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Conto: Mar de Louise

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de conto por aqui. Vem conferir! Conto: Mar de Louise I Ela entrou no apartamento como quem não invade, mas também não pede licença. Havia nela uma presença calma, quase distraída, como se o espaço já a conhecesse antes de mim. O vestido claro não chamava atenção — era o movimento que chamava. Um modo de atravessar o ambiente sem se fixar nele. Seus olhos não procuravam nada, e talvez por isso encontrassem tudo. Cumprimentou-me com um gesto simples. Nada foi dito além do necessário. Ainda assim, algo se deslocou em mim, não como impacto, mas como ajuste. Um objeto antiquado encontrando, enfim, o lugar correto sobre a mesa. O perfume era leve. Não ficou. Passou. E foi exatamente isso que permaneceu. Louise caminhava pelo apartamento observando sem julgar. Tocava os móveis como quem reconhece uma história que não precisa ser contada. Em certos momentos, parecia ouvir algo que eu não ouvia. Em outros, parecia apenas de...

Religião, pra quê?

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir!



Religião, pra quê?



Qual é a vertente religiosa mais prejudicial à sociedade?

Em minha perspectiva, atribuo tal infortúnio aos Cristãos Evangélicos, cuja prática de lavagem cerebral se manifesta de forma notória. Antes de eu me mudar de residência, por causa da violência desmedida e incontrolável que assola o meu amado Rio de Janeiro, meus vizinhos que aderiram a tal comunidade relegam toda e qualquer ocorrência unicamente à intervenção divina, transformando-se em indivíduos enfadonhos. É preciso ressaltar que nem todos compartilham dessa mentalidade, porém uma parcela substancial assim o faz. Nutro sincero respeito pelas convicções pessoais, desde que desprovidas de fanatismo religioso, qualquer que seja a crença. Pra mim não dá. Não engulo inverdades que julgam ser verdades absolutas. Ademais, o que me aflige profundamente são as denominadas revelações, que interpretar-se-iam como uma estratégia astuciosa de manipulação, com o intuito de instilar o medo no fiel seguidor. A minha devoção primária repousa no amor. Creio em Deus ( não o Deus Católico ), e isto pra mim é o que me basta atualmente. Na bagunça da vida, passei a maior parte dela achando que Deus era uma piada. Acreditei que tudo isso era balela, uma ilusão. Mas, como a fumaça de um cigarro que se dissipa quando a brisa entra pela janela, percebo agora que há algo maior entre nós. Deus, esta força estranha e insondável, flutua por entre nós. Isto posto já não tenho mais dúvida de que Deus exista. Só que, minha alma é teimosa. Não consigo engolir as regras e instituições que se aproveitam dessa ideia, arrastando gente pelos caminhos fáceis das verdades moldadas a favor deles. Prefiro manter os olhos abertos, olhando para o céu, buscando aquele mistério sem me deixar levar pela engrenagem dos dogmas e palhaçadas. No fundo, é um jogo sujo, e eu não estou a fim de ser mais um peão nessa história. Se estou certo? Não sei. É o que penso. É isso! Até a próxima! 

Comentários

  1. Querido Luciano,

    teu texto é direto, honesto e inquieto. Não recusa Deus, recusa o medo vendido como fé. Há crítica, mas também busca sincera por algo maior, sem dogmas nem manipulação. É um posicionamento , imperfeito e lúcido e justamente por isso verdadeiro.

    Abraço
    Fernanda

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    1. Oi, Fernanda! Obrigado por deixar seu comentário por aqui. Abraço amiga!

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  2. Querido amigo Luciano, bom dia.
    Pelo que entendi, você tem uma crença pessoal e direta em Deus, sem compromisso com igrejas, doutrinas ou sistemas religiosos organizados. Você tem fé, apenas não segue uma religião institucionalizada. É isso? Pois bem. Isto não é novidade para mim, nem me surpreende. Tenho visto muitas pessoas vivendo uma vida com propósito e valores, mas preferindo manter sua autonomia nas questões que envolvem a fé e as práticas religiosas. Acho tua posição totalmente válida, afinal a fé é tua, e o fato de você não gostar de religião (no sentido de instituições e dogmas) não diminui em nada a sinceridade de tua crença em Deus. Até porque, a fé é fonte de paz e conforto e jamais deveria alimentar conflitos como tem acontecido com o fanatismo religioso - que você apontou muito bem no teu post -. E ademais, a fé não tem nada a ver com religião formal. Cada um caminha o seu próprio caminho.
    bjss, marli

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    1. Oi, Marli! Você entendeu perfeitamente a minha postagem. É exatamente isso que você tão bem pontuou minha amiga. Muito obrigado pelo seu comentário tão preciso e sábio. Abraço querida!

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  3. A religião tem seu lado positivo e negativo, como tudo que existe nessa vida. Que possamos extrair o lado positivo das coisas.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

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    Até mais, Emerson Garcia

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    1. É verdade! Boa semana pra você também amigo Emerson. Abraço!

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