Pular para o conteúdo principal

Resenha: Tenda dos Milagres

LIVRO: TENDA DOS MILAGRES ANO DE LANÇAMENTO: 2008 AUTOR: JORGE AMADO EDITORA: COMPANHIA DAS LETRAS  NÚMERO DE PÁGINAS: 320 CLASSIFICAÇÃO: ☆☆☆☆☆ Sinopse: Na Tenda dos Milagres, na ladeira do Tabuão, em Salvador, onde o amigo Lídio Corró mantém uma modesta tipografia e pinta quadros de milagres de santos, o mulato Pedro Archanjo atua como uma espécie de intelectual orgânico do povo afro-descendente da Bahia. Autodidata, seus estudos sobre a herança cultural africana e sua defesa entusiástica da miscigenação abalam a ortodoxia acadêmica e causam indignação entre a elite branca e racista. A história é contada retrospectivamente, em dois tempos. Em 1968, a passagem por Salvador de um célebre etnólogo americano admirador de Archanjo desencadeia um revival de sua vida e obra. Para a comemoração do centenário de nascimento do herói redescoberto, arma-se todo um circo midiático. Contrapondo-se a essa apropriação política da imagem de Archanjo, sua trajetória é narrada paralelamente como foi...

Cristo Não é o Governador Planetário?

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de refletir por aqui. Vem conferir!




Cristo Não é o Governador Planetário? 




E a vida em outros planetas quem é que governa esses outros planetas? 

