Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de reflexão por aqui. Vem conferir!
O Mundo é um Açougue
Você nasce com um corpo — carne, osso, vísceras. Parabéns. Agora aguente.
Ganha um passado assim que aprende a mijar no vaso sanitário. Uma infância cheia de promessas arruinadas, uma juventude cheia de sonhos banais, tipo promoção de fim de feira. Depois vem a ambição, essa vadia elegante que te dá um tapinha nas costas e sussurra: VAI LÁ CAMPEÃO.
E aí você vai. Vai pra onde? Pro mundo. O mundo físico. Essa arena de concreto, carne podre e aluguel vencido.
Você pensa que é alguém porque tem um nome, um CPF, uma conta pra pagar e um ego de segunda mão. Mas o mundo, o mundo tá pouco se lixando pra sua biografia. Ele te mastiga de manhã e te cospe à noite.
Se você não aprende a jogar esse jogo selvagem chamado vida, ela o esmagará lentamente aos pouquinhos.
Se você não transcende a matéria, ela te arrasta — fome, sede, sexo, dor de dente. Essas merdas te mantêm amarrado como um cachorro na corrente.
Você vira escravo das suas glândulas, um animal domesticado por um saco de carne faminto de prazeres temporários. Um orgasmo, uma promoção no emprego, uma cerveja gelada no calor escaldante do verão — pequenas esmolas da existência.
E no fim, tudo o que você tem é um corpo que fede, um passado que pesa e uma ambição que falhou. Parabéns de novo.
É isso! Até a próxima!
Autoria: Luciano Otaciano
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