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Poema: À Carne que se Perdeu

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de poema por aqui. Vem conferir! Poema:  À Carne que se Perdeu  Fecho os olhos e sinto teu corpo diante de mim. Cada gesto. Cada curva.  Cada respiração tua incendiando o meu sangue. Despertando a fome que não se sacia. Não é apenas desejo — é necessidade existencial. Minha carne clama pela tua. Minh 'alma reconhece a tua como extensão da própria essência. Se pudesse, devoraria cada instante. Cada suspiro teu, como se cada toque fosse um pedaço do céu perdido. Mesmo separados pela matéria. Sinto teu calor percorrendo meus nervos. Arrepio que tua presença invisível causa em mim. E sei, no silêncio do universo, que essa impetuosidade será satisfeita — em carne ou em espírito. Nosso encontro é inevitável. Que o tempo da Terra não nos frustre. Que a distância física apenas intensifique o desejo. Que cada pensamento. Cada memória. Cada desejo nos aproxime do instante em que, enfim, nossas almas e corpos se...

Sobre Consciência Como Ela É

Olá, caros leitores e caríssimas leitoras! Como estão?  Hoje é dia de reflexão por aqui! Vem conferir!



SOBRE  CONSCIÊNCIA COMO ELA É



Ontem, enquanto eu esperava o café coar, olhei pela janela e vi um passarinho bicando o próprio reflexo no vidro do vizinho. Aquilo me fez pensar — coisa perigosa essa de pensar logo cedo — sobre o que a gente anda bicando por dentro.

Tem gente que diz que o amor é o que temos de mais precioso. Outros colocam a fé nesse pedestal. Eu, mais comedido e talvez um tanto calejado, digo que é a consciência. Essa filha da puta é, efetivamente, a coisa mais cara que temos. E não me refiro a preço de mercado, não. Falo de custo íntimo, desse que cobra em noites insones, suspiros engolidos e silêncios gritantes.

Ter consciência é acordar todos os dias com a obrigação de não fingir que não viu. É lembrar do que disse, do que calou, do que fez e do que deixou de fazer — com nome, data e culpa. E ainda assim, seguir em frente, de café coado e alma cansada, tentando ser melhor sem cair na armadilha de se achar bom demais.

Às vezes invejo o passarinho. Talvez ele não saiba que está brigando consigo mesmo. Talvez seja isso o segredo da leveza: ignorar o espelho e seguir cantando. Mas nós, seres humanos, não temos esse luxo. A consciência nos visita como um cobrador antigo: bate à porta, senta no sofá e fica ali, remoendo contas que não se pagam com dinheiro.

E mesmo assim, por mais cara que seja, não a trocaria por nada. Porque é ela quem me impede de dormir em paz quando sei que falhei. E também é ela que, de vez em quando, me faz sorrir por dentro, ao saber que, pelo menos hoje, eu fui inteiro. É isso! Até a próxima!

Comentários

  1. Oi Luciano, tudo bem?
    Bonita reflexão e bastante profunda.Toda vez que penso na nossa consciência esbarro na dúvida do que é realmente consciente e o que é apenas a reação de uma mente cansada e condicionada. Gosto de observar a natureza. Definitivamente é algo que me permite descansar dessas questões que nunca saberemos se serão respondidas satisfatoriamente algum dia.

    Resolvi publicar a resenha do seu livro ELO no meu blog, estará disponível na próxima quinta-feira (05/06).

    Até breve;
    Helaina (Escritora || Blogueira)
    https://hipercriativa.blogspot.com (Livros, filmes e séries)
    https://universo-invisivel.blogspot.com (Contos, crônicas e afins)

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    1. Oi, Helaina! Estou bem, e espero que você também se encontre bem. Contemplar a natureza, de fato, revela-se uma forma admirável de aquietar os pensamentos e renovar o espírito. A tua dúvida, assim como a minha — e tantas outras que assombram os que vivem de questionar o que não se deixa tocar — brota, talvez, da própria limitação que habita em nossa mente finita. Ao meu ver, o ser humano não foi moldado, nem destinado, a decifrar com exatidão os mistérios que envolvem a consciência. Há algo nesse campo que escapa às ferramentas da lógica, como se estivéssemos diante de um espelho nebuloso que apenas insinua o que somos — sem jamais revelar por completo. Tenho convicção de que os enigmas da mente humana talvez somente encontrem respostas em uma dimensão além desta existência terrena; neste plano, permanecerão, em grande parte, envoltos em mistério. Grato por publicar à resenha de ELO em seu blog. Muito obrigado! Abraço!

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  2. Oi!
    Que bela reflexão, tem horas que a gente pensa pouco sobre viver 24 horas por dua com uma consciência e tem horas que pensamos demais né?

    https://deiumjeito.blogspot.com/

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  3. Que interessante essa matéria que acabei de ler, até compartilhei no meu Facebook resultado de hoje

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    1. Que bom que a matéria tenha sido interessante pra você. Abraço!

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