Cristo não é o governador planetário, ele disse que o reino dele é outro não esse. Basta ler os evangelhos. Por que um mundo de dor, morte, sofrimento e ranger seria governado por um ser de bondade? É até um desrrespeito a ele. No relato da tentação de Jesus no deserto (Mateus 4:1-11; Lucas 4:1-13), um ser espiritual a qual Cristo chama de Satan (que significa opositor) alegou que este mundo foi entregue a ele, afirmou ter autoridade sobre os reinos dessa terra e prometeu entregar tudo a Jesus em troca de um simples ato de adoração. Jesus não negou que Satan tivesse tal autoridade, isso só faria sentido se esse ser, realmente fosse o senhor desse mundo. Jesus então rejeita esse reino, para então anunciar um reino muito superior, o reino do seu Pai, um reino governado pelo Criador, não por Criaturas, afinal se esse reino fosse bom, qual o sentido de Cristo anunciar outro? Seguindo a narrativa bíblica, Jesus deixa claro, evidente em diversas outras passagens que o reino dele não era desse mundo (João 18:36), afirmou que este mundo jaz no maligno, e revelou que Satan seria de fato, o príncipe desse mundo. (João 14:29-31). O apóstolo Paulo por sua vez, disse ainda que esse mundo é trevoso e que o reino de Deus. Finalmente, no último livro bíblico é revelado a identidade de Satan, de acordo com o apóstolo João, esse ser, seria a antiga serpente, conhecida como Dragão, Diabo, ou Satan, que foi lançado na Terra, com seus demônios e tem enganando o mundo inteiro. (Apocalipse 12:9) Toda essa narrativa só faria sentido se realmente este mundo estivesse sob domínio e gestão das trevas. Mas, afinal, que gestão das trevas seria essa? E por que um Deus de bondade entregaria sua criação ao domínio das trevas? Para enteder melhor, é preciso retornar ao tempo antes da existência desse mundo ao qual conhecemos, numa época em que só havia o domínio de luz. De acordo com a Bíblia, houve uma rebelião no domínio espiritual. O líder da rebelião Satan (que significa opositor) desafiou o Criador, questionando Seu modo de reinar (modelo do Éden) e propondo um sistema dual que misturasse bem e mau (representado pelo fruto) e não somente bem e bem (bens diferentes) como era no Éden.(Gênesis 2:16-17). Baseado nas diversas falas de Satan ao longo da narrativa, é possível entender que ele convenceu os anjos da rebelião que a criação deveria ter o direito de conhecer as trevas para só então valorizar a luz, dando a entender que caso as criaturas tivessem acesso as trevas (representado pelo fruto) elas poderiam ter uma genuína liberdade de escolha, conseguiriam reinar a si próprias e se sairiam melhor sem a interferência de Deus. Satan tenta provar que Deus estava errado e que na verdade, a combinação de luz e trevas, amor e ódio, noite e dia, positivo e negativo, alegria e sofrimento, traria melhores possibilidades de escolha, progresso e evolução. No livro de Jó por exemplo (Jó 1:8-11; 2:4, 5), observa-se o desprezo de Satan em relação a ausência de sofrimento, quando o anjo das trevas, dá a entender que o sofrimento e as dificuldades deveriam existir. (Contrariando o modelo do Éden). Essa rebelião levou a um debate entre os anjos sobre a justiça e a eficácia do governo divino. Contudo, livrar-se dos rebeldes no Éden não teria resolvido a questão levantada; apenas criaria mais dúvidas sobre a eficácia do reino de Deus e se o reino proposto por Satan seria realmente eficiente. Por isso, após a Criação escolher o lado das trevas (simbolizado pelo fruto), o Criador concede um tempo para que Satan mostrasse como seria a "maneira correta" de governar a criação (João 16:11; 1 João 5:19; 2 Coríntios 4:4-6). A partir daí segue se um sistema de gestão ao qual estamos familiarizados aqui na terra, uma gestão baseada no livre arbítrio entre bem e mau, (e não entre bem e bem como o modelo do Éden). A existência de uma natureza implacável, onde opera, ação e reação, causa e efeito sem excessão (se cair da escada, vai esborrachar no chão, pode ser idoso ou criança, sem dó), um livre arbítrio onde se entende que o sofrimento e trauma são essenciais para o progresso moral, equilíbrio e evolução da criação. O que contraria o modelo proposto por Deus no Éden. Infelizmente, muitas doutrinas espiritualistas estão mais alinhadas com os argumentos da rebelião do que com o modelo do Éden, chegando até a demonstrar repulsa ao modelo proposto pelo Criador no Éden. Comparando o modelo do reino de Deus proposto no Éden, com o modelo da serpente que vivemos hoje aqui na Terra, não resta a menor dúvida que o tema central da rebelião dos anjos caidos foi o livre arbítrio entre bem e mau, e não somente entre bem e bem como era no Éden. Qual é o resultado disso? A decisão de Deus em permitir o reino de Satan na Terra trouxe benefícios? Por um lado, a humanidade teve a "liberdade" e a oportunidade de governar a si mesma, com diversos tipos de governo humano, sob a influência de Satan e seus anjos. Houve progresso na ciência e em outros campos. Por outro lado, um mundo de "liberdade", onde há relatividade do que é certo ou errado e bom ou mau, resultou em injustiça, impunidade, violência, pobreza, crime, guerra, dor, sofrimento e angústia. Dito isso, será que o reinado de Satan tem se mostrado eficaz e deveria ser estendido a todo o universo? Assim, Deus não pode ser culpado pelo sofrimento da Criação e nem interferir no governo deste mundo, caso contrário, ele seria cúmplice de uma fraude. Ele precisa esperar o tempo de Satan acabar para que não reste dúvidas a nenhum dos anjos quanto a ineficácia desse sistema dual, só então O CRIADOR possa resgatar seu povo desse reino de trevas, para o reino de luz. A entrega do mundo ao domínio das trevas pode ser vista como uma parte do plano de Deus para permitir a manifestação do livre arbítrio e a demonstração da ineficácia de diferentes sistemas de governos. Isso permite que, no final, todos reconheçam que apenas o modelo de luz proposto pelo Criador deveria existir, que sistemas duais são um erro e que a justiça e a soberania de Deus sejam plenamente reconhecidas. Conclusão: A comparação entre o modelo do reino de Deus proposto no Éden e o modelo de reino proposto pela rebelião dos anjos caídos (que é o modelo que vivemos aqui na Terra) revela que a questão central da rebelião envolveu a introdução do livre arbítrio para escolher entre bem e mal, ao contrário do estado original onde a escolha era apenas entre o bem e o bem (bens diferentes). Esta perspectiva oferece uma explicação para o sofrimento e a complexidade do mundo atual, explicando a natureza cruel e implacável com os animais, a necessidade do negativo, do sofrimento, dos traumas e das dificuldades para que haja aprendizado e equilíbrio, contrastando com a simplicidade e a bondade propostas no Éden. Também explica por que Deus não pode interferir até que o tempo se cumpra e outra, aquele que tentou Jesus no deserto o conhece muito bem, desejava que Jesus não se libertasse do mundo da matéria e fizesse sua ascensão, para espelhar a humanidade que é através do amor perdão e entrega que evoluímos. Foi o novo modelo de transcendência da matéria para o mundo espiritual. Essa era durou 2 mil anos, o fim do ciclo planetário. É isso! Até a próxima!



