não foi. Um sentir sem direção, amor que talvez jamais nasceu, miragem em pele e olhar. Mais uma vez, deitei palavras ao vento, no abrigo do teu ouvido — promessas diluídas no infinito de um adeus. Teu rosto, cenário ausente de riso, pintura que o tempo apagou. E o que chamávamos de felicidade, talvez fosse apenas isso: um prelúdio, um suspiro, um vazio. É isso! Até a próxima! Autoria: Luciano Otaciano 

Meus Livros em Formato e-book Estão Gratuitos!

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de e-books gratuitos por aqui. Vem conferir! Para aqueles que compartilham do meu convívio blogueiro há mais tempo, é sabido que me dedico às letras como escritor e também como blogueiro é claro. É possível que eu não figure entre os maestros da literatura, mas, se me permitem, sou um contador de histórias modesto, talvez até encontrado entre os piores por assim dizer. Contudo, para quem se entrega ao ofício da escrita, o essencial se revela: o ato de criar com palavras, que é, acima de tudo, o verdadeiro brilho do caminho literário. O resto é consequência ao meu ver. Quem entre nós aprecia o ato de ler? É com prazer que informo que, a cada final de ano, realizo uma promoção especial, disponibilizando meus e-books gratuitamente na Amazon. Lamentavelmente, em nosso país, o livro físico se torna um bem valioso, inacessível à maioria, e aqueles que têm apreço pela leitura se veem limitados pelos altos preços em um ce...

Poema: Eclosão Notívaga

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Eclosão Notívaga  A noite cai, manto escuro que envolve o mundo em sua soturna veste, a escuridão pesa, espessa, quase palpável, como se a alma se tornasse pedra fria, imóvel, em um silêncio profundo que estremece o coração. A lua surge, negrejante e escarlate, como ferida aberta no céu, lançando sombras assustadoras que se arrastam pelas paredes, fantasmas malditos que dançam no limiar do medo. O frio imensurável invade o ser, um calafrio que sobe pela espinha, transformando a ansiedade em monstro voraz, que se alimenta da solidão que insiste em se aconchegar, como um lobo faminto na penumbra da noite. Tristezas se desfazem no ar, evaporam-se em suspiros que ninguém escuta, gritos ensurdecedores rompem o silêncio, ecoando em becos vazios, em almas perdidas. Gatos miam nas esquinas, cães latem ao longe, corvos agourentos anunciam à eclosão notívaga, lamentando com cântico...

Religião, pra quê?

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir! Religião, pra quê? Qual é a vertente religiosa mais prejudicial à sociedade? Em minha perspectiva, atribuo tal infortúnio aos Cristãos Evangélicos, cuja prática de lavagem cerebral se manifesta de forma notória. Antes de eu me mudar de residência, por causa da violência desmedida e incontrolável que assola o meu amado Rio de Janeiro, meus vizinhos que aderiram a tal comunidade relegam toda e qualquer ocorrência unicamente à intervenção divina, transformando-se em indivíduos enfadonhos. É preciso ressaltar que nem todos compartilham dessa mentalidade, porém uma parcela substancial assim o faz. Nutro sincero respeito pelas convicções pessoais, desde que desprovidas de fanatismo religioso, qualquer que seja a crença. Pra mim não dá. Não engulo inverdades que julgam ser verdades absolutas. Ademais, o que me aflige profundamente são as denominadas revelações, que interpretar-se-iam com...

Cristo Não é o Governador Planetário?

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir! Cristo Não é o Governador Planetário?  E a vida em outros planetas quem é que governa esses outros planetas?  Cristo não é o governador planetário, ele disse que o reino dele é outro não esse. Basta ler os evangelhos. Por que um mundo de dor, morte, sofrimento e ranger seria governado por um ser de bondade? É até um desrrespeito a ele. No relato da tentação de Jesus no deserto (Mateus 4:1-11; Lucas 4:1-13), um ser espiritual a qual Cristo chama de Satan (que significa opositor) alegou que este mundo foi entregue a ele, afirmou ter autoridade sobre os reinos dessa terra e prometeu entregar tudo a Jesus em troca de um simples ato de adoração. Jesus não negou que Satan tivesse tal autoridade, isso só faria sentido se esse ser, realmente fosse o senhor desse mundo. Jesus então rejeita esse reino, para então anunciar um reino muito superior, o reino do seu Pai, um reino gover...

Poema: Mariposa no Orvalho

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Mariposa no Orvalho Morto solitário, perdido entre as sombras do dia, onde o perfume adocicado se mistura ao gosto amargo do silêncio. Beijo roubado, eco distante de um desejo que não volta, coração despedaçado, fragmentos caídos como folhas secas ao vento. Semblante desfigurado, reflexo de um tempo acelerado, onde os minutos são foices, e cada segundo carrega um sabor temperado — ardido, amargo, inconfundível. Corpo tatuado pela memória, marca de quem ama e sofre sem pedir licença, langor denotado em cada suspiro, em cada gesto lento e carregado. Por ti carregado, como quem leva um fardo invisível, manhã pacata, tarde nublada, noite mal-assombrada — os fantasmas do passado dançam no escuro do peito. Agonizei no passado, celebrei angústias como se fossem troféus, mentiras mal-amado, verdades apaixonado — um paradoxo que queima a alma. Lembrança encantada, sentimento louvado, f...

Conto: A Voz do Desejo

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: A Voz do Desejo A noite caía pesada, quase mórbida, e o quarto parecia pulsar com a própria respiração do mundo. Me aproximei de você devagar, cada passo um arrastar de consciência e carne. O ar estava quente, carregado de um perfume indefinível que se enroscava em meus sentidos como uma lembrança que não posso nomear. Meus dedos tocaram sua pele antes de meus lábios, e já era impossível distinguir onde terminava você e começava meu desejo. O toque era lento, quase temeroso, como se cada centímetro revelasse não apenas o corpo, mas os medos, as histórias, os segredos que habitam cada dobra da sua carne. Você suspirou, e nesse som reconheci uma melodia antiga, primordial — o eco de todas as noites em que o mundo parecia escorrer pelas frestas do corpo. Me entreguei ao calor do seu abraço, sentindo o peso e a leveza simultâneos, como se tocasse não só a pele, mas a alma que se e...