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Poema: Vem Embora

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema: Vem Embora Vem embora agora, pra onde o desejo te leva.  Cria outra porta no pensamento que se eleva. Outras águas profundas pra mergulhar sem fim.  Vem, e não olhes pra trás, deixa o ontem sumir. Aquele mundo se foi, não o encontrarás mais. Teu futuro brilha nas estrelas, em raios de paz. Qualquer mago sussurra com voz de sabedoria. Alma não sente saudade do que não ousou vivenciar. Vem sem medo, alma livre, vem brincar no vento. Vem sorrir pro sol, vem correr no momento. Vem cantar as alegrias, vem fugir das sombras cinzentas. Vem viver o agora, vem voar pelas alturas distantes. Vem embora. Meu Amor. Vem embora agora, pra onde teu desejo me chama. Cria outra porta no teu pensamento, onde o amor se inflama. Outras águas quentes pra mergulharmos abraçados. Vem, e não olhes pra trás, deixa o ontem se dissipar no nada. Aquele mundo se perdeu, mas em ti eu me encontro c...

Poema: Pra Te Encontrar

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir!



Pra Te Encontrar



Pra te encontrar, eu caminho entre delírios e brumas, ouço vozes no vento, e uma delas, sutil, é a tua — chamando meu nome nas entrelinhas do silêncio.

Tua voz ecoa em meu caminhar, como se cada passo fosse um chamado, como se a estrada soubesse que o destino é tua presença.

Faço valer tua ausência, mesmo quando ela pesa como pedra nos ombros.

Carrego tua falta como quem carrega uma esperança enraizada na dor.

Lembranças ignotas passam, vultos do que fomos, fantasmas que visitam as madrugadas em que tudo é mais claro.

Teu semblante marcado, gravado em minha pele como cicatriz sagrada, tempo estagnado no contorno dos teus olhos.

Caminhei por campos selvagens, atravessei montanhas áridas, beira-mar, além-mar, buscando qualquer sinal teu na espuma, no sal, no céu aberto, no ventre do teu eu, no útero teu.

Existo no balbuciar do mundo, nessa língua imperfeita feita de suspiros e esperas.

Fadas existem — acredito nisso quando teus olhos transbordam meus sonhos, quando tua memória me toca como perfume antigo guardado em madeira.

Feridas saram, até mesmo as mais fundas, mesmo aquelas que o tempo fingiu esquecer, mas que sangram ao menor toque da lembrança.

Coração machucado, sangrando versos que não mostro a ninguém, guardo as palavras como quem protege um segredo antigo.

Mas o dia feliz chegará — eu sei.

Através da luz renascerá o que se perdeu na sombra.

Poesia alegre, volto a grifar teu nome nas páginas do recomeço.

E à tentação, essa que tenta me arrastar de volta ao abismo, eu digo: vá embora.

Para não mais voltar.

Pois para te encontrar, não preciso mais me perder no abismo.

O abismo que tenho agora no peito é tua ausência e teu silêncio.



É isso! Até a próxima!



Autoria: Luciano Otaciano

Comentários

  1. Luciano,

    Teu texto é um caminhar pela dor com a dignidade de quem ainda acredita na luz. Transformaste a ausência em poesia e o abismo em palavra e isso é força. Há esperança silenciosa em cada imagem, como quem sabe que o reencontro existe, mesmo que longe.

    Obrigada por fazer da saudade um caminho,
    e não um fim.
    Fernanda!

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    1. Oi, Fernanda! Agradeço a gentileza de compartilhar suas palavras neste modesto espaço. Ler teus comentários é mergulhar fundo nas águas profundas. Abraço querida!

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  2. Palavras incríveis, que penetram no fundo de nosso ser.

    Boa semana!

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    Até mais, Emerson Garcia

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    1. Oi, Emerson! Obrigado meu amigo. Boa semana pra ti também. Abraço!

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  3. Muito belo, amigo! Cheguei até aqui por indicação da Cathiao. Confesso: fizeste valer a viagem! Meu abraço, boa semana.

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    1. Oi, Árabe! Seja bem vindo ao meu modesto espaço virtual. Apareça sempre que quiser. Boa semana pra ti também. Abraço!

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  4. Olá! Lindíssimo seu poema tão sensível e profundo. Gostei muito. Parabéns

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    1. Oi! Obrigado querida! Que bom que você tenha gostado do poema. Abraço!

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  5. Oi, Luciano, teu poema tem o brilho da esperança no reencontro e a doçura da saudade que encanta. As imagens sentimentais que evoca são delicadas e de um lirismo encantador.
    Bjssssss, Marli

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    1. Oi, Marli! Obrigado querida. Sua sensibilidade faz enxergá-lo assim. A poesia é isso, trazer um pouco de beleza nesse mundo acizentado, mas poucos enxergam. Abraço!

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