Comentários

  1. Querido Luciano,

    Li teu texto com atenção verdadeira, daquelas que pedem pausa, retorno, releitura. Ele não é simples, nem superficial, e isso já diz muito sobre o tipo de inquietação espiritual que te move. Há ali um esforço honesto de compreender o problema mais antigo da humanidade: como coexistem um Deus bondoso e um mundo tão atravessado pela dor?

    Teu raciocínio é consistente dentro da lógica bíblica que escolheste seguir. Tu costuras passagens, constróis uma linha narrativa clara e assumes uma posição teológica definida: a de que este mundo opera sob uma gestão provisória das trevas, permitida por Deus como demonstração da ineficácia de um sistema dual. Há coerência interna, e há, sobretudo, respeito pelo texto bíblico enquanto autoridade.

    Também percebo no teu escrito algo que vai além da teologia: há ali um incômodo moral profundo. Uma tentativa de livrar Deus da acusação de crueldade. De dizer: “isso aqui não é o projeto original”. E isso, por si só, é um movimento de zelo, quase um cuidado amoroso com o sagrado.

    Ainda assim, há pontos que pedem silêncio atento antes de aceitação plena.

    Quando afirmas que no Éden só havia escolha entre “bem e bem”, fico pensando se isso não descreve mais um estado de inocência do que propriamente de liberdade. A liberdade plena talvez só exista quando há risco e o risco, inevitavelmente, traz dor. Nesse sentido, a pergunta que permanece aberta não é apenas por que Deus permitiu o mal, mas se a maturidade espiritual pode existir sem atravessar a experiência da perda, do erro e da imperfeição.

    Outro ponto delicado está na ideia de que Deus “precisa esperar” para não ser cúmplice de fraude. Aqui, o Criador parece submeter-se às regras de um tribunal cósmico, como se Sua soberania tivesse de ser validada por terceiros. Para algumas tradições especialmente as espiritualistas, isso reduz Deus à lógica humana de justiça, quando talvez Ele opere em camadas que não se resolvem apenas pela oposição luz versus trevas.

    Também chama atenção a forma como o sofrimento é apresentado: quase como elemento necessário, estrutural, pedagógico. Isso explica o mundo, mas não consola totalmente o coração humano. Porque há dores que não educam, apenas ferem. Há sofrimentos que não elevam, só quebram. E talvez o mistério esteja exatamente aí: nem todo sofrimento precisa ser justificado para existir, e talvez Deus não precise ser explicado, apenas experimentado.

    Gosto, porém, de como teu texto reconhece que o modelo atual fracassa. Que o mundo, sob essa lógica, produz violência, desigualdade, confusão moral. Isso é importante. Não há romantização da dor. Há constatação. E é nesse ponto que teu texto, sem talvez perceber, toca algo profundamente cristão: Jesus não veio legitimar este sistema veio atravessá-lo.

