Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de reflexão por aqui. Vem conferir! A Eternidade, ou o Infinito de Cada Instante É curioso pensar na eternidade. Quando falamos de algo eterno, logo nos vem à mente uma ideia de algo que se arrasta sem fim, uma sucessão sem começo ou término, algo como uma linha reta que não conhece a curva do fim. Mas talvez a eternidade não seja bem isso. Talvez seja a ausência do tempo. Não uma sucessão interminável de momentos, mas algo mais próximo da quietude de um instante suspenso, onde não há pressa, nem relógios, nem datas. O erro de associarmos a eternidade à ideia de um TEMPO QUE NUNCA ACABA nos impede de ver sua verdadeira face. A eternidade, quando pensada como um momento sem tempo, perde sua linearidade e se dissolve no presente — um agora que nunca se repete, mas que também nunca desaparece. Perceba que a eternidade não está no que será, ou no que foi. Ela mora, de fato, no agora. No instante fugaz em que nos perdemo...
Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão? Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Nauseabundo Mendigo Coração partido, pedaços espalhados como fragmentos de um espelho quebrado, refletindo um orgulho ferido, eco surdo de um amor vencido, preso nas malhas do tempo que não perdoa. Delírio fingido, palavras sussurradas no teu ouvido, como fantasmas que insistem em dançar no silêncio entre nós. Espero teu sorriso, como quem espera o sol nascer após uma noite sem estrelas, mas o que me chega é o vazio, o frio de um olhar esquecido, que antes era abrigo e agora é abandono. Nauseabundo mendigo, vago por ruas escuras da alma, perdido entre sombras, sem lugar para repousar o peito cansado. Por mim caído, entrego os restos do que fui, fiz do teu peito abrigo — um castelo frágil erguido sobre a areia movediça da dúvida. Brilho enfraquecido, tesouro perdido em cofres invisíveis, cobrado pela avareza do silêncio, o mais querido e cruel dos ladrões. Mandíbula de paralele...