Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Melodia das Ruínas A melodia ecoa, vem contar o que o tempo, cruel, ia perder. Mistérios de além-mar a guiar, cidades que nasceram e fenecer. Castelos no ar, de pedra e caos, não carne como o homem, nobre animal. Muros sem fé, surdos ao vendaval, enquanto o vento assobia seu ritual. Por ruínas destroçadas, o som vai dançar, dando lugar ao sonho de eternizar. Velha canção repete sem cessar, para paredes que não vão escutar. Carne humana, frágil e mortal, contra a pedra que resiste, mas vai ruir. Babilônia afoga na maré fatal, e a voz insiste hora de abrir, de ouvir. Uma janela surge no muro surdo, para o acordar que o tempo vai me chamar. A melodia persiste, em reflexo profundo, poucas chances restam para ousar. A melodia ecoa, fraca e a chorar, contando o que o tempo devora sem fim. Mistérios de além-mar, perdidos no ar, cidades que nasceram e sumiram no sim. Castelos de fumaç...
Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: Mãe África No coração pulsante da África, onde o sol se derrama sobre planícies douradas e rios serpenteiam como veias de um corpo antigo, vivia Kofi. Jovem de espírito inquieto, carregava nos olhos a chama das histórias que contava e nos sonhos o desejo ardente de explorar o mundo. Mas, entre todas as aventuras imaginadas, havia uma que se destacava: encontrar um amor que fosse mais profundo que a terra que o sustentava, mais vasto que o céu que o abrigava. Em uma tarde calma, sob a sombra generosa de uma árvore centenária, Kofi avistou uma figura distante. Cada passo da jovem parecia reverberar em seu peito, despertando uma curiosidade que logo se transformou em fascínio. Era Amina, com olhos profundos e penetrantes, pele luminosa como o orvalho da manhã. Ela caminhava em busca de um remédio para a doença de sua mãe, mas encontrou, naquele encontro inesperado, um aliad...