    Quando falas da tentação no deserto, surge uma leitura muito interessante: o tentador desejando que Jesus permanecesse preso à matéria, ao poder, ao governo deste mundo. E Jesus escolhe outro caminho, não o da dominação, mas o da entrega. Não o da explicação do mal, mas o da superação pelo amor.

    Talvez e digo isso com cuidado e respeito, o reino que Jesus anuncia não seja apenas “outro” no sentido de localização, mas outro no modo de existir. Um reino que começa dentro, enquanto este ainda opera fora. Um reino que não nega o sofrimento, mas também não o sacraliza. Um reino que não precisa esperar o fim dos tempos para ser vivido, ele começa toda vez que alguém escolhe amar apesar de tudo.

    Teu texto é valioso porque provoca, inquieta e não se contenta com respostas fáceis. Ele não encerra a questão, ele a mantém viva. E talvez seja exatamente isso que textos espirituais mais honestos fazem: não fecham portas, abrem espaços.

    Recebe esse comentário como diálogo, não como oposição. Como alguém que caminhou teu texto por dentro, com respeito, e voltou com perguntas, não como quem contradiz, mas como quem continua a conversa.

    Com consideração e escuta
    Abraço meu amigo .
    Fernanda

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Fernanda! Primeiramente muito obrigado por ler o texto com tamanha atenção e cuidado, aliás você sempre o faz com tudo que lê, não é mesmo? Pude perceber isso claramente em você. Permita-me dizer-lhe que você e nem ninguém é obrigado a concordar com tudo que escrevo, vez que não sou o dono da verdade, tampouco tenho todas as respostas que cerceian minha mente. O seu pensamento é deveras coerente com tua linha de raciocínio, talvez o seu raciocínio esteja mais correto que o meu inclusive. Contudo essa questão ao meu ver não há solução para o entendimento humano. Quanto mais se aprofunda para descobrir a verdade surge mais dúvidas. Esse ciclo não termina nunca, ao menos enquanto estivermos encarnado aqui na Terra. É o que penso! Mais uma vez muito obrigado pelo seu comentário tão rico e observador acerca do que pensas sobre esse tema tão complexo. Abraço minha amiga.

      Excluir
  2. Querido Luciano,

    Recebo tuas palavras com carinho e respeito, elas têm a delicadeza de quem sabe dialogar sem levantar muros. Fico feliz que meu comentário tenha sido acolhido pelo coração aberto com que escreveste teu texto. E agradeço, de verdade, o cuidado com que respondeste.

    Concordo contigo em algo essencial: essa questão não se resolve completamente no entendimento humano. Há temas que não pedem conclusão, pedem humildade. E quanto mais a gente caminha em direção à verdade, mais percebe que ela se abre em camadas, não em respostas finais. Talvez seja mesmo assim: perguntas que amadurecem a alma mais do que certezas.

    Gosto muito quando dizes que não te colocas como dono da verdade. Isso, para mim, já é sinal de profundidade espiritual. Quem se permite duvidar também se permite crescer. E o teu texto, assim como tua resposta, não nasce da arrogância da certeza, mas do incômodo sincero de quem busca compreender mesmo sabendo que jamais abarcará tudo. Assim como todos nós.

    Penso que, enquanto estivermos aqui, nesse chão de experiências e limites, o mistério continuará nos visitando. E talvez isso não seja uma falha do caminho, mas o próprio caminho. Seguimos tateando, sentindo, cruzando ideias, compartilhando reflexões e, nesse diálogo, algo dentro de nós se ilumina, ainda que não saibamos nomear exatamente o quê.

    Aprecio imensamente a generosidade com que recebes pensamentos diferentes dos teus. Isso diz muito sobre quem tu és. Que possamos seguir assim: conversando, refletindo, respeitando as incertezas e cuidando das palavras como quem cuida daquilo que é sagrado.

    Um abraço afetuoso,
    Obrigada 🙏🏻pelo carinho de sempre. Gosto dos teus textos.

