Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir!
Poema: Calabouço do Castigo
Sozinho em devaneios que giram devagar, sou sombra entre sussurros, silêncio a pulsar.
Pus-me a sorrir, tímido, num sopro febril, que a solitude me faz, doente e febril.
Tenebrosa escuridão, remorso que se enreda na melancolia, a cada dia que passa, renasço para o dia, mas a noite me acalenta com sua negritude vazia.
De uma alma fúnebre, sinto a dor da partida — um grito mudo entre as pedras frias, quase um lamento que a madrugada quer ocultar.
Quis me embriagar em seus mistérios, perder-me em seus segredos ancestrais, mas sei que não posso me livrar do cemitério, do peso das corujas a agourar sinais.
Agouro sinistro que lembra o calabouço do castigo, nasci no canto dessas vozes — morri sem sequer divagar, nascentes noites sem luar, morrestes sem entender a palidez do teu olhar.
Vi o sossego martirizando o peito, sorri enquanto nadava em tormento, cresci sozinho, andei caindo, fiz meu caminho seguindo o vento.
Amanhã, não sei se fico, se continuarei a caminhada ou se ficarei arrependido, perdido no silêncio deste eterno labirinto no crepúsculo vazio.
É isso! Até a próxima!
Autoria: Luciano Otaciano
Oi, Luciano. Tudo bem? Mais um belo poema para nos agraciar. Senti as palavras mais uma vez como uma dança projetando imagens na minha mente.
ResponderExcluirTenha uma boa semana!
Helaina (Escritora || Blogueira)
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Oi, Helaina! Estou bem, e você? Que bom que você tenha gostado. Tenha uma boa semana também. Abraço querida!
ExcluirDe uma profundidade sem tamanho!
ResponderExcluirBoa semana!
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Até mais, Emerson Garcia
Oi, Emerson! Obrigado amigo. Boa semana pra você também. Abraço!
ExcluirQuerido Luciano,
ResponderExcluiré impossível passar por tuas palavras sem notar a delicadeza com que a melancolia se faz companhia constante de teus pensamentos. Há em teu texto uma sensibilidade quase excessiva, daquelas que sentem demais, observam demais e, por isso mesmo, sofrem com elegância silenciosa.
A solidão que descreves não se apresenta de forma vulgar ou ruidosa; ao contrário, ela caminha contigo como uma conhecida antiga, discreta, porém persistente, oferecendo tanto consolo quanto inquietação. Teu narrador parece plenamente consciente de seus próprios abismos, mas segue adiante com uma compostura admirável, como quem aceita que certas dores fazem parte do caráter tanto quanto as virtudes.
Se me permites uma observação afetuosa, há em teus devaneios um coração que, embora envolto em sombras, revela refinamento de espírito e uma curiosa honestidade emocional. E convenhamos: poucos conseguem transformar tormento em linguagem com tamanha propriedade sem perder a dignidade do sentir.
Amei te lê
Abraço
Fernanda
Oi, Fernanda! Muito obrigado pelo seu comentário tão preciso e sensível. É notável que sua sensibilidade à flor da pele faz de ti uma observadora nata. Abraço querida amiga!
ExcluirOlá, Luciano, beleza?
ResponderExcluirTeu poema é de alguém que se percebe meio perdido em um mundo quase sem sentido. Não sei se a ideia é essa mas é que me parece. É um sentimento verdadeiro. Honesto. Como diz a canção dos Paralamas,
Todo dia o sol vem e nos desafia...
...A arte é de viver da fé, só não se sabe fé em quê.
abraços
Oi, Eduardo! Talvez essa sua impressão de eu estar perdido seja porque eu sou um homem que não segue religião. Aí a minha pequena fé, se é que eu tenha alguma não se sustente por si só. Abraço!
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