    ResponderExcluir
  3. Otaciano, a gente percebe ao ler seu texto, que você é um estudioso da Bíblia, e que entende de teologia.
    Não consegui identificar de qual ramificação vem sua crença, porque falando em escatologia, as diversas teologiam se misturam um pouco.
    A Bíblia fala mesmo que o munndo jaz no maligno.
    Explica que o demónio é o príncipe daqui.
    Fala que ele dá as ordens.
    Mas a Bíblia também fala que aquele que aceitar a Jesus como seu único e suficiente salvador, vai receber o Espírito Santo, que vai morar dentro da pessoa.
    Como assim???
    Aguém morando dentro de mim?
    Sim é não.
    Isso quer dizer que uma fagulha do entendimento de Deus sob re as coisas e como elas devem ser, está ligado e operando dentro de você, e se você der vazão à essa fagulha, cada vez mais vai refinar seu livre arbítrio e se assemelhar ao que Deus quer que você faça.
    Se isso acontecer, mesmo que o mundo seja governado por um opositor, a pessoa consegue fazer a coisa certa.
    Aqueles que aceitam o modus operandi do opositor, vão ter essa pessoa como opositor... Assim o bem e o mal vão lutando e tentando sobreviver, em meio a moral, (ou falta dela), humana.
    Ótimo texto; Otaciano!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, André! Sim eu sou um estudioso da Bíblia Sagrada e da Bíblia Judaica também, mas estudá-las causa-me ainda mais dúvidas e dúvidas em minha mente. Creio eu que seja mais prudente e sensato eu cessar meus estudos pra entender sobre esse assunto tão complexo pra mente humana, não? Sobre aceitar Jesus, saiba que eu não sigo religião e não seguirei enquanto estiver preso nessa carne que apodrecerá quando eu morrer. Que bom que o texto tenha sido de seu agrado amigo André. Abraço!

      Excluir
  4. Olá ,
    vim conhecer seu blog.
    Gostei muito.
    Seja bem vindo lá no meu.

    ResponderExcluir
  5. Oi, Luciano.

    Não sou expert em teologia e quanto mais tento me aprofundar mais perguntas eu tenho e menos respostas encontro. Então, para não me perder no assunto vou ater-me ao versículo bíblico (João 18:36), que considero a chave mestra para colaborar na reflexão proposta. (As demais questões que envolvem as forças do "opositor" estão em inseridas em outros contextos bíblicos e requerem outro tipo de análise à luz de outras premissas).

    Em João 18:36 Jesus diz a Pôncio Pilatos: "O meu Reino não é deste mundo; se o meu Reino fosse deste mundo, os meus servos pelejariam para que eu não fosse entregue aos judeus; porém, agora, o meu Reino não é daqui". Ele explica que seu reino é espiritual; que não é um poder terreno com exércitos. Diz também que veio para dar testemunho da verdade, não para dominar politicamente. Penso que isto não significa que o reino de Deus esteja confinado a coisas do céu, sem ter nada a ver com as coisas da terra.

    Tenho quase certeza que o cerne da questão está no entendimento do conteúdo semântico das palavras “deste mundo”, que dentro do contexto bíblico têm um significado bem específico e, por isso, tem gerado algumas polêmicas. Os estudiosos explicam que "deste mundo" significa fonte de poder, ou seja, o reino de Cristo não é deste mundo no sentido de que ele não existe a partir deste mundo terreno. E, noutra leitura, não resta a menor dúvida que, embora o reino de Cristo não seja deste mundo, ele está SOBRE este mundo: “O SENHOR tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo” (Salmos 103.19). Daí porque, o mesmo Cristo que disse a Pilatos “Meu reino não é deste mundo” (Jo 18.36b) também lhe disse: “Nenhum poder terias contra mim, se DE CIMA não te fosse dado” (João 19.11b). Mais claro é impossível: o reino dos homens está subordinado ao reino de Deus.

    Resta ainda um senão: “se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus”. Talvez Cristo tenha conectado o reino terreno com os Seus servos lutando para impedi-lo de ser entregue aos judeus, para esclarecer que se ele fosse um mero rei terreno e seus inimigos o destruíssem, o seu reino cessaria de existir. (Talvez, não sei). Mas enfim, Cristo não é um mero rei terreno; sendo Deus, ele governa sobre todos e ser entregue aos judeus era parte do plano soberano de Deus. E os inimigos não poderiam causar nenhum dano ao Seu reino. Assim sendo, não havia necessidade dos servos de Cristo lutarem para impedi-lo de ser entregue aos judeus. Gosto de lembrar a Oração do Senhor: “Pai Nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.9b-10).

    Resumo da ópera: A reflexão gira em torno da seguinte pergunta: "Cristo não é o governador planetário?" A meu ver Cristo é o governador planetário. Acontece que Ele não é um governador nos moldes da governança que conhecemos aqui na terra. "Seu poder e estado real não são fornecidos por força terrena, ou ordenanças carnais, ou energias físicas, ou riqueza material, ou exércitos imperiais". Seu governo é de transformação espiritual, com ênfase no amor, na paz e na justiça divina sobre as falhas dos sistemas terrenos. Seu poder foi lhe concedido pelo Pai (Dn 7,14)”.

    Obrigada pela oportunidade de estar aqui me manifestando. Espero ter contribuído.
    Bjssss, marli

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Marli! Você trouxe à tona uma meditação rica e profunda sobre o significado do Reino de Cristo, especialmente à luz de João 18:36. É fascinante notar como você distingue o conceito de realeza terrena do reino espiritual que Jesus representa. A noção de que o reino de Deus não se restringe a esferas celestiais, mas se entrelaça e se sobrepõe ao nosso mundo cotidiano, oferece uma perspectiva valiosa sobre como devemos viver e agir.
      A conexão que você estabelece entre a autoridade de Cristo e a submissão dos reinos humanos ao seu governo é verdadeiramente inspiradora. Isso nos recorda que, mesmo em meio a sistemas imperfeitos e falíveis, a transformação espiritual advinda de Cristo é sempre uma presença constante. O foco no amor, na paz e na justiça divina é essencial para compreendermos como podemos refletir esses valores em nossas vidas e na sociedade, não é verdade?
      Sua conclusão sobre Cristo como o governador planetário, de uma forma que transcende as estruturas de poder que conhecemos, nos convida a refletir sobre o verdadeiro significado de viver sob sua autoridade. Isso nos desafia a considerar como podemos ser agentes de mudança em um mundo que, por vezes, se desvia desses princípios. Agradeço por compartilhar suas reflexões sobre esse tema tão complexo. Muito obrigado pelo comentário tão rico Marli. Abraço querida!

      Excluir
  6. Oi, Luciano. Tudo bem?
    Que interessante sua reflexão. Confesso que nunca havia pensado dessa maneira. Acredito que se já tivesse esse pensamento, conseguiria ter uma resposta ao invés de ficar com raiva quando as pessoas tentam desacreditar a bondade e misericórdia de Deus por conta do mal. Faz todo sentido quando paramos para pensar que esse mundo não está sob as condições que ele planejou com tanto cuidado. Gostei muito de ter lido essa sua visão sobre o assunto.

    Tenha uma boa semana!

    Helaina (Escritora || Blogueira)
    https://hipercriativa.blogspot.com (Livros, filmes e séries)
    https://universo-invisivel.blogspot.com (Contos, crônicas e afins)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Helaina! Estou bem, e você? Que bom saber que a postagem tenha feito você enxergar minha perspectiva sobre esse tema complexo. Tenha uma boa semana também Helaina. Abraço!

      Excluir
  7. Reflexão importante. Ansiando por esse reino de Jesus e Deus. Dias melhores virão e Ele mostrará o que é um reino de paz de verdade.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

    Jovem Jornalista
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Valeu Emerson! Obrigado por deixar seu comentário por aqui. Boa semana. Abraço!

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog